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Ao minuto07.01.2026

Presidenciais 2026: Falhas do INEM no centro das críticas dos candidatos ao Governo

Acompanhe o quarto dia de campanha para as eleições presidenciais de 18 de janeiro.

07 de Janeiro de 2026 às 18:39
07.01.2026

Gouveia e Melo acusa adversários de repetirem as suas ideias

O candidato presidencial Henrique Gouveia e Melo acusou esta quarta-feira os seus adversários de repetirem as suas ideias, sublinhando que algumas das suas posições passaram a ser um 'mantra', mesmo apesar de o culparem de não esclarecer as suas ideias.

"Eu, aliás, que é uma coisa curiosa, é que me foram acusando ao longo deste tempo de não esclarecer as minhas ideias, e o que é curioso é que repetiram todas as minhas ideias. Tudo o que eu escrevi foi repetido. E hoje passou a ser o 'mantra' de toda a gente", disse o candidato, num jantar com apoiantes na Póvoa de Varzim.

Para o candidato, Portugal precisa de um novo modelo económico, que não será possível de alcançar "com as mesmas soluções" de há 20 anos "e com gente reciclada destas soluções e que agora encontrou a luz e diz que vai ajudar a fazer tudo e mais alguma coisa só porque está em eleições".

No entanto, segundo o ex-almirante, essas pessoas não o vão fazer, por diversos motivos: "Primeiro, porque não têm capacidade para pensar fora da caixa. Segundo, porque estão presos a lógicas partidárias, divisivas e não para unir [...] E depois, para além disso, porque não olham para o futuro, para além da demagogia de dizer que precisamos de mudar".

07.01.2026

Seguro diz que não negoceia o "caminho e natureza" da sua candidatura

O candidato presidencial António José Seguro garantiu esta quarta-feira que "o caminho e a natureza" da sua candidatura são inegociáveis, assegurando que não cede a pressões, num dia em que o tema das desistências à esquerda voltou à campanha.

"O caminho da minha candidatura, a natureza da minha candidatura, sou eu que a decido. Não cedo a pressão nenhuma, nem negoceio nada", disse aos jornalistas durante uma arruada no bairro de Alvalade, em Lisboa.

O candidato acrescentou que "foi assim no início, tem sido até agora e vai ser sempre assim até ao final", mas rejeitou que as suas palavras sejam um aviso para alguém.

"Eu não faço nenhum aviso, absolutamente a nada. Eu dirijo-me a todas as portuguesas, a todos os portugueses. Esta candidatura dirige-se a todos os democratas, todos os progressistas e a todos os humanistas", assinalou.

Questionado sobre as palavras do adversário Jorge Pinto no debate da RTP de terça-feira à noite, Seguro questionou por que motivo "não havia de ficar feliz" com "pessoas que fazem elogios à minha candidatura ou que dizem que eu devo ser o próximo Presidente da República".

"Claro que fico feliz. Desejo ter cada vez mais apoios, e aquilo que eu sinto é que esta onda de confiança e esta onda de esperança em torno da minha candidatura está a crescer, isso é ótimo", afirmou.

O tema das desistências à esquerda voltou hoje à campanha presidencial depois de, no debate de terça-feira à noite, o candidato apoiado pelo Livre, Jorge Pinto, ter dito que não será por si que António José Seguro não será Presidente da República, desafiando os restantes candidatos da esquerda a evitarem uma vitória da direita nas eleições deste mês.

Hoje, Jorge Pinto assegurou que a sua candidatura a Belém "vai até ao fim", dada a falta de resposta da restante esquerda para um "pacto republicano" nestas eleições.

"Vou até ao fim e se ontem não fui suficientemente claro, se ontem não fui suficientemente bem interpretado, deixem-me sê-lo agora. Vou até ao fim e vou até ao fim porque Portugal precisa de quem, como eu, se comprometa a defender a Constituição num ano em que ela está a ser seriamente ameaçada", disse Jorge Pinto aos jornalistas à entrada de uma reunião na Ordem dos Advogados, Lisboa.

07.01.2026

Mendes afirma-se como única garantia de estabilidade e apela ao voto útil para evitar "tiros no pé e no escuro"

O candidato presidencial Luís Marques Mendes distanciou-se esta quarta-feira dos adversários na corrida a Belém, alegando que será o único a garantir estabilidade ao país, e insistiu no apelo ao voto útil para evitar "tiros no pé e no escuro".

