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“Pensador” que pôs Relvas a cantar “Grândola” já está na corrida à Câmara de Matosinhos

Joaquim Jorge, presidente do Clube dos Pensadores, fórum onde o antigo ministro Miguel Relvas entoou “Grândola, Vila Morena”, criou “Matosinhos Independente”, uma “plataforma de candidatura” à Câmara de Matosinhos nas eleições de 2021.

Rui Neves ruineves@negocios.pt 03 de Setembro de 2018 às 12:32
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Depois de há um ano ter lançado o livro "O candidato que não chegou a sê-lo", onde culpa Marco António Costa pelo chumbo da sua candidatura pelo PSD a Matosinhos, Joaquim Jorge decidiu agora criar o "Matosinhos Independente" (MI), um "movimento social e político que tem por finalidade concorrer às próximas eleições autárquicas".

 

O presidente do Clube dos Pensadores ficou conhecido dos portugueses por promover debates com protagonistas da sociedade portuguesa, sobretudo políticos - por exemplo, com o antigo ministro Miguel Relvas, cuja intervenção foi interrompida por um grupo de manifestantes que entoou a canção "Grândola, Vila Morena", o que levou o "pensador" convidado a balbuciar ainda algumas palavras da música de Zeca Afonso.

 

"Não temos a certeza se iremos a eleições em 2021, isso depende da decisão dos matosinhenses", ressalvou Joaquim Jorge, num comunicado enviado às redacções.

 

"O MI é a nossa interpretação da política, nas redes sociais, nos cafés e em encontros fala-se de política, mas não chega, temos que actuar mais do que nunca", defende, avançando que o MI conta como "padrinho" com Guimarães dos Santos, antigo presidente da Santa Casa da Misericórdia do Porto e da Secção Regional Norte da Ordem dos Médicos, e como "senador" com Fernando dos Santos Neves, que foi reitor da Universidade Lusófona e preside ao Conselho superior Académico do grupo Lusófona.               

 

"Não somos de esquerda nem de direita. Só queremos representar os cidadãos", sublinha Joaquim Jorge, que avança com algumas propostas, como "a limitação de mandatos em todos os cargos, alargamento de incompatibilidades, alargamento do conceito de jovem e de idoso, incentivo à prevenção na saúde e apoio à imprensa local", prometendo a revelação de mais propostas para o "1.º encontro" do MI, a realizar em Outubro.

 

Entretanto, ataca o partido que governa o concelho vizinho do Porto. "O PS está no poder em Matosinhos há 44 anos, sempre governou Matosinhos depois do 25 de Abril, com figuras dentro do partido ou fora do partido porque se zangaram", sublinha Joaquim Jorge.

 

"Em Matosinhos não pode haver vacas sagradas", insurge-se, garantindo que o MI vai "pôr em prática e provar que é possível outros governarem Matosinhos".

 

Dos "subscritores iniciais" do MI registados por Joaquim Jorge estão nomes como Ernesto Páscoa, anterior presidente da concelhia PS de Matosinhos, e José António Barbosa, que foi presidente da concelhia do PSD de Matosinhos.

 

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