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Powell mantém bazuca de 120 mil milhões de dólares por mês e juros em mínimos

A Reserva Federal dos EUA manteve os seus apoios monetários inalterados, numa altura em que as conversas sobre a retirada destes estímulos parecem ter abrandado, dado o aumento da propagação da covid-19.

A BlackRock antecipa a primeira subida de juros nos EUA em 2023.
EPA
Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 28 de Julho de 2021 às 19:11
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A Reserva Federal dos Estados Unidos manteve todas as suas ferramentas em cima da mesa, como era esperado pelos analistas, numa altura em que a economia ainda está em processo de recuperação e a propagação da covid-19 no país voltou a aumentar. 

De acordo com o comunicado divulgado após o final da reunião de dois dias, o banco central norte-americano optou por manter a atual compra de dívida em 120 mil milhões de dólares por mês e as taxas de juro diretoras em mínimos históricos no intervalo entre 0% e 0,25%. 

"A Reserva Federal está empenhada em usar toda a sua caixa de ferramentas para apoiar a economia dos Estados Unidos neste momento desafiador, promovendo assim as suas metas de emprego e estabilidade de preços", começa por dizer, na mesma nota, que adianta sublinha novamente uma subida da inflação, "refletindo em grande parte fatores transitórios".

Assim, Jerome Powell (na foto), líder da autoridade bancária, adia mais uma vez o debate sobre a retirada de estímulos, que parece agora ter arrefecido, numa altura em que o plano de vacinação abrandou e a propagação da covid-19 acelerou. No mesmo documento pode ler-se, ainda assim, que "os indicadores de atividade económica e de emprego continuaram a fortalecer-se. Os setores mais afetados pela pandemia mostraram melhorias, mas não recuperaram totalmente".

Em meados de junho, o número de novos infetados com covid-19 estava em mínimos, na casa dos 14.000 por dia, e a velocidade com que o plano de vacinação estava a ser executado (mais de 1 milhão de doses por dia) dava a ideia de que as metas estabelecidas pela Casa Branca iam ser atingidas até mais cedo do que o previsto. Mas as expectativas foram ligeiramente defraudadas.

Em maio, Joe Biden, Presidente dos EUA, definiu um novo objetivo para a vacinação. Até 4 de julho teriam de estar vacinados 70% dos adultos norte-americanos com, pelo menos, uma dose. Contudo, a meta não foi atingida por uma escassa margem – vacinaram-se cerca de 69%. A própria Casa Branca reconheceu que falhou, nesta que foi a primeira vez que Biden não completou um objetivo sobre a execução do plano de vacinação. A juntar a este atraso, o número de novos casos de covid-19 está a subir, com a variante Delta a alastrar-se. Agora, este número atingiu quase os 90.000, um máximo desde março, mas ainda muito longe do pico de 250.000 de janeiro.

Todos estes fatores relacionados com a pandemia levaram a um novo adiamento da decisão definitiva sobre a retirada de estímulos - que deve ficar adiada até ao mítico simpósio anual de Jackson Hole, em agosto, que, por norma, traz novidades sobre a política monetária do banco central.

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