"De um lado, os que querem instabilidade, ou pelo menos aqueles que têm atitudes que acabam a resultar em instabilidade em Portugal. Do outro lado, eu que desde o primeiro dia sublinho a importância da estabilidade. A estabilidade para ter ambição, para ter crescimento, para ter consciência social, para reformar, para assegurar melhores níveis de vida para os portugueses", afirmou.

O candidato apoiado pelo PSD e CDS-PP discursava numa sessão de esclarecimentos no Salão Central Eborense, em Évora, a última iniciativa de campanha de hoje.

Luís Marques Mendes avisou que "só é possível" uma Presidência "com independência, com experiência, moderação e com abrangência" com a concentração de votos ao centro.

"É preciso uma forte concentração de votos na área do centro, para evitar populismo, para evitar experimentalismo, para evitar tiros no pé, para evitar tiros no escuro. Este é um momento essencial, não se trata de dramatizar, trata-se de esclarecer", salientou.

Marques Mendes considerou também que "dispersar votos ajuda ao populismo, até pode ajudar o experimentalismo".

"O tempo não é de brincadeira, o tempo não é para fazer experiências. O tempo é, acima de tudo, para nós pensarmos no nosso país", defendeu.

O candidato a Presidente da República referiu diretamente alguns dos seus adversários nas eleições presidenciais do próximo dia 18 e insistiu na acusação de que querem "criar instabilidade".

"Uns, por um lado, são candidatos partidários, tipicamente partidários, como é o candidato do Chega. E, portanto, são aqueles candidatos que só sabem viver em campanha eleitoral permanente [...]. Depois temos o candidato do PS que, com aquela ideia um pouco absurda dos ovos e dos cestos, quer ser um contrapoder, ou seja, alguém que quer ajudar a criar instabilidade. E depois temos o candidato da IL que, com a divisão que está a criar no espaço da direita e do centro-direita, só ajuda, evidentemente, a favorecer o populismo, logo a gerar e a criar instabilidade", criticou, considerando também que Gouveia e Melo "se viciou em dissoluções".

"Não é apenas uma questão de 'marketing' em campanha eleitoral. Não, é uma questão muito séria. O Presidente da República tem de ser o primeiro defensor da estabilidade em Portugal, em nome das pessoas, em nome dos mais frágeis da sociedade", afirmou.

Luís Marques Mendes disse mesmo querer ser "o Presidente da estabilidade" que vai ajudar "o Governo a ter condições para governar".

"O Governo foi eleito pelos portugueses para governar durante quatro anos, e nós não podemos passar a vida em eleições, porque não é modo de vida andar a fazer eleições todos os anos ou de dois em dois anos", salientou, indicando também que vai "exigir resultados" e ajudar a "reforçar políticas importantes para o presente e o futuro do país", como a "baixa de impostos".

O candidato e antigo líder do PSD recusou ser "um Presidente do imobilismo" ou "da paralisia", nem permanecer "numa torre de marfim".

Neste discurso de cerca de 25 minutos, Luís Marques Mendes prometeu ainda que, se for eleito Presidente da República, o 10 de Junho em 2027 será comemorado em Évora, no mesmo ano em que a cidade será Capital Europeia da Cultura.

"Acho que é uma grande oportunidade para Évora, acho que é uma grande oportunidade para o Alentejo, acho também que é uma grande oportunidade para Portugal e uma grande oportunidade para projetar o dia da nossa portugalidade na Europa e no Mundo", afirmou.

Antes da sessão de esclarecimentos, o candidato percorreu um pequeno percurso a pé, desde o Templo Romano de Évora até ao Salão Central Eborense, acompanhado pela ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, o secretário-geral e líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, e o vice-presidente do PSD e deputado Alexandre Poço, e além de outros apoiantes.

07.01.2026

Falhas do INEM no centro das críticas dos candidatos ao Governo

Os candidatos presidenciais lamentaram hoje as falhas que levaram à morte de um homem no Seixal depois de ter esperado cerca de três horas por socorro do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), responsabilizando o Estado e o Governo.

"A única rede de emergência médica não pode falhar porque essas falhas e esses atrasos têm consequências, neste caso, uma morte", notou João Cotrim Figueiredo, durante uma ação de campanha em Pedrógão Grande.

O candidato apoiado pela Iniciativa Liberal disse entender que as responsabilidades, que são do Estado, "não podem ficar ao sabor de mais ou menos diligências de um funcionário, mais ou menos competências de um técnico e mais ou menos vontades de resolver de um político".

