Minuto-a-minuto: O segundo dia do debate do programa do Governo que derrubou o executivo de Passos e Portas
Após dois dias de debate do Programa do Governo, o Executivo de Pedro Passos Coelho e Paulo Portas caiu depois de toda a esquerda ter aprovado a moção de rejeição apresentada pelos socialistas. Veja os desenvolvimentos que marcaram o dia.
O Negócios encerra a acompanhamento ao minuto do debate do programa do Governo e da votação da moção de rejeição socialista, que levou à queda do governo de coligação. 19:47
19:27
18:33
18:32
18:23
18:14
18:11
17:55 André Silva, do PAN, que votou ao lado dos partidos à esquerda a favor da moção de rejeição do PS, justificou a decisão à saída do hemiciclo: "Nós fizemos oito perguntas, essas oito perguntas não foram respondidas, ou foram respondidas de forma que não nos convenceu a ter outro sentido de voto". 17:45 O líder da CGTP, ainda na manifestação que se prolonga à frente da Assembleia, lembra que "o povo é quem mais ordena" e que "é preciso que todos estes partidos [da esquerda] tenham consciência das propostas que têm de ser consideradas para equilibrar as relações do trabalho". 17:42 O deputado do CDS disse ainda que existe agora uma "maioria circunstancial, conjuntural, movida não por um projecto, mas por um papel e por uma certa obsessão do poder", que "não tem o voto popular e por essa razão não tem legitimidade politica". O deputado disse ainda estar "muito preocupado com Portugal" e deixou "uma palavra de lamento" a quem votou na coligação e a todos aqueles que votaram nos restantes partidos, mas cuja expectativa não era a que agora se apresenta no âmbito dos acordos entre PS, BE, PCP e Verdes.
O líder da CGTP, ainda na manifestação que se prolonga à frente da Assembleia, lembra que "o povo é quem mais ordena" e que "é preciso que todos estes partidos [da esquerda] tenham consciência das propostas que têm de ser consideradas para equilibrar as relações do trabalho".
17:42 O deputado do CDS disse ainda que existe agora uma "maioria circunstancial, conjuntural, movida não por um projecto, mas por um papel e por uma certa obsessão do poder", que "não tem o voto popular e por essa razão não tem legitimidade politica". O deputado disse ainda estar "muito preocupado com Portugal" e deixou "uma palavra de lamento" a quem votou na coligação e a todos aqueles que votaram nos restantes partidos, mas cuja expectativa não era a que agora se apresenta no âmbito dos acordos entre PS, BE, PCP e Verdes.
Deputado do CDS
17:39 Nuno Magalhães diz que "infelizmente é um dia em que o voto popular perdeu e a obsessão pelo poder de alguns ganhou". O deputado centrista disse estar "profundamente preocupado" e preferiu não tecer comentários sobre aquela que será a posição do CDS face àquilo que o Presidente da República vier a decidir. "Respeitamos aquilo que é a separação de poderes", concluiu Magalhães. 17:30 Quanto a Passos Coelho, António Costa diz esperar manter "relações de cordialidade democrática" e manifestou "respeito e consideração" ao ex-primeiro-ministro. 17:22 17:18 Moção de rejeição do Partido Socialista foi aprovada com 123 votos a favor e 107 votos contra, anuncia Ferro Rodrigues, presidente da Assembleia da República.
Quando questionado sobre o que espera, agora, de Cavaco Silva, António Costa disse apenas que "a Assembleia da República se pronunciou". "Como disse o Presidente da República a última palavra cabe" ao Parlamento mas "não quero substituir-me às competências do Chefe de Estado". Relativamente à promessa de uma "oposição de obstrução permanente" deixada por Paulo Portas, o líder do PS disse apenas que esta terá sido "fruto da emoção e não da razão".
Moção de rejeição do Partido Socialista foi aprovada com 123 votos a favor e 107 votos contra, anuncia Ferro Rodrigues, presidente da Assembleia da República.
17:10 Avança a votação fila a fila. O deputado do PAN votou a favor da moção de rejeição do PS. 17:09 17:05 16:59 17:00
17:05 Parlamento vai votar moção de rejeição do Partido Socialista.
