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PS pede audição urgente ao presidente não executivo da TAP

Fonte oficial da bancada socialista confirmou ao Negócios que os deputados do PS querem a presença, com carácter de urgência, de Miguel Frasquilho, presidente não executivo da TAP, no Parlamento. PS quer ouvir explicação sobre escolha das ligações aéreas dos próximos dois meses quase todas a partir do aeroporto de Lisboa.

Bruno Simão/Negócios
David Santiago dsantiago@negocios.pt 26 de Maio de 2020 às 19:05
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Os deputados do PS querem ouvir as explicações do presidente não executivo da TAP, Miguel Frasquilho, e, nesse sentido, deram entrada, no Parlamento, a um pedido de audição urgente ao administrador público da operadora aérea, confirmou fonte oficial da bancada parlamentar socialista ao Negócios. 

O pedido apresentado pelo vice-presidente da bancada, Carlos Pereira, e pelo deputado Hugo Carvalho refere a intenção de ouvir as explicações de Frasquilho sobre as decisões tomadas pela comissão executiva da operadora aérea que, no âmbito da reabertura da economia, definiu o plano de voos para os próximos dois meses com a grande parte das ligações aéreas a serem feitas a partir do aeroporto de Lisboa

Ora, no entender daqueles deputados socialistas esta decisão contempla uma desproporção grande entre os voos com origem em Lisboa face ao que acontece com o aeroporto do Porto. O grupo parlamentar liderado por Ana Catarina Mendes considera que numa altura em que se discute a necessidade de atribuição de apoios à TAP, as decisões da operadora deviam contribuir para assegurar princípios tais como a coesão territorial do país. 

"Entendemos que a TAP tem uma responsabilidade para com a coesão territorial do nosso país e entendemos que esta decisão de centralizar praticamente toda a sua atividade no aeroporto de Lisboa deixa a descoberto uma região importante do ponto de vista económico e social do país como o Porto", diz Hugo Carvalho ao Negócios. 

Com a audição com carácter de urgência solicitada a Frasquilho, o deputado socialista espera "saber qual a posição do administrador público [na TAP] sobre este tema e perceber até que ponto é que esta situação pode ser invertida à medida que formos retomando a atividade económica do país". 

Este pedido deu entrada pouco depois de o secretário-geral adjunto do PS, José Luís Carneiro, ter desafiado, em conferência de imprensa, a administração da TAP a alterar o plano relativo às rotas aéreas por lesar o interesse nacional

Avolumam-se as críticas à TAP
O último a juntar-se ao coro de críticas ao plano de rotas da TAP foi Marcelo Rebelo de Sousa. Em declarações à Lusa, o Presidente da República diz que "acompanha a preocupação manifestada por vários partidos políticos e autarcas relativamente ao plano de retoma de rotas da TAP, em particular no que respeita ao Porto".

Antes havia sido o presidente do PSD, Rui Rio, que após uma reunião com o primeiro-ministro a propósito do orçamento retificativo em preparação, defendeu que o Estado não deve prestar apoio financeiro à TAP por se tratar de uma empresa regional e não de âmbito nacional

Foi, porém, Rui Moreira quem teceu críticas mais contundentes. O presidente da câmara portuense acusou a operadora de impor "confinamento ao Porto e ao Norte" do país

Tal como acontece com as congéneres europeias e mundiais, também a TAP está a ser fortemente atingida pelos efeitos da pandemia e já há várias semanas se discute as necessidades de capital da operadora para fazer face à quebra abrupta de atividade.

O ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, já avisou que o Estado só injetará dinheiro na TAP se isso significar passar a ter palavra a dizer sobre o futuro da companhia, ou seja, se integrar a administração da empresa. 

Além do social-democrata Frasquilho, o Estado também nomeou como administradores Diogo Lacerda Machado, Ana Pinho, Esmeralda Dourado, Bernardo Trindade e António Gomes de Menezes.

(Notícia atualizada)
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