"Um Estado que falha consistentemente é um Estado que deve merecer a atenção do poder político. Não podemos continuamente falhar, falhar, falhar e acharmos que está tudo bem", reagiu Henrique Gouveia e Melo, dizendo posteriormente que "o último responsável por todas as situações são os primeiros-ministros, que escolhem os seus ministros".

Na terça-feira, um homem de 78 anos morreu depois de ter estado cerca de três horas à espera de socorro do INEM, apesar de ter sido classificado como prioridade 3 (resposta em 60 minutos).

Segundo a fita do tempo do caso, a que a Lusa teve acesso, a chamada foi recebida pelas 11:23 e apenas pelas 12:48 foi registado que a Cruz Vermelha do Seixal não tinha ambulância e que as ambulâncias de Almada e Seixal estavam ocupadas. A viatura médica só foi enviada pelas 14:09.

Hoje, em conferência de imprensa, o presidente do INEM, Luís Mendes Cabral, atribuiu a culpa à retenção de macas nos hospitais, explicando que a procura de meios começou logo 15 minutos após a chamada ter sido recebida, mas não havia ambulâncias disponíveis.

"É essencial assegurar que ninguém no nosso país, onde quer que seja no território, tem de esperar mais de três horas pelo serviço de emergência. Este não é o Portugal que eu quero e comigo na Presidência da República outras medidas já teriam sido tomadas e o primeiro-ministro e a ministra da Saúde teriam sido chamados várias vezes a Belém para explicarem como é que é possível isto acontecer", afirmou Jorge Pinto.

Mais veemente do que candidato apoiado pelo Livre foi André Ventura, para quem "a responsabilidade desta morte é do Governo e é da senhora ministra da Saúde".

Considerando aquele caso de espera do INEM "inaceitável", o candidato e líder do Chega afirmou que o Presidente da República "não pode ficar a olhar para o lado quando isto está a acontecer", criticando Marcelo Rebelo de Sousa.

"Alguém tem que assumir a responsabilidade e essa responsabilidade é de quem chefia o Governo, quem comanda essas ações", afirmou António Filipe, aludindo a Luís Montenegro.

O candidato apoiado pelo PCP recordou que o INEM "tem sido motivo de muitas notícias, por más razões, ou porque há atrasos no socorro com graves consequências".

"O que este Governo está a fazer é que corta primeiro e pensa depois. As alterações no INEM são mais um exemplo disso: primeiro, corta e depois vê os resultados. Isto não se pode fazer em nenhuma área, mas se há área em que é mesmo criminoso fazê-lo, é na saúde", afirmou Catarina Martins, apoiada pelo Bloco de Esquerda.

Já António José Seguro mostrou-se "completamente irritado" e "indignado" com a morte do homem no Seixal, criticando o "passa culpas" e a indisponibilidade de outros candidatos e partidos para contribuírem para um pacto na área da saúde.

"Outros preocupam-se a ver quem é que é a culpa. Esta coisa do passa culpas é também um problema. Eu quero é soluções", defendeu o candidato apoiado pelo PS

No quarto dia de campanha para as presidenciais, apenas Luís Marques Mendes evitou criticar o Governo, cujos partidos (PSD e CDS-PP) o apoiam, recusando comentar se o executivo de Montenegro está a desiludir na área da saúde.

"A primeira coisa que devo dizer é que lamento profundamente o que aconteceu e a morte dessa pessoa. Essa é que é a péssima notícia. Não conheço as circunstâncias do caso, portanto, não posso pronunciar-me", declarou.

07.01.2026

Catarina Martins é a candidata que "está na vida" e entende as pessoas, diz Pilar del Río

A presidente da Fundação José Saramago, Pilar del Río, esteve esta quarta-feira ao lado da candidata presidencial Catarina Martins, que apoia por considerar ser aquela que "está na vida" e que entende as angústias e os sonhos das pessoas.

"É uma mulher que tem um passado de proximidade com as pessoas e que as representa. Podem existir políticos muito bem instalados e podem existir políticos que representam as pessoas. A Catarina representa-me", justificou a escritora.

Pilar del Rio é uma das 17 personalidades anunciadas na terça-feira como apoiantes da candidatura de Catarina Martins à Presidência da República, ao lado de outras como a deputada socialista Isabel Moreira, os músicos Filipe Sambado e Hélio Morais, as jornalistas Diana Andringa e Alexandra Lucas Coelho, ou as cineastas Cláudia Varejão e Raquel Freire.

Hoje, a presidente da Fundação José Saramago esteve ao lado da candidata a Belém numa visita à Boutique da Cultura, em Lisboa.