17:10 Avança a votação fila a fila. O deputado do PAN votou a favor da moção de rejeição do PS.
Primeiro-ministro
líder do PSD garante no final do seu discurso que continuará a "lutar" por Portugal, o que indica a sua disponibilidade para se manter na oposição. 16:59 16:58
16:55 Passos Coelho não deixou passar em claro um aparte de João Galamba a propósito do governador do Banco de Portugal, e ironizou com o "enorme respeito pelas figuras da democracia" do deputado socialista. As trocas de palavras entre Galamba e Passos foram uma constante ao longo da anterior legislatura. 16:53
Primeiro-ministro
suficiência parlamentar". 16:49 16:45
16:41 Passos Coelho salienta que Portugal não tem agora "o quadro negativo de que partimos em 2011" e que "a oposição foi derrotada pelos factos" e nas urnas, tentando agora "converter uma soma de derrotas numa maioria negativa". 16:36
Líder parlamentar do PSD
assegura o líder do PSD 16:30
16:29 "Eu quero em nome do PSD afirmar, aqui, que não vamos abandonar Portugal", assegura Luís Montenegro, acrescentando que "os portugueses sabem quem impediu este Governo legitimo de governar e naturalmente, no momento próprio, não vão deixar de atribuir essa responsabilidade". 16:28 16:24 16:22
16:20 Luís Montenegro não perdoa e usa em quase todas as frases a expressão "palavra dada é palavra honrada" para provar que António Costa está a actuar ao arrepio de tudo o que prometeu durante a campanha eleitoral. Uma acusação que se estende ao Bloco de Esquerda e PCP. As bancadas da direita rejubilam. Montenegro recupera ainda a palavra "poucochinho", que classifica como "a mais costista das palavras".
16:20 Luís Montenegro cita António Costa quando disse a 26 de Maio de 2014: "nas legislativas o PS não pode ter uma vitória que sabe a pouco, para ganhar eleições em condições de governabilidade ao PS não basta ganhar por um ponto" e recorda que "um ano e meio depois o PS não teve uma vitória que soube a pouco, perdeu". Irónico, o deputado concluiu: "palavra dada é palavra honrada". 16:15 16:15 Luís Montenegro 16:12
16:08 16:03
16:01 15:57
16:02 Costa assegura que o acordo entre o PS, o Bloco de Esquerda, o PCP e os Verdes garante "condições de governação estável no horizonte da legislatura".
15:56 Nas palavras de António Costa, "o que aqui nos apresenta [o PSD-CDS] é um executivo minoritário que não criou condições de governação estáveis e duradouras". "Este seu Governo não serve as
Deputado do PS
necessidades do país", acrescenta.
15:55 "O programa de Governo que nos foi apresentado não traduz a vontade de mudança, pelo contrário, é um programa de continuidade sem evolução. [É um programa que] se conforma com uma postura submissa face à União Europeia", critica António Costa, reforçando que o PS não apoiaria uma politica de continuidade da coligação e, nesse sentido, "a palavra dada tem de ser palavra honrada".
15:54 15:53
15:52 Catarina Martins confirma que o Bloco de Esquerda "rejeita este Governo do empobrecimento". "A democracia é aqui e agora".
15:51 Até ao debate de encerramento, os aplausos dos partidos da esquerda a intervenções de outras bancadas tinham sido tímidas. Mas tanto José Luís Ferreira (Verdes) como Jerónimo de Sousa (PCP) e Catarina Martins (Bloco de Esquerda) foram aplaudidos unanimemente por toda a esquerda.
15:40 Telmo Correia afirma que a coligação "ganhou o debate do programa do Governo" e que "ficou claro que existe uma maioria e um Governo que tem um rumo para Portugal". Para o deputado, "em Portugal só há um político preparado para liderar esse Governo, e esse político chama-se Pedro Passos Coelho. Exactamente aquele que os portugueses escolheram e não se enganaram". Telmo Correia critica mais uma vez António Costa que por não subir à tribuna para "assumir as suas responsabilidades como é a sua obrigação perante a Câmara e perante os portugueses".
