CFA fatura seis milhões ao largo das “big four” com 100 pessoas e novo escritório no Porto
A empresa de auditoria, consultoria e fiscalidade Cravo, Fortes e Antão, com sede em Aveiro e “braço” na Marinha Grande, tendo ainda presença nos Países Baixos, vai abrir um novo escritório na Invicta, que arranca em junho com uma equipa de 10 profissionais.
Num contexto de consolidação do setor da auditoria em Portugal, com as chamadas “big four” (Deloitte, PwC, EY e KPMG) a dominarem o mercado, há uma pequena concorrente de Aveiro que continua a crescer ao largo dos “tubarões” mundiais do setor.
A CFA, acrónimo de Cravo, Fortes e Antão, os três fundadores desta sociedade, que atua nas áreas de auditoria, consultoria e fiscalidade há mais de três décadas, conta com uma equipa de mais de 100 profissionais, tendo aumentado a faturação de quatro para cinco milhões de euros em 2025, prevendo atingir seis milhões este ano.
Com “a ambição de se afirmar entre as principais sociedades nacionais”, a CFA vai reforçar a presença no Norte com a abertura do seu novo escritório no Porto, no Edifício 818 situado na Rua de Manuel Pinto de Azevedo, prevista para o próximo mês.
“O Norte é hoje um dos principais polos empresariais do país, com uma base industrial e exportadora particularmente relevante, o que aumenta a exigência sobre os serviços de auditoria”, afirma João Paulo Marques, sócio-gerente da CFA.
A nova unidade no Porto vai funcionar como extensão da estrutura nacional da CFA, sediada em Aveiro, “reforçando a capacidade de resposta junto de clientes da região Norte, onde se concentram empresas industriais, exportadoras e multinacionais”, sublinha o mesmo gestor.
A operação no Porto arranca “com uma equipa de 10 profissionais com experiência e conhecimento do mercado local”, prevendo a CFA “um crescimento anual na região de cerca de 20% nos próximos três anos”.
Além da atividade no mercado nacional, onde também tem um escritório na Marinha Grande, a empresa conta ainda com presença nos Países Baixos, onde está habilitada como auditor externo junto da Autoridade para os Mercados Financeiros.