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Câmara de Lisboa terá enviado dados a Israel, China e Venezuela

A Câmara Municipal de Lisboa terá também partilhado com a embaixada de Israel dados de ativistas pró-Palestina, em 2019. A autarquia também terá partilhado informações com China e Venezuela.

Negócios jng@negocios.pt 11 de Junho de 2021 às 09:02
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De acordo com o jornal Público, a Câmara Municipal de Lisboa terá partilhado dados de ativistas do Comité de Solidariedade com a Palestina com a Embaixada de Israel, em 2019. Na altura, o comité enviou à autarquia de Fernando Medina um pedido para uma ação de sensibilização junto ao Coliseu dos Recreios, durante o concerto do cantor brasileiro Milton Nascimento. A intenção dos ativistas seria a de tentar desmotivar o músico a tocar em Telavive, algo que consideravam "legitimar o regime de apartheid de Israel".

Quando foi submetido o pedido à CML, os dados dos ativistas e as motivações da manifestação foram partilhados com a Embaixada de Israel em Lisboa, apesar de esta não ser o alvo da ação ou ficar a dois quilómetros de distância do local do espetáculo.

Em declarações ao Público, a organização da ação de sensibilização recorda que pediu esclarecimentos à autarquia sobre a exposição de dados. Segundo o comité, a assessora de imprensa de Fernando Medina terá admitido que este envio de informação era uma "prática habitual", com avisos "sempre que um país é visado pelo tema de uma manifestação, a sua representação diplomática é igualmente informada".

Também a embaixada da Venezuela terá sido informada, em junho de 2019, sobre a concentração "em solidariedade com o povo da Venezuela" relativamente a "uma ação pública de informação sobre o bloqueio ilegal de fundos estatais venezuelanos pelo Novo Banco" junto à sede da instituição financeira. Já a China teria sido informada sobre uma concentração promovida pelo Grupo de Apoio ao Tibete, a 25 de abril de 2019.

Esta quinta-feira foi revelado que a Câmara de Lisboa partilhou dados dos organizadores de uma manifestação de apoio ao ativista Alexei Navalny – e anti-Putin – com a embaixada da Rússia. Fernando Medina já veio a público pedir desculpa pelo "erro lamentável".

Após ter sido revelado esta partilha de dados, a Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD) abriu um processo de averiguações à partilha de dados pessoais.
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