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Ao minuto06.01.2026

Ao terceiro dia de campanha, Sá Carneiro volta a ser tema nas eleições presidenciais

Acompanhe o terceiro dia da campanha das presidenciais, que vão percorrer o país até 16 de janeiro.

06 de Janeiro de 2026 às 18:24
06.01.2026

Cotrim Figueiredo quer ser o porta-voz das reivindicações dos ex-combatentes

O candidato presidencial João Cotrim Figueiredo afirmou esta terça-feira querer ser o porta-voz das preocupações e reivindicações dos ex-combatentes, sublinhando que os temas da sua agenda não são determinados pelos dos outros adversários.

"Muitos dos problemas que os ex-combatentes têm enfrentado não têm sido resolvidos e, portanto, até posso assumir compromissos de ser porta-voz de algumas dessas preocupações se merecer a confiança dos portugueses e ocupar o lugar do Presidente da República", disse Cotrim Figueiredo, candidato apoiado pela Iniciativa liberal.

No final de uma visita e reunião à porta fechada na Liga dos Combatentes, em Lisboa, naquela que foi a única ação de campanha do dia, o eurodeputado referiu que poderá influenciar, caso venha a ser eleito no dia 18 de janeiro, o sentido de decisão em muitos dos problemas que ouviu, nomeadamente na falta de reconhecimento do valor e do serviço prestado à nação pelos ex-combatentes.

"Esses vários problemas, alguns deles caberão ao Presidente da República, pelo menos, influenciar no sentido de uma decisão", insistiu.

Entre os problemas dos ex-combatentes, o antigo líder da IL destacou três deles, designadamente o reconhecimento pecuniário do trabalho e da missão que os ex-combatentes fizeram em nome de Portugal, o reconhecimento do papel da Liga enquanto representante desses mesmos ex-combatentes e a preservação da memória do serviço prestados por estes à Nação quer de natureza museológica, quer de intervenção cultural.

Acompanhado do ex-deputado do Chega Henrique de Freitas, e questionado sobre se está a tentar conquistar eleitorado de outros adversários que têm na defesa uma das suas bandeiras, Cotrim Figueiredo garantiu que a sua agenda de campanha não é determinada pela dos adversários.

"A minha agenda de campanha não é determinada pelo que os meus adversários fazem ou deixam de fazer. Eu vim aqui porque achei que o devia fazer e porque faz parte da minha lógica de campanha preservar a memória de Portugal", vincou.

06.01.2026

Ao terceiro dia de campanha, Sá Carneiro volta a ser tema nas eleições presidenciais

Francisco Sá Carneiro tornou-se esta terça-feira a figura central do terceiro dia da campanha para as eleições presidenciais, com os candidatos a dividirem-se entre acusações de aproveitamento político e críticas ao antigo presidente Aníbal Cavaco Silva.

Num artigo de opinião publicado hoje no Observador, o antigo Presidente da República e ex-chefe de executivo Aníbal Cavaco Silva afirmou-se chocado com a forma como o nome de Sá Carneiro, que morreu em 1980, tem sido invocado por vários candidatos às eleições presidenciais como André Ventura, João Cotrim Figueiredo e Henrique Gouveia e Melo.

A afirmação do social-democrata tornou-se, assim, tema central do terceiro dia oficial da campanha para as eleições de 18 de janeiro, com Luís Marques Mendes a ser o único a saudar o artigo do antigo Presidente da República.

O candidato apoiado por PSD e CDS-PP começou por destacar a sua "grande admiração por Cavaco Silva", que definiu como "talvez o melhor primeiro-ministro da democracia portuguesa", antes de salientar que este fez uma crítica "totalmente legítima".

"Sobretudo por causa de Sá Carneiro. Porque eu acho que, neste momento, vários adversários meus falam de Sá Carneiro não por homenagem, mas por oportunismo. Oportunismo puro", acusou durante uma ação de campanha em Torres Vedras.

Embora sem nomear nenhum dos outros candidatos, Marques Mendes lembrou que o fundador do PPD-PSD não representava o radicalismo, o extremismo ou a arrogância.

