Política PSD muda regras internas para acabar com "chapeladas"

PSD muda regras internas para acabar com "chapeladas"

Os sociais-democratas alteraram as regras internas com o objetivo de atribuir transparência aos processos eleitorais internos, designadamente para impossibilitar as famosas chapeladas.
PSD muda regras internas para acabar com "chapeladas"
Lusa
David Santiago 01 de março de 2019 às 13:15

Com entrada em vigor a partir desta sexta-feira, 1 de março, as novas regras internais do PSD visam acabar com o pagamento de quotas "por atacado", explicam os sociais-democratas em comunicado enviado às redações.

A partir de agora deixará de ser possível o pagamento de quotas "de forma massiva", refere a nota social-democrata acrescentando que esta é uma "prática que se arrastava há muitos anos e que era utilizada ilicitamente para tentar comprar votos e manipular resultados eleitorais internos". Ou seja, é trata-se de uma mudanças de regras destinada a acabar com as denominadas "chapeladas" eleitorais.

De acordo com os novos regulamentos internos, cada militante vai passar a ser notificado com uma "referência de multibanco aleatória" só conhecida pelo próprio e "com uma validade de 90 dias". No caso de o militante não fazer o pagamento naquele período, "terá de solicitar nova referência".

Até agora, as regras internas do partido liderado por Rui Rio possibilitavam que qualquer pessoa pudesse fazer o pagamento de quotas de outros militantes, prática muitas vezes utilizada pelos chamados caciques nos processos eleitorais internos.

O PSD explica que o pagamento das quotas terá de ser "feito voluntariamente pelo militante ou, no limite, por quem ele permitir". Os sociais-democratas salientam que estas novas regras que agora entram em vigor não se aplicam aos avisos de pagamento de quotas relativas aos meses anterior a março de 2019.

O comunicado "laranja" sublinha que esta alteração decorre do "compromisso" assumido pelo líder Rui Rio quando na campanha eleitoral interna de há pouco mais de um ano se comprometeu a promover medidas para garantir "maior transparência, reorganização administrativa e, sobretudo, a recuperação da credibilidade dos partidos políticos junto dos cidadãos".




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