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Presidenciais: Rio e Rebelo de Sousa preferidos à direita e António Vitorino à esquerda

Entre os putativos candidatos às eleições presidenciais do próximo ano, Rui Rio e Marcelo Rebelo de Sousa são os nomes que, à direita, recolhem mais apoios. No entanto, entre o eleitorado que vota PSD ou CDS, o nome de Rebelo de Sousa é claramente o preferido. Já o candidato preferido da esquerda e também do eleitorado que vota à esquerda é, de forma destacada, o socialista António Vitorino.

Miguel Baltazar/Negócios
David Santiago dsantiago@negocios.pt 13 de Março de 2015 às 19:15
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Não é um, mas dois. Rui Rio, ex-presidente da câmara do Porto, e Marcelo Rebelo de Sousa, professor de Direito e ex-líder do PSD, são os candidatos presidenciais preferidos à direita, segundo mostra a última sondagem da Aximage para o Negócios e Correio da Manhã. Entre os nomes do espectro político mais à esquerda, é o antigo comissário europeu António Vitorino que garante maior unanimidade.

 

A menos de um ano das eleições presidenciais de 2016, a corrida a Belém apresenta-se bem mais renhida à direita. Dos quatro nomes desta área política apresentados pela Aximage aos eleitores inquiridos, Rui Rio com 40,2% das intenções de voto, e Marcelo Rebelo de Sousa com 39,7%, surgem praticamente empatados nas intenções de voto como os nomes preferidos para protagonizar uma candidatura à presidência da República.

 

Já os antigos líderes social-democratas, Manuela Ferreira Leite e Pedro Santana Lopes, com 8,6% e 4,8% das intenções de voto, respectivamente, aparecem como nomes pouco galvanizantes para o eleitorado português.

 

Se Rui Rio e Ferreira Leite não confirmam nem desmentem possuir interesse numa hipotética candidatura a Belém, no decorrer desta semana, tanto Santana como Rebelo de Sousa pareceram confirmar essa vontade quando ambos se prontificaram a garantir possuir o perfil ideal definido nos Roteiros IX pelo Presidente da República, Cavaco Silva, para aquele que lhe venha a suceder.

 

À esquerda tudo parece mais consensual. Aparentemente retirado da equação o nome de António Guterres, agora é António Vitorino, ex-ministro da Defesa e antigo comissário europeu, aquele que de forma clara obtém maior consenso entre os potenciais candidatos à esquerda.

 

Dos quatro nomes considerados pela Aximage, Vitorino consegue assegurar 42,4% das intenções de voto, com uma larga vantagem para a anterior presidente do PS, Maria de Belém Roseira, que se fica pelos 21,1%.

 

Mais distantes aparecem os nomes do antecessor de António Costa na liderança dos socialistas, António José Seguro, com 13,4% e de Carvalho da Silva, ex-secretário-geral da CGTP, com 10,7%.

 

Tanto Vitorino como Maria de Belém já se pronunciaram a favor do nome de Guterres enquanto melhor candidato presidencial da esquerda, mas nenhum descarta vir a protagonizar uma candidatura a Belém, decisão que ambos afastam para depois das legislativas de Setembro/Outubro, eleição que estabelecem como prioridade para o PS e para o país.

 

Rebelo de Sousa é o preferido do eleitorado PSD-CDS

 

Se a preferência entre o total de inquiridos se divide entre Rui Rio e Rebelo de Sousa, o comentador da TVI é claramente o melhor candidato a Belém para o eleitorado que votaria no PSD ou no CDS. Rebelo de Sousa garante 49,8% das intenções de voto, quedando-se o ex-autarca portuense com 35,7%.

 

No que diz respeito aos eleitores que votariam no PS, CDU ou BE, verifica-se que António Vitorino (39,5%), mesmo recolhendo a maior parte das intenções de voto, deixa fugir parte do apoio para Maria de Belém (25,7%), uma figura que aparece como mais consensual entre o eleitorado de esquerda. Neste eleitorado, também Carvalho da Silva (20%) consegue ultrapassar António José Seguro (8,8%).

 

FICHA TÉCNICA
Universo: indivíduos inscritos nos cadernos eleitorais em Portugal com telefone fixo no lar ou possuidor de telemóvel.

 

Amostra: aleatória e estratificada (região, habitat, sexo, idade, escolaridade, actividade e voto legislativo) e representativa do universo e foi extraída de um sub-universo obtido de forma idêntica. A amostra teve 600 entrevistas efectivas: 275 a homens e 325 a mulheres; 99 no Interior Centro Norte, 163 no Litoral Centro Norte, 90 no Sul e Ilhas, 171 em Lisboa e Setúbal e 77 no Grande Porto; 149 em aldeias, 209 em vilas e 242 em cidades. A proporcionalidade pelas variáveis de estratificação é obtida após reequilibragem amostral.

 

Técnica: Entrevista telefónica por C.A.T.I., tendo o trabalho de campo decorrido nos dias 3 a 6 de Março de 2015, com uma taxa de resposta de 81,3%.

 

Erro probabilístico: Para o total de uma amostra aleatória simples com 600 entrevistas, o desvio padrão máximo de uma proporção é 0,020 (ou seja, uma "margem de erro" - a 95% - de 4,00%).


Responsabilidade do estudo: Aximage Comunicação e Imagem Lda., sob a direcção técnica de Jorge de Sá e de João Queiroz.

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