Política Costa sinaliza apoio a Rui Moreira no Porto

Costa sinaliza apoio a Rui Moreira no Porto

António Costa admite não apresentar candidato próprio à câmara do Porto, mas quer militantes socialistas nas listas independentes que o PS venha a apoiar.
Costa sinaliza apoio a Rui Moreira no Porto
Bruno Simão

As eleições regionais dos Açores (ainda em 2016) e as autárquicas do próximo ano não passaram ao lado do discurso de encerramento do XXI Congresso Nacional do PS feito por António Costa, primeiro-ministro e líder do partido.

Sobre os Açores Costa reiterou o apoio e confiança em Duarte Cordeiro, presidente daquele Governo regional. E sobre as autárquicas de 2017 o primeiro-ministro afiançou que o PS se apresentará nas autárquicas "com o nosso próprio emblema e de acordo com as nossas próprias cores". O mesmo é dizer que o fará com candidatos próprios e sem pactos de não agressão com PCP e Bloco de Esquerda. 

Abriu ainda assim excepções. Manter a aposta em coligações que fazem sentido e que correm bem, dando o exemplo da câmara do Funchal, onde o socialista Paulo Cafofo lidera uma coligação multipartidária. Outra excepção foi admissão da possibilidade de o PS apoiar uma candidatura independente que esteja a governar bem uma determinada cidade.

"O maior disparate que poderíamos fazer era em nome do emblema da mãozinha sacrificar" a boa governação de uma determinada autarquia. Mesmo não dizendo o nome, todos ouviram nestas palavras um sinal de apoio ao presidente independente da câmara do Porto, Rui Moreira. 

No entanto, António Costa deixou um recado. O PS pode e deve apoiar candidatura independentes sempre que estas façam sentido, mas não descurando a integração dos seus militantes nessas listas. "Acho natural que o PS não deixe de integrar militantes seus em movimentos independentes onde a governação corre bem".

Em matéria autárquica Costa falou também sobre o quadro legal que defende para o poder local. O primeiro-ministro disse que "é altura" de haver eleição directa das áreas metropolitanas de Lisboa e Porto e de, a partir das próximas eleições autárquicas, os presidentes das Comissões e Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) passarem a ser eleitos pelos autarcas da região.

Para que isso seja possível é "desejável" que a alteração do quadro legislativo seja feita até ao final deste ano, de um modo consensual, "de preferência por unanimidade".




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