Questionada pelos jornalistas sobre o porquê de apoiar a candidatura de Catarina Martins, Pilar del Rio descreveu a eurodeputada do BE como uma mulher com um programa, uma "experiência política extraordinária" e alguém que "percebe o que é a sociedade, as mulheres, os trabalhadores e o esforço do quotidiano".

"Sabe porque não está nas superestruturas do poder a falar não sei do quê, está na vida. E eu quero ser representada por uma pessoa que está na vida, que entende as minhas angústias, os meus sonhos", explicou.

Sobre o facto de Catarina Martins ser a única candidata mulher às eleições presidenciais de 18 de janeiro, a também escritora questionou "o que se passa num país" em que o cenário no debate com todos os candidatos, transmitido na terça-feira na RTP, assemelhava-se à "Última Ceia", de Leonardo da Vinci.

"Por que não intervimos mais? Se são as mulheres que veem por dentro, como Blimunda, se somos nós as únicas que não ficamos cegas quando há uma epidemia de cegueira...", lamentou, referindo-se às obras "Memorial do Convento" e "Ensaio sobre a Cegueira", de José Saramago.

Entendo que "a inteligência e a sensibilidade rompe qualquer cerco", Pilar del Rio defendeu ainda a necessidade das mulheres mudarem a política e as sociedades, considerando que "o mundo está como está porque não há mais mulheres no governo".

Também Catarina Martins defendeu que "a democracia e o país" precisam de mais igualdade, assumindo o compromisso de a construir enquanto Presidente da República.

De visita à Boutique da Cultura, em Lisboa, a candidata aproveitou para trazer à campanha a necessidade de investimento na cultura, sublinhando que "Portugal é português a investir na cultura, na sua diversidade, na sua pluralidade".

07.01.2026

Jorge Pinto diz que como Presidente chamaria PM e ministra a Belém sobre falhas do INEM

O candidato presidencial Jorge Pinto afirmou esta quarta-feira que se fosse Presidente da República chamaria o primeiro-ministro e ministra da Saúde para se explicarem sobre os problemas do SNS e as falhas na resposta do INEM.

"É essencial assegurar que ninguém no nosso país, onde quer que seja no território, tem de esperar mais de três horas pelo serviço de emergência. Este não é o Portugal que eu quero e comigo na Presidência da República outras medidas já teriam sido tomadas e o primeiro-ministro e a ministra da Saúde teriam sido chamados várias vezes a Belém para explicarem como é que é possível isto acontecer no nosso país", disse, após ser questionado sobre a morte de um homem, na terça-feira no Seixal, depois de quase três horas à espera de socorro do INEM.

Jorge Pinto falava aos jornalistas, antes de uma reunião com a Ordem dos Advogados, em Lisboa, que marcou a manhã do seu quarto dia de campanha para as eleições presidenciais.

O candidato apoiado pelo Livre defendeu que um chefe de Estado "não pode deixar de falar da defesa e proteção do Serviço Nacional de Saúde (SNS)", acrescentando que "não está confortável" em viver num país em que "uma pessoa, aqui bem perto de Lisboa, espera mais de três horas pelo serviço de emergência e acaba por falecer".

Jorge Pinto reiterou ainda a sua promessa de, caso seja eleito, organizar uns estados gerais dedicados ao SNS e criticou o investimento na saúde previsto no Orçamento do Estado para 2026.

"Olhando para a inflação, para os valores da inflação, o investimento na saúde em Portugal neste último Orçamento de Estado faz com que esse investimento seja reduzido quando comparado com o ano anterior. Isto não é sustentável no momento em que o SNS já passa por tantas dificuldades"; explicou, pedindo um reforço do investimento.

Jorge Pinto falou também sobre justiça no final da reunião para apelar ao poder judicial que se abstenha de imiscuir na vida política do país, confessando-se desconfortável com o facto de outros candidatos terem sido alvo de "fugas de informação do Ministério Público".

"Vai prejudicar não só a imagem desse candidato, possivelmente injustamente, mas vai prejudicar a imagem do nosso sistema judicial, a imagem da nossa democracia e da separação de poderes e do Estado de direito. Eu não estou confortável com isso", lamentou, pedindo uma efetiva separação de poderes e o fim das fugas de informação.

07.01.2026

Marques Mendes ouve pedido de melhor coordenação entre INEM e bombeiros

O candidato presidencial Marques Mendes ouviu esta quarta-feira um pedido de melhor coordenação entre bombeiros e INEM, numa visita aos Bombeiros Voluntários de Vila Viçosa, no distrito de Évora.

