Política Sondagem: PS desce e Bloco sobe em plena negociação de orçamento

Sondagem: PS desce e Bloco sobe em plena negociação de orçamento

O Bloco de Esquerda consegue recuperar dos danos causados pelo caso Robles e o PS é o partido que mais que mais perde em fase de plena discussão orçamental. Já o PSD não consegue recuperar da crise do Verão e o CDS mantém-se como a terceira maior força política.
Sondagem: PS desce e Bloco sobe em plena negociação de orçamento
Lusa
David Santiago 08 de outubro de 2018 às 07:00

A cerca de um ano das legislativas de 2019 e em plena negociação do último Orçamento do Estado desta legislatura, o PS cai ligeiramente nas intenções de voto. Já o Bloco de Esquerda, parece estar a recuperar dos danos de imagem causados pelo caso Robles.

O PS cai um ponto percentual para 38,9% das intenções de voto na sondagem da Aximage para o Negócios e o Correio da Manhã. Os socialistas são mesmo a força que mais cai relativamente ao barómetro político de Setembro.

Em sentido inverso, o partido liderado por Catarina Martins é o que mais sobe ao ganhar 1,3 pontos para 9,1%. As restantes forças políticas com assento parlamentar (o PAN não é avaliado no barómetro Aximage) praticamente não mexem relativamente à sondagem do mês passado que marcou a rentrée política.

Depois da queda acentuada registada em Setembro, o PSD estabiliza agora em 24%, incapaz de recuperar, enquanto o CDS permanece com 9,2%, mantendo-se como a terceira maior força política. Nota ainda para a CDU (PCP e Verdes) que avança 0,3 pontos percentuais para 7,4%.

Entre Julho e Setembro, o Bloco afundou mais de 1,5 pontos, perdendo o estatuto de terceiro maior partido para o CDS após um período marcado pela polémica em torno da actuação especulativa no mercado imobiliário por parte do ex-vereador bloquista na autarquia lisboeta.


Agora os bloquistas reaproximam-se do patamar de intenções de voto detidas em Julho (9,5%), o que acontece numa fase marcada pelas conversações acerca do próximo Orçamento do Estado. Processo negocial em que o Bloco tem insistido, por exemplo, em aumentos salariais que abranjam todos os funcionários públicos ou na contagem integral para efeitos de progressão dos mais de nove anos em que as carreiras docentes estiveram congeladas. Por outro lado, Catarina Martins não deixou cair a ideia, cunhada com o nome de Robles, de criar uma taxa contra a especulação imobiliária.

Com um eleitorado mais estável e menos sujeito a variações motivadas por questões conjunturais, o PCP - que também negoceia com o Governo aumentos salariais ou o reforço do investimento em sectores como a Saúde e a Educação - cresce de forma menos expressiva.

Cristas é a única líder que aumenta popularidade

A presidente do CDS, Assunção Cristas, é a única líder dos principais partidos a ganhar popularidade no barómetro Aximage de Outubro. Todavia, Cristas mantém-se com uma avaliação negativa de 8,8 pontos.

Mesmo recuando para uma nota de 10,8 pontos, o primeiro-ministro e secretário-geral socialista, António Costa, é o único protagonista a registar uma avaliação positiva. Catarina Martins (9,8 pontos), Jerónimo de Sousa (9,7), secretário-geral comunista, e Rui Rio (8,3), presidente do PSD, recuam ligeiramente em termos de aceitação.

Apesar de continuar longe da unanimidade no seio do PSD, cada vez mais pressionado pelos críticos e com pretendentes assumidos à sua sucessão como é o caso do ex-líder da JSD, Pedro Duarte, Rui Rio evoluiu positivamente na confiança para exercer o cargo de primeiro-ministro.


Se Costa cai de 57,6% para 55,3% no duelo com o líder social-democrata, Rio cresce 28% para 30,1% no índice de confiança para chefe de Governo.

Ficha técnica

Universo: indivíduos inscritos nos cadernos eleitorais em Portugal com telefone fixo no lar ou possuidor de telemóvel.

Amostra: aleatória e estratificada (região, habitat, sexo, idade, escolaridade, actividade e voto legislativo) e representativa do universo e foi extraída de um sub-universo obtido de forma idêntica. A amostra teve 601 entrevistas efectivas: 275 a homens e 326 a mulheres; 60 no Interior Norte Centro, 80 no Litoral Norte, 99 na Área Metropolitana do Porto, 115 no Litoral Centro, 166 na Área Metropolitana de Lisboa e 81 no Sul e Ilhas; 102 em aldeias, 153 em vilas e 346 em cidades. A proporcionalidade pelas variáveis de estratificação é obtida após reequilibragem amostral.

Técnica: Entrevista telefónica por C.A.T.I., tendo o trabalho de campo decorrido nos dias 1 a 3 de Outubro de 2018, com uma taxa de resposta de 78,7%.

Erro probabilístico: Para o total de uma amostra aleatória simples com 601 entrevistas, o desvio padrão máximo de uma proporção é 0,020 (ou seja, uma "margem de erro" - a 95% - de 4,00%).

Responsabilidade do estudo: Aximage Comunicação e Imagem Lda., sob a direcção técnica de Jorge de Sá e de João Queiroz.

 




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