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Pedro Nuno Santos aparece na campanha e Cotrim refuta acusações de assédio

Candidatos favoritos nas sondagens marcam posições a pensar em "quatro semanas" de campanha.

21:35

A dias das Presidenciais de domingo, os candidatos mais favorecidos pelas sondagens continuaram nesta segunda-feira a ensaiar posições para resistirem na corrida até 8 de fevereiro. Já os candidatos menos beneficiados nas intenções de voto recolhidas procuraram dispersar o efeito de apelos ao “voto útil”.

Entre quem mais tem subido nas sondagens recentes, António José Seguro recebeu reforço na ala esquerda, com apoio manifesto de Pedro Nuno Santos, o anterior secretário-geral do PS. “António José Seguro tem a experiência política que Henrique Gouveia e Melo não tem; a independência face ao Governo que Marques Mendes não tem; o compromisso com a defesa da Constituição que André Ventura e Cotrim Figueiredo nunca terão e a possibilidade de vencer que António Filipe, Catarina Martins e Jorge Pinto não têm”, justificou. Outro apoio ao candidato veio da escritora e conselheira de Estado Lídia Jorge.

A marcar a troca de afirmações entre os candidatos em campanha estiveram no entanto as declarações de João Cotrim de Figueiredo sobre eventuais apoios aos rivais numa segunda volta, com o ex-presidente da Iniciativa Liberal a não excluir num primeiro momento a possibilidade de um apoio a André Ventura. Luís Marques Mendes, Catarina Martins e Jorge Pinto estiveram entre os que se demarcaram com críticas. Cotrim de Figueiredo acabou por clarificar mais tarde, numa publicação nas redes sociais, que não quer André Ventura como Presidente da República.

A campanha do candidato ficou ainda marcada por acusações de assédio por uma ex-assessora parlamentar da Iniciativa Liberal.“Houve conhecimento dessa denúncia (...) e é absolutamente e completamente falso o que essa senhora pôs a circular e vai ser, obviamente, objeto de um processo de difamação”, reagiu.

Já Luís Marques Mendes, o candidato apoiado pelo PSD, prometeu uma prova de resistência, a contar com “quatro semanas” de campanha. Em Paredes, acompanhado pelo secretário-geral social-democrata, Hugo Soares, disse ter sentido “a máquina (partidária) muito forte" e desvalorizou os apoios de várias figuras do partido a Gouveio e Melo. “Cavaco Silva era primeiro-ministro todo poderoso em 1986 e houve pessoas do PSD que não seguiram a sua orientação”, disse.

Henrique Gouveia e Melo, por seu turno, prometeu boas relações com o Governo. "Claro que faremos uma boa equipa. Farei uma boa equipa com qualquer primeiro-ministro, porque toda a minha vida trabalhei em equipa”, afirmou.

André Ventura andou pelo distrito de Bragança e insistiu na temática nacionalista, colocando “os portugueses primeiro” nos seus discursos. Nas ações, eram distribuídas t-shirts produzidas no Bangladesh, num  episódio irónico notado pela agência Lusa.

Entre os candidatos menos favorecidos pelas sondagens, António Filipe veio lembrar que só haverá segunda volta “depois de contados os votos da primeira” e insitiu em ser ele o candidato a representar os interesses da esquerda. Catarina Martins, por seu lado, defendeu que “está tudo em aberto” para as eleições de domingo e centrou o dia de campanha nas alterações tecnológicas presentes no mundo digital e na relação destas com a democracia. Quanto ao candidato apoiado pelo Livre, Jorge Pinto, reforçou críticas ao Governo no que toca à gestão do Serviço Nacional de Saúde.

 

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