"Acho que Sá Carneiro foi provavelmente o melhor político português das últimas décadas. E acho que, se Sá Carneiro não é de ninguém, também não é património exclusivo do PSD, nem de Cavaco Silva", afirmou André Ventura.

Em declarações aos jornalistas junto à estação ferroviária de Pinhal Novo, no distrito do Setúbal, o também líder do Chega defendeu que Cavaco Silva "está errado" e disse estar convencido de que se Sá Carneiro fosse hoje vivo "sentir-se-ia muito mais próximo do Chega, dos valores do Chega, da forma de fazer política do Chega, do que do próprio PSD".

Igualmente visado no artigo de Cavaco Silva, Cotrim Figueiredo (apoiado pela Iniciativa Liberal) desvalorizou as críticas do antigo chefe de Estado, dizendo rever-se na "maneira de estar na política, na verticalidade, na frontalidade, na forma arrojada e na falta de medo que Sá Carneiro tinha".

Depois de invocar Sá Carneiro na véspera, em Viseu, Gouveia e Melo criticou hoje quem tenta apropriar-se do legado do antigo primeiro-ministro.

"Agora, não quero falar do passado. Quero falar do presente e do futuro. O mundo já não é o mundo de há 20 anos e eu não concorro contra o senhor ex-Presidente Cavaco Silva", declarou numa ação de campanha em Alijó, no distrito de Vila Real.

Mais veemente nas críticas foi António Filipe, com o candidato apoiado pelo PCP a afirmar que se deve respeitar a memória das pessoas falecidas.

"Eu acho que devemos respeitar a memória das pessoas falecidas e não lhes atribuir opiniões porque elas não estão cá para confirmar nem para desmentir", reforçou.

Num dia em que foi particularmente atacado pelos seus adversários, após na segunda-feira ter surgido em primeiro lugar numa sondagem feita pela Pitagórica para a CNN Portugal, TVI, JN e TSF, António José Seguro escusou-se a comentar o artigo escrito por Cavaco Silva.

"O meu diálogo é com os portugueses. Os portugueses precisam de um Presidente próximo, que os escute, que dê voz a quem não tem voz e que exija à política aquilo que ela deve fazer, que é encontrar soluções para resolver os problemas dos portugueses", respondeu o candidato apoiado pelo PS, em Grândola.

06.01.2026

Cotrim Figueiredo reivindica "espírito reformista" de Cavaco Silva

O candidato presidencial Cotrim Figueiredo desvalorizou esta terça-feira as críticas de Cavaco Silva e sugeriu que a "memória e espírito reformista" dos seus Governos estão mais representados na sua candidatura do que noutras.

"Lembro-me dos seus consulados, quer como primeiro-ministro, quer como Presidente da República, sobretudo como primeiro-ministro, a forte carga reformista que tiveram os seus Governos, a forma como Portugal se desenvolveu nessa altura e tenho a certeza que a memória desse tempo, repito, está mais representada na minha candidatura do que noutra", afirmou o candidato, apoiado pela Iniciativa Liberal.

O eurodeputado reagia, assim, a um artigo de opinião publicado hoje no Observador pelo antigo Presidente da República e ex-chefe de executivo Aníbal Cavaco Silva, que se afirma chocado com a forma como o nome de Francisco Sá Carneiro tem sido invocado por vários candidatos às eleições presidenciais como André Ventura, Cotrim Figueiredo e Henrique Gouveia e Melo.

Ainda a este propósito, e no final de uma reunião à porta fechada na Liga dos Combatentes, em Lisboa, na única ação de campanha do dia, o eurodeputado disse que se revê na "maneira de estar na política, na verticalidade, na frontalidade, na forma arrojada e na falta de medo que Sá Carneiro tinha".

"Revejo-me nisso. Não estou com isto a dizer que sou sequer parecido, estou só a dizer que o admiro", frisou.

Reivindicando o direito de manifestar a sua admiração pelo fundador do PSD, o antigo líder da IL salientou que cresceu politicamente na vigência de Sá Carneiro e, tal como todos os portugueses, tem o direito de escolher as pessoas que o inspiram e nas quais se revê.

"E, lamento, eu sinto-o tão meu como qualquer outra pessoa que tenha militado no PSD e tenho o direito de o poder dizer", concluiu.

