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Rio sinaliza margem para apoiar retificativo e pede apoio às exportações

O presidente social-democrata considera haver condições para o PSD votar a favor do orçamento retificativo que o Governo quer apresentar na segunda quinzena de junho. Rui Rio promete propostas sociais-democratas no início da próxima semana e assegura preocupação central no apoio às empresas exportadoras.

David Santiago dsantiago@negocios.pt 26 de Maio de 2020 às 18:19
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Se não houver surpresas, o PSD votará a favor do orçamento retificativo que o Governo pretende apresentar, no Parlamento, durante a segunda quinzena de junho. Foi esta a garantia dada por Rui Rio depois do encontro que manteve esta tarde, em São Bento, com o primeiro-ministro, oportunidade para o líder social-democrata antecipar que a trave-mestra das propostas económicas que o PSD apresentará na próxima semana diz respeito ao apoio às empresas, sobretudo às exportadoras. 

"Se o orçamento suplementar for, como tudo indica que é, a correção do Orçamento do Estado que está em vigor, para adaptar tudo aquilo que for necessário fazer, [o Governo] contará naturalmente com o apoio do PSD", disse Rui Rio pondo de parte qualquer possibilidade de os sociais-democratas levantarem "obstáculos a que, do ponto de vista orçamental, o país esteja preparado" para reagir à crise.

Antecipando, embora sem revelar medidas concretas, o que será o pacote de medidas que o PSD vai apresentar, no início da próxima semana, com vista à retoma, Rio prometeu diversas propostas "tendentes ao objetivo fundamental: recuperação do investimento privado e, acima de tudo, apoio às empresas exportadoras e à produção de um modo geral". Nesse sentido, aponta ainda como "estratégia fundamental" medidas para ajudar à capitalização das empresas.

O líder do PSD salientou que "o fomento das exportações e do investimento é fundamental", isto apesar da previsão, transmitida pelo Governo, de que a procura externa caia 14% em 2020. "Sem a recuperação das empresas não conseguimos resolver os problemas sociais", assegurou.

Rui Rio adiantou ainda que o Governo revelou estar a trabalhar com base numa quebra de 7% do PIB neste ano, o que exigirá um "nível de despesa adicional de 13 mil milhões de euros".

E quanto questionado sobre a disponibilidade, ontem demonstrada pelo Governo nos encontros com os partidos da esquerda parlamentar, sobre a suspensão do pagamento por conta em 2020, Rio garantiu "concordar". 


TAP? Rio não quer apoios para "empresa regional"
Rui Rio respondeu também a um dos temas mais marcantes do dia e que levou o presidente da câmara do Porto, Rui Moreira, a tecer duras críticas à TAP, isto depois de a operadora aérea ter ontem revelado o respetivo plano de voos para os próximos dois meses, com grande parte das ligações apenas a partir do aeroporto de Lisboa. 

"Se é como a TAP diz, a TAP não é uma empresa nacional, é de ordem regional naquilo que era a antiga província da Estremadura, da Grande Lisboa, é o que é a TAP porque uma empresa que não responde aos aeroportos de Faro, Funchal, Ponta Delgada ou Porto não é nacional, é regional. Ora, uma empresa regional não pode ter os apoios que tem uma empresa estrategicamente importante para o país como um todo", defendeu. 

O líder do PSD falou também sobre o levantamento da imunidade parlamentar do deputado e secretário-geral social-democrata, José Silvano, na sequência do caso das presenças fantasma no plenário da Assembleia da República. 

Rio afirmou que para decidir uma "bagatela" como esta foi preciso um ano e meio, o que o leva a não estranhar os seis anos que já passaram sem que se conheça uma acusação para o caso da falência do BES.

(Notícia atualizada)
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