A visita integrou o dia de campanha do candidato apoiado por PSD e CDS-PP, que passou hoje pelos distritos de Setúbal e Évora, e aconteceu no dia em que foi notícia a morte de um homem, na terça-feira no Seixal, depois de quase três horas à espera de socorro do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).

Questionado o que poderá fazer um Presidente da República para ajudar os bombeiros numa altura em que se verificam falhas na saúde, o comandante Nuno Pinheiro pediu mais coordenação.

"Acho que é uma coordenação melhor em termos de INEM e bombeiros, haver uma coordenação melhor em termos de socorro", afirmou.

E à pergunta direta que pedido faria a Marques Mendes, apelou, tratando-o por "futuro presidente", a que tenha atenção a esta situação.

"Haver uma melhor coordenação e uma melhor ligação entre os bombeiros e todas as entidades para o socorro para podermos fazer um melhor serviço a toda a comunidade", apelou.

Hoje de manhã, o candidato Marques Mendes já tinha sido questionado pela comunicação social sobre a aparente falha do INEM, escusando-se a comentar o caso concreto por não conhecer as circunstâncias desta morte.

"A primeira coisa que devo dizer é que lamento profundamente o que aconteceu e a morte dessa pessoa. Essa é que é a péssima notícia. Não conheço as circunstâncias do caso, portanto, não posso pronunciar-me", disse, ainda em Setúbal.

Sobre a situação da saúde, considerou nessa ocasião que "as pessoas têm razão e há que fazer esforços" e ajudar o governo -- este ou qualquer outro - para que sejam tomadas decisões para melhorar a situação no setor.

Questionado se tem tido mais partos em ambulâncias do que o habitual, o comandante Nuno Pinheiro respondeu negativamente, dizendo que em 2025 apoiaram o nascimento de um bebé nessa situação, mesmo em Vila Viçosa.

"A população é muito reduzida, não tivemos nenhum problema, fizemo-lo com normalidade, com todo o conhecimento que os bombeiros têm", disse.

Em Vila Viçosa, Marques Mendes visitou os principais equipamentos desta unidade dos Bombeiros Voluntários, inaugurada em 2007, que inclui um compressor torácico que substitui o bombeiro numa situação de emergência médica e de suporte de vida, e um drone, mas também uma mesa de matraquilhos para os momentos de descontração.

O candidato fez umas jogadas por breves minutos e ainda marcou um golo, que festejou com um "ganda nóia", a expressão que ficou associada ao seu boneco do Contra-Informação, um programa de sátira política que começou nos anos 90 na RTP.

De Vila Viçosa, a caravana segue para Évora, onde está previsto um contacto com a população e mais uma sessão de esclarecimento de fim de tarde, com intervenção prevista do secretário-geral e líder parlamentar do PSD Hugo Soares.

07.01.2026

Gouveia e Melo promete estabilidade mas avisa que vai exigir rigor e pressionar governos

O candidato presidencial Gouveia e Melo prometeu hoje contribuir para a estabilidade política, mas também exigir rigor e exercer pressão junto dos governos para que resolvam problemas como os da saúde, recusando passar-lhes cheques em branco.

Após ter visitado o centro de simulação da Faculdade de Medicina do Porto, que pertence ao Hospital de São João, o ex-chefe do Estado-Maior da Armada também rejeitou entrar no tipo de discurso de pedir a demissão da ministra da Saúde, Ana Paula Martins, contrapondo que os primeiros-ministros são os responsáveis pelos governos que formam.

Henrique Gouveia e Melo fez estas declarações aos jornalistas no fim de uma ação integrada na sua campanha, em que esteve acompanhado pelo ex-presidente do PSD Rui Rio e pelo antigo ministro socialista da Saúde Manuel Pizarro.

Tal como aconteceu esta manhã, no Porto de Leixões, também à saída do Hospital de São João foi confrontando com o caso de um homem, no Seixal, que acabou por morrer à espera do socorro do INEM. E foi questionado se defende a demissão da ministra da Saúde.

"O último responsável por todas as situações são os primeiros-ministros, que escolhem os seus ministros. E é muito fácil apontar responsabilidade individual", respondeu.

A seguir, foi confrontado com declarações suas em que terá sugerido a demissão de governos em determinadas circunstâncias, mas Gouveia e Melo atribuiu essa interpretação, que disse ser errada, a alguns adversários seus presentes na corrida a Belém.

"Falei num caso hipotético, num caso gravíssimo e, portanto, não me venham pôr problemas da gestão diária como um problema de demissão do Governo. Aliás, nunca falei de demissão do Governo, mas na convocação de eleições para a Assembleia da República", alegou.