06.01.2026

António Filipe defende "regulação adequada" das relações laborais

António Filipe, candidato do PCP, defende direitos do trabalho

O candidato presidencial António Filipe ouviu esta terça-feira, em Setúbal, testemunhos das dificuldades que enfrentam trabalhadores em regime noturno e por turnos e defendeu uma "regulação adequada" das relações laborais.

"Foi dita aqui muita coisa muito importante que eu ouvi com toda a atenção e que creio que coloca, de facto, no centro a necessidade de uma regulação adequada das relações laborais", afirmou António Filipe.

O candidato a Presidente da República apoiado pelo PCP e PEV, que tem repetido que a sua candidatura quer dar "grande centralidade aos trabalhadores e aos seus direitos, defendeu a necessidade de "uma legislação adequada do direito do trabalho", realçando que, "infelizmente", a atual "já não é assim".

"Não é uma legislação adequada, na medida em que como vimos aqui dos vários testemunhos, existe uma tremenda injustiça na forma como está regulada em Portugal e como se permite o recurso ao trabalho noturno e ao trabalho por turnos, pior ainda com a proposta que agora está em cima da mesa de pacote laboral", salientou.

António Filipe defendeu a "limitação das atividades em que há justificação para o trabalho noturno", considerando que deveria "haver uma proibição" para casos em que não se justifica.

06.01.2026

Ventura acusa Mendes de criar "fumaça" sobre Orçamento por estar "desesperado"

O candidato presidencial e líder do Chega, André Ventura, acusou esta terça-feira Luís Marques Mendes de criar "fumaça" sobre o Orçamento do Estado para 2027 por estar "desesperado" e a "descer nas sondagens".

"Estamos em janeiro, temos umas eleições daqui a poucos dias, e isto é só o Luís Marques Mendes a querer atirar fumaça, - é só fumaça, - para não discutirmos as eleições presidenciais", acusou André Ventura, parafraseando uma frase histórica do primeiro-ministro Pinheiro de Azevedo, durante o "Verão Quente" de 1975, quando tentou acalmar uma manifestação no Terreiro do Paço.

O candidato às eleições presidenciais de dia 18 falava aos jornalistas antes de uma arruada no Pinhal Novo, distrito de Setúbal, altura em que foi questionado sobre o facto de Luís Marques Mendes (candidato apoiado por PSD e CDS-PP) ter alertado, na segunda-feira, na Guarda, de que "há sinais de que pode ser difícil fazer passar" o próximo Orçamento do Estado.

"Este é o típico exemplo de quando um candidato começa a perder o controlo das coisas, começa a disparatar e dizer coisas sem sentido. Passaram esta campanha toda a dizer 'o André Ventura só fala de temas das legislativas, só fala de temas do parlamento e não pode ser que estamos em presidenciais'. Mas mal começam a descer nas sondagens, trazem o parlamento e os orçamentos para a campanha presidencial", criticou.

06.01.2026

Gouveia e Melo acusa Seguro de ter ido além da 'troika' e não ter defendido área do PS

Gouveia e Melo critica Seguro durante a Troika em dia de campanha

O candidato presidencial Gouveia e Melo acusou esta terça-feira António José Seguro, enquanto ex-líder do PS, de ter ido além da 'troika' sem qualquer necessidade, porque existia uma maioria PSD/CDS, e de não ter defendido a área socialista.

Gouveia e Melo reagiu assim, em declarações aos jornalistas, na Feira dos Reis de Vila Verde, concelho de Alijó, após ter sido confrontado com o facto de António José Seguro ter dito que não se podia escolher um candidato a Belém sem experiência, que fosse aprender como Presidente República.

O ex-chefe do Estado-Maior da Armada contrapôs que não tem experiência de "intriga partidária" e que não é "titubeante", receoso de tomar decisões ou alguém que se refugia em discursos redondos.

Visou também o passado político de António José Seguro enquanto secretário-geral do PS entre 2011 e 2014.

"No passado, não defendeu a sua própria área, não defendeu os interesses das pessoas que votaram nele. Há uns anos as pessoas que votaram nele pretendiam que defendesse determinados tipos de conceitos, direitos - e ele não defendeu. Foi para além da 'troika' e não tinha necessidade disso", declarou o almirante.