"Que fique muito claro, nós não só não estamos envergonhados, como temos muito orgulho, todos, no trabalho que fizemos e no programa de Governo que aqui apresentámos", diz Telmo Correia, acrescentando que "se alguém aqui poderia estar envergonhado é quem deixou o país na bancarrota, não ajudou nada a resolver o problema que criou, e agora quer chegar ao poder a todo o custo, usando uma qualquer manigância". O deputado terminou a sua intervenção garantindo que a coligação "cai de pé" e "quem cai de pé não morre". 15:39
Deputado do CDS
livre para assistir ao vivo a este debate, que vai entrar para a história. Entretanto, a página da Assembleia da República já apresenta as quatro moções de rejeição que foram entregues esta manhã, na ordem que foram apresentadas. 15:34 15:32 15:26 15:19
15:28 O texto conjunto que estabelece as matérias que poderão ser alvo de um futuro acordo entre o Bloco de Esquerda e o PS destinado a garantir a sustentação de um governo socialista inclui a criação de cinco grupos de trabalho. Um deles é sobre a sustentabilidade da dívida externa. 15:16
15:14 José Luís Ferreira, d'Os Verdes, acusa o Governo PSD-CDS de nos últimos quatro anos "encerrar e fragilizar os serviços públicos" e ter como única novidade no seu programa "o descaramento". O deputado diz ainda que no combate às alterações climáticas e no que respeita à defesa da natureza "fica tudo igual". Destaca ainda que nos transportes, o único foco do Governo "é a privatização" e, portanto, que é "com sentido de responsabilidade" que rejeita o actual programa de Governo, com vista a "quebrar este ciclo de politicas que tanto tem vindo a infernizar a vida dos portugueses". 15:10
15:08 André Silva, deputado do PAN, diz na Assembleia da República que o partido espera um "novo rumo que não se limite a mitigar" as dificuldades que enfrenta o povo português e defende uma política "que não assente na velha dicotomia entre exploração capitalista e a luta de classes". O discurso do deputado foi aplaudido por alguns deputados do Partido Socialista. 15:04 O debate vai ser retomado. André Silva do PAN é o primeiro a discursar.
15:04 O debate vai ser retomado. André Silva do PAN é o primeiro a discursar.
14:58 Paulo Núncio e Eurico Brilhante Dias, ex-porta-voz do PS para as questões económicas com António José Seguro, estiveram a falar durante largos minutos, trocando diversas gargalhadas. Brilhante Dias disse ao Negócios que estiveram a relembrar as discussões que protagonizaram no passado.
14:56 Em frente à Assembleia já há várias pessoas a manifestarem-se. De um lado em apoio ao actual Governo de direita e contra as moções de rejeição, e do outro uma manifestação da CGTP contra as privatizações nos transportes, que é hostil para o Executivo de Passos Coelho. A ex-ministra da Justiça do anterior Governo, Paula Teixeira da Cruz, e o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Paulo Núncio, estão a assistir. A manifestação da direita é incomparavelmente mais reduzida do que a da CGTP. A polícia separou-as, criando um fosso entre os dois blocos. 14:52 14:42 O Partido Socialista tornou público no seu site os acordos assinados com os partidos à esquerda. Conheça aqui o acordo assinado com o Bloco de Esquerda, com o Partido Comunista Português, e com Os Verdes. 14:33 O acordo formalizado na Assembleia da República entre PS e PCP
14:42 O Partido Socialista tornou público no seu site os acordos assinados com os partidos à esquerda. Conheça aqui o acordo assinado com o Bloco de Esquerda, com o Partido Comunista Português, e com Os Verdes.
Segundo o documento final de três páginas denominado "Posição conjunta do PS e do PCP sobre solução política", assinado hoje pelos secretários-gerais socialista e comunista, respectivamente António Costa e Jerónimo de Sousa, no parlamento, os partidos "afirmam a posição recíproca de: examinarem, em reuniões bilaterais que venham comummente a serem consideradas necessárias, outras matérias, cuja complexidade o exija".
14:02 O PS confirma ao Negócios que os acordos foram assinados e vão ser divulgados, mas não precisou onde nem como. 13:59
Num gabinete do PS, a ordem de assinatura do entendimento à esquerda foi a inversa da chegada a acordo entre socialistas e as diversas forças políticas: primeiro os dirigentes do PCP, depois de "Os Verdes" e, finalmente, Bloco de Esquerda.