Depois, acusou alguns dos seus adversários de usarem "um mantra" para "escaparem aos seus próprios problemas e às suas dúvidas neste momento".

"Querem lançar para cima da mesa um novo tema para discussão. Se há alguém que vai privilegiar a estabilidade governativa, sou eu", afirmou. Porém, acrescentou logo a seguir que o país "tem de mudar".

"A Presidência da República deve ser um ponto de pressão constante para a boa governação - e é isso que estou aqui também a fazer enquanto candidato presidencial. Tem de haver exigência e rigor, porque senão, a certa altura, é um cheque em branco para tudo e mais alguma coisa", advertiu.

Se for eleito chefe de Estado, o almirante promete exercer "magistratura de influência, numa pressão constante ao longo do tempo, com consistência, com persistência e com verdadeira vontade de mudança".

"Os portugueses podem confiar em mim para ser um Presidente que exige rigor, transparência e responsabilização", reforçou.

Perante os jornalistas, o ex-chefe do Estado-Maior da Armada defendeu a tese de que, no setor da saúde, Portugal não tem qualquer problema "de excelência de recursos humanos".

"São excelentes na área da medicina, são muito bem preparados e, aliás, são muitas vezes requisitados para ir para o estrangeiro. No Serviço Nacional de Saúde (SNS), temos um problema essencialmente de gestão e de organização", defendeu.

Gouveia e Melo, que coordenou o plano de vacinação contra a covid-19, considerou que o país, "de uma vez por todas, precisa de resolver os problemas para evitar que se crie a sensação de que o SNS não consegue dar resposta à população".

Uma perceção que, na sua perspetiva, "fragiliza a confiança que a população tem no SNS", em relação à qual "não há qualquer razão para isso".

"O que temos de fazer, o que o Governo tem de fazer, é resolver os problemas de organização e de gestão que estão a afetar o sistema. É importante também perceber que a região norte, no caso específico da saúde, tem muitos menos problemas do que outras regiões. Tem uma cultura de organização diferente", assinalou.

Por essa razão, segundo Gouveia e Melo, devem ser feitos "estudos comparativos para melhorar a organização, até partindo de exemplos positivos que temos no país e com referência também ao exterior".

Questionado se há um problema de corporativismo no setor da saúde, o almirante secundarizou o peso desse fator. Estendeu mesmo a questão do corporativismo "a todas as classes profissionais".

"Não é isso que dificulta que se encontrem soluções. E não há soluções sem os atores do sistema, não há soluções impostas de cima para baixo. As soluções têm de ser negociadas e têm de ser trabalhadas. O corporativismo é um fenómeno natural em classes altamente profissionalizadas", acrescentou.

07.01.2026

António Filipe alerta para desinvestimento na ferrovia

O candidato presidencial António Filipe alertou esta quarta-feira em Cuba, distrito de Beja, para o desinvestimento na ferrovia, considerando que é um reflexo das políticas "de abandono do interior" do país.

O candidato à Presidência da República apoiado pelo PCP e pelo PEV foi à estação ferroviária de Cuba fazer uma declaração sobre o estado da ferrovia em Portugal, considerando que a "situação é inaceitável" e que é "um reflexo de um enorme desinvestimento" neste setor.

"Nós temos anúncios, mas ao mesmo tempo temos também adiamentos e, portanto, não estamos a verificar que haja uma vontade política a sério de reverter esta situação e é um reflexo de políticas de abandono no interior do país, que se traduzem em más acessibilidades, encerramento de serviços públicos, dificuldades para que as populações se possam fixar nos territórios e isso compromete o desenvolvimento equilibrado do país", salientou.

Por isso, justificou, que, na sua opinião, "fazia todo o sentido" vir a Cuba "alertar para este problema".

"E também deixar claro que são esses problemas concretos que dizem respeito ao dia-a-dia das populações que, do meu ponto de vista, deveriam estar no centro do debate político em torno das eleições presidenciais", defendeu.

António Filipe apontou que a linha ferroviária que passa em Cuba não está eletrificada , que tem havido um adiamento sucessivo na modernização desta linha "sabe-se lá para quando".

"E aquilo que vemos é que alguém que queira ir de comboio de Beja a Faro tem que apanhar uma automotora de Beja, depois passar aqui para Casa Branca, depois tem que apanhar um comboio de Casa Branca até a Pinhal Novo, e depois a Pilhão Novo é que apanham o intercidades para Faro e isto não pode ser", exemplificou.

