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Cavaco recebe associações de empresários e sindicatos

O Presidente da República começa os trabalhos com a Associação das Empresas Familiares e prossegue com o Fórum para a Competitividade. À tarde serão os sindicatos. A decisão final não será conhecida antes do final da próxima semana.

Miguel Baltazar
Negócios jng@negocios.pt 13 de Novembro de 2015 às 09:52
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Cavaco Silva continua esta sexta-feira, 13 de Novembro, com a ronda de audiências com os parceiros sociais com vista a tomar uma decisão sobre a crise política que o país atravessa e, depois de ontem ter ouvido as confederações patronais, hoje será a vez dos sindicatos. Estão também agendados encontros com associações empresariais privadas.

 

Logo pela manhã será recebida a Associação das Empresas Familiares, que, na sua página da internet justifica a audiência com a apresentação, na semana passada, do "Manifesto dos 100". Trata-se de um documento, subscrito por mais de uma centena de empresários em que pontuam nomes como Peter Villax, Vasco de Mello, Francisco Van Zeller, João Pereira Coutinho, Pedro Teixeira Duarte, Manuel de Mello Champalimaud, Alexandre Relvas, João Portugal Ramos, Duarte Champalimaud ou Filipe de Mello. Nele, os empresários afirmaram-se preocupados com o actual momento político e apelaram "à união de todos", lembrando que a confiança "é determinante para a recuperação económica", podendo a incerteza pôr em causa a recuperação económica.

Belém não revela de quem partiu a iniciativa deste encontro com o Presidente, explicando apenas que este vai ouvir variadas entidades, umas a pedido das próprias, outras porque Cavaco Silva faz questão de saber o que têm a dizer.

Ainda durante a manhã, o Presidente recebe representantes do Fórum para a Competitividade, entidade que reúne grandes empresas e associações empresariais e que é liderada por Pedro Ferraz da Costa e por Mira Amaral.

O tom das conversas desta manhã com o Presidente adivinha-se próximo do de ontem, quinta-feira, em que recebeu os representantes das confederações patronais e estas demonstraram preocupação pelo momento que o país atravessa e, nomeadamente, pelo facto de considerarem que temas habitualmente tratados em concertação social, como o aumento do salário mínimo, estarem a ser decididos sem serem ouvidos os parceiros.

 

Sindicatos recebidos à tarde

 

Também esta sexta-feira, mas durante a tarde, será a vez dos sindicatos irem a Belém conversar com o Presidente da República, primeiro a Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP-IN) e depois a União Geral de Trabalhadores (UGT).

 

Ainda durante a tarde de sexta-feira, Cavaco reunirá com o Presidente do Conselho Económico e Social, Luis filipe Pereira.

Esta ronda de audições está longe de ser a última. Segundo Belém, Cavaco quer ainda ouvir várias outras entidades, não sendo reveladas quais. Além disso, o Presidente vai reunir de novo com os partidos com representação parlamentar, à semelhança do que aconteceu antes da indigitação de Pedro Passos Coelho.

Essas reuniões só deverão acontecer a partir de quarta-feira da semana que vem, uma vez que na segunda e na terça, dias 16 e 17 de Novembro, respectivamente, o Presidente desloca-se à Madeira, no âmbito da 7ª Jornada do Roteiro para a Economia Dinâmica.

Dada a agenda presidencial, dificilmente haverá antes do final da próxima semana uma decisão sobre o que pretende fazer o Presidente da República e sobre quem vai indigitar – ou não – como primeiro ministro.

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