Quando Maduro, Chávez e a Venezuela eram "bons amigos" de Portugal
Acordos empresariais, os famosos computadores Magalhães e até petróleo. Estes são apenas alguns dos momentos que cruzaram Nicolás Maduro e outros políticos venezuelanos com o caminho português.
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Dados do Instituto Nacional de Estatísticas (INE), relativos a 2024, dão conta de apenas 10 milhões de euros e 165 empresas a exportar para a Venezuela em 2024. Mas nem sempre foi assim. O país da América Latina já foi um "bom amigo" de Portugal – com elogios à amizade a serem feitos de ambos os lados ao longo dos anos –, sobretudo a partir de 2008, quando foram celebrados vários acordos entre as duas nações. Em 2013, ano de eleição de Maduro, as exportações portuguesas chegaram a atingir os 190 milhões de euros, envolvendo 238 empresas.
Um dos projetos que melhor ilustra este período de proximidade entre a Venezuela e Portugal é o dos computadores portáteis Magalhães, criado quando José Sócrates era primeiro-ministro de Portugal. Pensados para o programa e-escolinhas, para aumentar a digitalização do ensino em Portugal, estes portáteis de baixo custo foram criados também tendo a exportação em vista. A Venezuela acabou por ser um dos principais clientes internacionais, onde os computadores receberam a denominação de Canaima. Em 2016 já tinham sido distribuídos mais de cinco milhões computadores pelos estudantes venezuelanos.
À luz da captura e julgamento do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, neste fim de semana, após um ataque dos EUA ao país, o Negócios recupera imagens de arquivo de alguns dos momentos em que o próprio Maduro, na altura ministro dos Negócios Estrangeiros da Venezuela, o então Presidente venezuelano, Hugo Chávez, e outros representantes políticos de Caracas assinalaram diferentes acordos e iniciativas com os políticos portugueses da época.
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