13:55 Centenas de pessoas concentram-se frente à Assembleia da República em protesto contra a apresentação de uma moção de rejeição, assinada pelos partidos de esquerda, que pretende fazer cair o actual Governo. Com bandeiras de Portugal e da coligação Portugal à Frente (PàF) em punho, os manifestantes - que se reuniram cerca das 13 horas - cantam o hino nacional e gritam diversas palavras de ordem, entre as quais "Costa para a rua, esta casa não é tua" e "não à moção de rejeição".
Alguns cartazes envergados têm ainda outras inscrições: "Quem ganhou? Democracia não é hipocrisia", "moção de rejeição/traição à população" e "Portugal não merece um Governo do PS". A ação de protesto, convocada nas redes sociais, foi organizada pelo líder do CDS de Monforte, Mário Gonçalves. Para o mesmo local, às 15:00 está organizada outra manifestação, mas desta vez convocada pela CGTP. 13:50 13:38 13:06 O debate do programa do Governo foi interrompido. Será retomado às 15:00. Para esta tarde estão também agendadas as votações das moções de rejeição do PS, do PCP, do Bloco de Esquerda e d'Os Verdes. 13:03
13:35
13:06 O debate do programa do Governo foi interrompido. Será retomado às 15:00. Para esta tarde estão também agendadas as votações das moções de rejeição do PS, do PCP, do Bloco de Esquerda e d'Os Verdes.
Ministro da Modernização Administrativa
13:02 "A modernização administrativa não se faz por decreto", afirma Rui Medeiros. "Entrámos não vergados e cairemos, se cairmos, de pé".
12:55 12:49 12:47
Vice-primeiro-ministro
12:32 Em resposta ao deputado do PS, Carlos César, Paulo Portas atira: "Nós ganhámos e não foi por poucochinho. Vossas excelências perderam e não foi por poucochinho". "Para a próxima candidatamo-nos em coligação e vocês em Frente de Esquerda e vamos ver quem ganha", rematou. 12:27
"Por fim, os portugueses pensaram assim: mas como pode ele dizer que, se o Governo de Portugal tiver em dificuldades, não venha cá pedir socorro" É como quem diz 'ou estamos no Governo ou vem tudo abaixo'", criticou o socialista. 12:17
12:12
O vice-primeiro-ministro acrescentou que o líder socialista será um "primeiro-ministro politicamente ilegítimo". "Nós já fomos os bombeiros do vosso resgate duas vezes. A vossa conduta assemelha-se à dos pirómanos do regime. Não seremos cúmplices". 12:09 12:01
Vice-primeiro-ministro
Palácio de Inverno. Mas a esmagadora maioria dos portugueses não votou nessa aventura", acrescenta o vice-primeiro-ministro.
12:01 Heloísa Apolónia entrega a moção de rejeição d'Os Verdes. Estão entregues as quatro moções que vão derrubar o Governo de Pedro Passos Coelho.
12:00 Os secretários da Mesa da Assembleia da República entregam os textos em papel das moções de rejeição aos funcionários parlamentares, para que estes as digitalizem e fotocopiem. Dessa forma, os textos estarão acessíveis na página do Parlamento na internet para consulta pública.
11:56
11:55 Já foi entregue a primeira moção de rejeição. Carlos César sobe as escadas da mesa da Assembleia e entrega rejeição ao programa do Governo a Ferro Rodrigues. A moção é entregue dentro de um dossiê azul. César cumprimenta Ferro Rodrigues e sai. Será este documento o primeiro a derrubar o segundo Governo de Pedro Passos Coelho.
11:50 Mário Centeno critica as políticas da coligação que "deixaram o sistema financeiro inoperante e os bancos descapitalizados". "Menos de um mês depois do maior embuste político e económico montado em Portugal com a saída limpa, caía o segundo maior banco privado português. Mas o senhor primeiro-ministro e a ministra das Finanças não tiveram nada a ver com isto", diz. "O PS considera que a economia só pode crescer num contexto de responsabilidade financeira. O PS honrará todos os compromissos do país. Portugal precisa de outra política. Portugal terá outra política", acrescenta.
