Política Jerónimo é o líder partidário com pior avaliação após polémica em Loures

Jerónimo é o líder partidário com pior avaliação após polémica em Loures

Em apenas dois meses, o secretário-geral do PCP passou de positiva para negativa na avaliação dos inquiridos pela Aximage aos líderes partidários. Queda acentuada no último mês acontece depois da polémica relacionada com a celebração de contratos entre o genro de Jerónimo de Sousa e a autarquia comunista de Loures.
Jerónimo é o líder partidário com pior avaliação após polémica em Loures
Mário Cruz/Lusa
David Santiago 19 de fevereiro de 2019 às 08:00

Jerónimo de Sousa viu a sua avaliação enquanto líder partidário cair a pique para a pior nota entre os seus pares, mostra a sondagem realizada pela Aximage para o Negócios e o Correio da Manhã.

Depois de em janeiro ter recuado meio ponto para uma nota de 9,6 (numa escala de 0 a 20), o secretário-geral comunista cai em fevereiro para uma avaliação de 7,6 pontos, o que deixa Jerónimo com a pior avaliação de entre todos os líderes dos partidos com assento parlamentar.

Esta quebra de popularidade surge depois de em meados de janeiro a TVI ter noticiado um alegado favorecimento por parte da câmara de Loures, liderada pelo comunista Bernardino Soares, ao genro de Jerónimo de Sousa, Jorge Bernardino.

A reportagem da estação televisiva fazia referência à celebração de seis contratos desde 2015 entre a autarquia de Loures e Jorge Bernardino para a prestação de serviços vários como limpeza de vidros ou substituição de lâmpadas num valor total superior a 150 mil euros.  

O PCP acusou a TVI de "anticomunismo" e de fazer uma "provocação gratuita" ao partido e a Jerónimo de Sousa. Por sua vez, a autarquia repudiou "a tentativa da peça da TVI de envolver o Município numa estratégia de generalização da atribuição de comportamentos ética e legalmente censuráveis à generalidade dos intervenientes políticos".

Líderes da esquerda em queda e da direita em alta

O estudo de opinião da Aximage coloca todos os líderes partidários com nota negativa, ou seja abaixo de 10. Contudo, as tendências registadas são distintas: os líderes das forças à esquerda caem, enquanto os da direita sobem.

O primeiro-ministro e secretário-geral do PS, António Costa, passa da positiva para a negativa (resvala de 10,2 para 9,4) e a coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, cai de 9,8 para 8,8.

Em sentido inverso, o presidente do PSD Rui Rio é o que mais sobe (passa de 6,4 para 7,7), beneficiando da reafirmação como líder social-democrata na sequência da crise interna protagonizada com Luís Montenegro. Já a presidente do CDS, Assunção Cristas, avança meio ponto para uma nota de 8,2.




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