07.01.2026

Cotrim Figueiredo acusa sucessivos governos de falharem na prevenção dos fogos

O candidato a Presidente da República João Cotrim Figueiredo considerou esta quarta-feira que os sucessivos governos têm falhado na prevenção dos incêndios que, anualmente, fustigam o país, sendo urgente dar mais atenção ao assunto.

"Continuamos com a sensação de que nada é feito a tempo e que, depois, estamos permanentemente a tentar remendar questões que já deviam estar resolvidas", disse o candidato apoiado pela Iniciativa Liberal.

O eurodeputado, que visitava o Memorial às Vítimas Mortais dos incêndios de 2017 em Pedrógão Grande, no distrito de Leiria, assinalou que, desde essa altura, há trabalho feito, nomeadamente a limpeza das vias junto às estradas, mas há outras coisas que "ainda não estão a ser feitas a tempo" e são necessárias.

Acompanhado da presidente da Associação de Vítimas do Incêndio de Pedrógão Grande, Dina Duarte, que pedia atenção para a problemática dos fogos para que aquilo que aconteceu em 2017 não se repetisse, Cotrim Figueiredo lembrou que é agora, no início do ano e quando as temperaturas o permitem, que alguns dos trabalhos de prevenção e de mitigação do risco de incêndio devem ser realizados.

Dina Duarte, que contava emocionada o que se passou nesse ano, explicava ao antigo líder da IL que as câmaras municipais têm-se substituído aos proprietários e feito a limpeza dos terrenos.

E, nessa sequência, Cotrim Figueiredo aproveitou para fazer algumas perguntas à ministra da Administração Interna: "Estamos ou não estamos preparados em termos de recursos efetivos na coordenação e na estrutura de comando da Proteção Civil? Estamos ou não estamos preparados em termos de recursos técnicos e humanos nos bombeiros?".

"É agora em janeiro que se pergunta isso e faço essas perguntas porque gostava de ter uma resposta e para que todos possamos, especialmente as populações destes territórios, dormir um pouco mais descansados", frisou.

Se fosse eleito Presidente da República, o candidato garantiu que chamaria a atenção dos responsáveis políticos em privado e, se esses apelos estivessem a cair "em orelhas moucas", falaria sem qualquer problema publicamente.

07.01.2026

Seguro deixa debate "na lama" para outros e não quer "eternizar lei das quotas"

O candidato presidencial António José Seguro afirmou esta quarta-feira que o debate feito "na lama" é "para outros" e, num almoço maioritariamente com mulheres, rejeitou "eternizar a lei das quotas", apesar de ter sempre defendido a sua implementação.

"Nós precisamos de elevar o debate público. Não permitam que o debate destas presidenciais seja um debate feito na lama. Isso é para outros. Um debate na lama visa enfraquecer a democracia, e nós estamos nesta campanha para engrandecer a democracia, para fortalecer a democracia", disse hoje num almoço com apoiantes na Assembleia Municipal de Lisboa.

No evento dedicado à Agenda pela Igualdade, Seguro voltou a insistir que "há muitas mulheres que têm sido deixadas para trás".

"A desigualdade salarial é uma dessas dimensões. Como é que é possível, passados 50 anos do 25 de Abril, ainda possa haver diferença salarial quando as mulheres e os homens desempenham as mesmas funções?", questionou.

Para Seguro, "O mesmo acontece nas lideranças", defendendo que é necessário ter "lideranças na diversidade", em que "as mulheres possam aceder a esses cargos".

"Eu fiz parte de um Governo numa altura em que se decidiu avançar para as quotas em Portugal. Foi uma boa decisão, mas eu pertenço àqueles que, nessa altura, consideravam e consideram que essa é uma boa decisão que deve ser transitória", recordou.

De acordo com o ex-líder do PS, "não se pode eternizar a lei das quotas", devendo ser "transitória para permitir algo que deve ser natural: é que homens e mulheres devam ter a mesmas igualdades e oportunidades".

07.01.2026

Duarte Cordeiro diz que voto de socialistas em Gouveia e Melo "é um desperdício"

O ex-ministro Duarte Cordeiro apelou esta quarta-feira à concentração dos votos da esquerda em António José Seguro, que consegue "salvaguardar preocupações" do eleitorado do Livre, PCP e BE, considerando "um desperdício" o voto de socialistas em Gouveia e Melo.