11:48 Mário Centeno faz a sua primeira intervenção em plenário e é aplaudido de pé no final. Ferro Rodrigues está agora a conduzir os trabalhos. No início do dia foi José Matos Correia, do PSD.
PS
11:46 Maria Luís Albuquerque responde à deputada Cecília Meireles. "O que temos é uma situação consolidada. Temos uma reserva financeira, um cofre cheio com quase 7,8 mil milhões de euros que nos permitem fazer reembolsos. Isso dá tranquilidade. Um desvio teria um preço muitíssimo mais elevado", refere.
11:41 Vários deputados foram buscar o novo cartão que os identifica na XIII Legislatura. Para isso dirigem-se à bancada dos técnicos parlamentares, imediatamente abaixo da dos jornalistas, e assinam um documento. Em troca recebem o novo cartão. Duarte Marques explica ao Negócios que precisou dele para fazer entrar o primeiro requerimento. João Galamba também foi buscar o seu. Os técnicos têm os cartões guardados numa caixa. 11:40 11:30
11:28 Moção de rejeição do Partido Socialista está a ser entregue no gabinete do Presidente da Assembleia da República (Eduardo Ferro Rodrigues está ausente do hemiciclo). Dentro de poucos momentos dará entrada na mesa da Assembleia.
11:28 Moção de rejeição do Partido Socialista está a ser entregue no gabinete do Presidente da Assembleia da República (Eduardo Ferro Rodrigues está ausente do hemiciclo). Dentro de poucos momentos dará entrada na mesa da Assembleia.
11:27 Afinal, os textos em causa devem ser as moções de rejeição dos diversos partidos. O PS comunica que Carlos César vai entregar, dentro de minutos, o texto da moção ao presidente da Assembleia da República. Isso vai ocorrer quando César subir as escadas para a mesa da Assembleia. A moção de rejeição do PS será a primeira a ser entregue e a primeira a ser votada. Mas os outros partidos - Bloco de Esquerda, PCP e PEV - também vão entregar as suas, e vão querer votá-las. 11:25
11:23 Maria Luís Albuquerque reafirma compromisso de terminar o ano com défice abaixo de 3%. "É em benefício dos portugueses que esta meta será alcançada", acrescenta. A ministra das Finanças diz que gosta muito do realismo mágico na literatura, mas "realismo mágico em economia não tem nada de lúdico e tem muito de perigoso".
11:22 António Filipe, do PCP, folheia um documento com o timbre da Assembleia da República ao lado de João Oliveira, o líder parlamentar. Será que já tem o acordo nas mãos? Filipe foi mostrá-lo à deputada Carla Cruz. João Oliveira esteve ao telefone com Pedro Nuno Santos, sempre com o cuidado de tapar com uma mão a boca, para que não se perceba o que está a dizer.
11:20 O ex-secretário de Estado da Administração Interna, Filipe Lobo d'Ávila, do CDS, sai do lugar para se dirigir à bancada do PS e conversar com dois deputados do PS: Filipe Neto Brandão e Graça Fonseca, que faz parte da equipa de vereadores de António Costa na Câmara de Lisboa. O centrista provocou algumas gargalhadas aos dois socialistas e a conversa decorreu em tom bem-disposto. 11:18 11:16 11:12 11:11 11:09
PSD
deputado frisando que o governo da coligação ficou marcado por "três orçamentos inconstitucionais, instabilidade fiscal e um enorme aumento de impostos". 11:03 11:04
11:00 Maria Luís Albuquerque, ministra das Finanças, afirma que "qualquer Governo" pode agora dar início ao seu mandato "sem receios de surpresas e sem desculpas para os seus próprios fracassos". "Só a oposição não o quer reconhecer", acrescenta. "A necessidade de consolidação das contas públicas não é uma questão ideológica. É pelo interesse dos portugueses de hoje e amanhã que os esforços são feitos", sublinha a ministra das Finanças.
