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Ministro da Saúde: No Governo "somos todos Centeno"

“Somos todos Centeno”. Foi com esta expressão que o ministro da Saúde respondeu esta quinta-feira, 27 de Março, às críticas do PSD durante o debate de urgência no Parlamento sobre a “Situação da Saúde em Portugal”, um debate que ficou marcado pelo papel do ministro das Finanças no sector.

Lusa
João D'Espiney joaodespiney@negocios.pt 29 de Março de 2018 às 12:33
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Adão e Silva acusou Adalberto Campos Fernandes de ser "cada vez mais a ‘Flor na lapela’ do Serviço Nacional de Saúde (SNS), reduzido a um mero protectorado do Imperador Centeno".

O deputado social-democrata começou por fazer um retrato negro do sector ao afirmar que o SNS "vive uma crise crescente" com "o adiamento de consultas e cirurgias por tempos clinicamente desajustados", com urgências hospitalares que se converteram em "cenários de guerra", com as pessoas a amontoarem-se "desnecessariamente nos internamentos hospitalares, à espera de cuidados continuados" e com a "carência de recursos humanos nos hospitais e centros de saude".

"Perante esta situação de má governação na área da saúde, o ministro da saúde toma medidas? Enfrenta a situação? Encontra soluções? Não, não e não! Perante esta situação de desgoverno quem toma medidas é o ministro da Finanças!", afirmou Adão e Silva, considerando que é Mario Centeno quem "dispõe sobre quem deve e quem não deve ter acesso a cuidados de saúde com equipamentos modernos, em espaços adequados e profissionais motivados".

Na resposta, Adalberto Campos Fernandes começou por defender que o discurso da direita de que há "um grande cisma dentro do governo está esgotado". "Em matéria de rigor orçamental e de crescimento económico somos todos Centeno", afirmou.

 

O ministro assumiu que "há problemas e dificuldades em muitas zonas do país mas menos do que no tempo do governo anterior".

"O SNS está hoje melhor como reconhecem entidades independentes internacionais e nacionais" defendeu o governante, salientando que "o SNS tem mais profissionais do que em 2015. Invertemos s tendencia de emigração, em todos os hospitais existem programas de investimento e em mais de metade das especialidades melhoram os tempos máximos de resposta garantidos".

O ministro respondeu ainda a críticas da derrapagem dos tempos de espera prometendo uma forte melhoria no final do ano e garantindo "a maioria dos hospitais já não estará em falência técnica".

 

Adalberto Campos Fernandes contestou ainda a ideia de que há mais conflitualidade com este Governo, referindo que houve muito menos greves do que no Executivo anterior, mas admitiu que "há linhas" (orçamentais) que não pode passar. Ainda assim, garantiu que "há espaço para fazer mais no próximo orçamento".

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