"António José Seguro tem conseguido envolver, em grande medida, o universo de simpatizantes, de apoiantes do PS na última década. Tem sido visível nas ações de campanha, tem demonstrado essa capacidade e a expectativa que existe é que continue em crescendo, reunindo, de alguma maneira, a ideia de que é, talvez, o candidato que tem maior capacidade, sendo presidente, para equilibrar o sistema político nacional", defendeu Duarte Cordeiro em declarações aos jornalistas no final de uma ação de campanha de Seguro sobre Ambiente.

O ex-ministro dos governos de António Costa considerou que "havia expectativas de alguns socialistas", no início, de que outros candidatos, nomeadamente Henrique Gouveia e Melo, pudessem ter esse papel, o que considerou não ter acontecido.

Questionado sobre se será um erro que um socialista vote em Henrique Gouveia e Melo, Duarte Cordeiro respondeu ser "um desperdício" porque o almirante na reserva não preenche "esse espaço" e "até pode acontecer que não passe à segunda volta".

"Da mesma maneira que eu acho que um voto político em Catarina Martins, Jorge Pinto ou António Filipe, neste contexto, acaba por contribuir para uma maior probabilidade de haver um Presidente da República no espaço político da direita, quando nos últimos 20 anos tivemos Presidentes da República com essa visão", avisou.

Segundo o socialista, as preocupações políticas das candidaturas do "espaço político à esquerda" do candidato apoiado pelo PS, ou seja, do Livre, PCP e BE, "podem ficar tranquilas com o António José Seguro como uma personalidade política que salvaguarda algumas das suas preocupações".

"Tentar passar uma ideia de António José Seguro como uma personalidade que, de alguma maneira, não se distingue de Luís Marques Mendes, eu acho que é uma ideia que não vinga junto das pessoas. As pessoas percebem que há diferenças", enfatizou.

07.01.2026

Ventura diz evitar campanha em sítios confortáveis mas percorre concelhos favoráveis

O candidato presidencial André Ventura recusou esta quarta-feira a ideia de uma campanha feita a jogar "em casa", apesar de o arranque ter sido feito quase exclusivamente em concelhos onde o Chega venceu nas legislativas de 2025.

"Eu não faço campanha em sítios confortáveis. Eu faço campanha onde for preciso e vocês veem muitas vezes, onde há minorias que não gostam de mim, onde há pessoas que não gostam do Chega, onde há 'subsidiodependentes' que não gostam de nós, mas nós vamos lá", disse André Ventura.

O candidato falava aos jornalistas antes de uma arruada no concelho de Benavente, onde o partido Chega, que apoia a sua candidatura presidencial, ficou em primeiro lugar nas legislativas de 2025, apostando mais especificamente na freguesia de Samora Correia, a que lhe deu o melhor resultado daquele município do distrito de Santarém.

Desde domingo, o candidato tem percorrido concelhos que foram favoráveis ao Chega nas legislativas de 2025 -- com a exceção de Castro Verde (onde o partido ficou em segundo), todos os municípios por onde passou deram a vitória ao partido naquelas eleições.

Nos próximos dias, passa por Ourém e Vila de Rei (segundo lugar nas legislativas) e Sobral de Monte Agraço (primeiro lugar).

Neste arranque de campanha oficial, têm sido raras as vozes que se ouvem de protesto contra a sua candidatura, com André Ventura a colher vários pedidos de 'selfies' de jovens e menos jovens, assim como garantias de voto e palavras de coragem e força nas arruadas que vai fazendo.

Para André Ventura, face aos resultados nas últimas legislativas (terceiro em percentagem de votos e segundo em número de deputados eleitos), a qualquer concelho que vá será "um concelho de votação elevada".

Apesar disso, o candidato vincou que a comitiva ainda irá passar por "muitas zonas do país" onde o partido ficou "um bocadinho mais atrás para convencer essas pessoas".

Com poucas ações de campanha previstas por dia, André Ventura alegou que é o único candidato a fazer rua, considerando que todos os outros têm "medo da rua".

"Eu não ando a fazer a campanha entre as associações e o carro. Eu estou na rua, falo com as pessoas", vincou o candidato, que hoje, além da arruada que realizou em Samora Correia, fará um comício no cineteatro de Porto de Mós, onde o Chega ficou em segundo lugar nas legislativas.

Questionado sobre as previsões de derrota com qualquer candidato numa segunda volta, André Ventura não se mostrou preocupado com isso, encarando as eleições presidenciais como a "Volta a França".

"Primeiro, há as etapas de cidade, depois há as de montanha", disse, considerando que a montanha só chegará com a segunda volta e, com ela, um "outro percurso, outro caminho".

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