10:59 O deputado mais jovem do Parlamento, Luís Monteiro, do Bloco de Esquerda, está sentado no extremo mais à esquerda do Parlamento. De camisa verde e cabelo comprido, o parlamentar, apelidado de Pablo Iglesias do Porto (devido às semelhanças físicas com o líder do Podemos) está sentado entre dois experientes deputados do Bloco de Esquerda: Pedro Soares e José Manuel Pureza. 10:53
Ministra das Finanças
bancada do PS, também foi confidenciar qualquer coisa ao ouvido de Jerónimo de Sousa, antes de se ter dirigido a Carlos Pereira, o líder do PS Madeira. 10:50
10:46 Ouviram-se disparos furiosos das máquinas fotográficas dos fotojornalistas presentes na galeria central da Assembleia da República. O motivo? Passos Coelho tirou os óculos e esfregou as mãos na cara, como que a preparar os músculos faciais para o peso das várias horas de debate que aí vêm - e eventualmente a preparar-se também para a sua demissão. Os repórteres fotográficos registaram a ocasião. 10:46 10:45
10:34
10:33 João Oliveira repete uma acusação lançada na passada sexta-feira por António Costa a Paulo Portas: o vice-primeiro-ministro foi acusado de ser eurocéptico em 2004, e de ter posto esse posicionamento de lado para entrar no Governo de Durão Barroso.
10:30 João Oliveira repete um argumento que tem sido amplamente utilizado pelos partidos de esquerda: as eleições legislativas servem para eleger deputados e não o Governo. Ou seja, a legitimidade para formar um Governo alternativo ao do partido mais votado é total, defende.
10:30
10:22
João Oliveira considera que o resultado eleitoral é a confirmação de que este era há muito "um governo derrotado, sem legitimidade", que se agarrou à maioria parlamentar, contando com a "conivência do Presidente da República". "Depois das eleições contam apenas com a conivência do Presidente. Mas isso não é suficiente", acrescenta. 10:22 João Oliveira 10:18 10:15 Leitão Amaro
10:08 O líder parlamentar do Bloco diz que a austeridade é "ideológica". "É o programa do Governo para os próximos quatro anos. Promove a desigualdade social. Destrói a solidariedade, e é por isso que a pobreza aumentou ao mesmo tempo que os apoios sociais foram cortados".
Pedro Filipe Soares deixa um conselho a Pedro Passos Coelho. "Na antecipação da rejeição, deixo um conselho: diga ao seu futuro 'eu' que não seja piegas e saia da sua zona de conforto".
10:03 Pedro Filipe Soares acusa o PSD/CDS de "demagogia". "Quando o PSD e o CDS perderam mais de 750 mil votos, passaram de 132 deputados para 107 deputados, percebemos os motivos da
Líder parlamentar do Bloco
de Esquerda
inquietação do PSD/CDS", refere. A coligação "tem uma memória muito selectiva". "É a realidade de quem está desesperado porque perdeu as eleições", acrescenta.
10:02 O segundo dia de debate arranca a horas. Pedro Filipe Soares, do Bloco de Esquerda, é o primeiro a falar. (Veja aqui o vídeo)
- A bolsa portuguesa continua a ser penalizada pela incerteza política. Em duas sessões a capitalização bolsista das cotadas portuguesa já recuou mais de 3 mil milhões de euros. O sector bancário é o mais penalizado. Já os juros da dívida pública estão a aliviar.
- A moção de rejeição ao programa do Governo que será apresentada pelos partidos de esquerda, esta terça-feira, 10 de Novembro, pode ficar para a história por derrubar um Governo que acabou de tomar posse. Só uma única vez, desde o 25 de Abril, um Governo tinha sido derrubado com uma moção de rejeição do programa. Foi em 1978 e Nobre da Costa era primeiro-ministro. O PS poderá ficar como o partido que por duas vezes conseguiu fazer cair o governo na apresentação do programa.
- No minuto a minuto de segunda-feira pode recordar o que aconteceu ontem, no primeiro dia do debate do Programa de Governo.
- O debate no Parlamento sobre o programa do Governo liderado por Pedro Passos Coelho vai continuar esta terça-feira, 10 de Novembro, seguindo-se a votação do mesmo. O dia terminará com a votação de, pelo menos, uma moção de rejeição do programa do Executivo, que deverá conseguir os votos favoráveis das bancadas parlamentares do PS, PCP, Bloco de Esquerda e Os Verdes.
- Acompanhe, através do Negócios, o dia que promete ser marcado pela queda do Governo.