Gouveia e Melo assinalou que existia então "uma maioria no Governo" PSD/CDS, na Assembleia da República - "uma maioria que não precisava do apoio dele para nada".

"E quando se fala em experiência, não tenho experiência nenhuma de intriga partidária. Não tenho. Se é essa a experiência que procuram, por favor, não sou eu. Também não tenho experiência nenhuma de fazer lóbi político ou lóbi de interesses", acrescentou.

Perante os jornalistas, o ex-chefe do Estado-Maior da Armada considerou que o próximo Presidente da República tem de dar "valor acrescentado" ao país, numa conjuntura internacional "explosiva" e com um panorama político "balcanizado".

06.01.2026

Ventura rejeita que Sá Carneiro seja "património exclusivo" do PSD ou de Cavaco

Gouveia e Melo critica Seguro durante a Troika no terceiro dia de campanha

O candidato presidencial e líder do Chega, André Ventura, defendeu esta terça-feira que o histórico social-democrata e antigo primeiro-ministro Francisco Sá Carneiro não é "património exclusivo" do PSD "nem de Cavaco Silva".

"Acho que Sá Carneiro foi provavelmente o melhor político português das últimas décadas. E acho que, se Sá Carneiro não é de ninguém, também não é património exclusivo do PSD, nem de Cavaco Silva", afirmou André Ventura, junto à estação ferroviária de Pinhal Novo, distrito de Setúbal, antes de uma ação de campanha para as eleições presidenciais de dia 18.

O também líder do Chega reagia a um artigo de opinião publicado esta terça pelo antigo Presidente da República e chefe de executivo Aníbal Cavaco Silva, no qual o social-democrata se afirma chocado com a forma como o nome de Francisco Sá Carneiro tem sido invocado por vários candidatos às eleições presidenciais como André Ventura, Cotrim de Figueiredo e Henrique Gouveia e Melo.

Ventura defendeu que Cavaco Silva "está errado" e disse estar convencido de que se Sá Carneiro fosse hoje vivo "sentir-se-ia muito mais próximo do Chega, dos valores do Chega, da forma de fazer política do Chega, do que do próprio PSD".

O deputado sustentou esta tese afirmando que o fundador social-democrata era "um homem de correr riscos" e de "dizer as coisas quando era preciso dizer".

Afirmando que Sá Carneiro é o seu "modelo político", Ventura negou querer apropriar-se da sua figura mas considerou que "não há o direito, do outro lado" de se dizer que "não se pode falar de Sá Carneiro porque era do PSD".

06.01.2026

Catarina Martins responde a Seguro e diz que voto por convicção é que muda o país

Catarina Martins aborda o voto útil durante campanha para presidenciais

A candidata presidencial Catarina Martins respondeu esta terça-feira ao apelo ao voto útil de António José Seguro, sublinhando que as sondagens não são a primeira volta das eleições e que é o voto por convicção que muda o país.

"As pessoas votam e votam por convicção e a primeira volta das eleições presidenciais é uma volta de convicção, em que se dá força ao projeto que se acredita enquanto país", defendeu a candidata apoiada pelo BE.

Em declarações aos jornalistas durante uma visita ao Mercado de Torres Novas (distrito de Santarém), Catarina Martins foi questionada sobre as declarações do candidato apoiado pelo PS que, na segunda-feira, afirmou que o voto nos candidatos apoiados pelo Livre, PCP e BE "não conta" por ser "meio voto" e ajudar a direita.

"Dizem-nos as sondagens que há candidatos que não têm hipóteses de passar à segunda volta. A confirmarem-se essas sondagens, o voto nesses candidatos é um voto que não conta", disse António José Seguro.

Em resposta, Catarina Martins sublinhou que nenhum dos 11 candidatos às eleições presidenciais de 18 de janeiro "tem um único voto" e avisou que "as sondagens não são a primeira volta".

A candidata apoiada pelo BE aproveitou também para voltar a deixar criticas a António José Seguro e ao seu papel no período da 'troika', em que, enquanto secretário-geral do PS, cooperou com o Governo PSD/CDS-PP liderado por Pedro Passos Coelho.

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