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Comunista João Oliveira sem dúvidas de que há "acordo tácito" entre PS e PSD

O dirigente comunista João Oliveira sustentou esta quinta-feira que PS e PSD "têm entre si um acordo tácito" que a campanha eleitoral colocou a descoberto, e alertou que o país está perante um "novo ciclo de governos de rotativismo".

Lusa
Lusa 20 de Janeiro de 2022 às 19:57
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"É hoje muito claro, e esta campanha eleitoral confirma-o, que PS e PSD têm entre si um acordo tácito, um acordo que não está declarado, mas que é real!", assegurou João Oliveira, durante um comício na Marinha Grande, no distrito de Leiria.

O rosto da CDU durante grande parte da campanha para as eleições legislativas acrescentou que o "acordo calado" entre PS e PSD tem "uma linha vermelha" que não ultrapassam.

"Essa linha vermelha, para lá da qual não dão um passo, é a que delimita os interesses dos grandes grupos económicos e financeiros, do grande capital nacional e estrangeiro, que decidiram não pôr em causa em nenhum domínio", apontou.

João Oliveira considerou também que o acordo "velado" entre o secretário-geral do PS, António Costa, e o presidente social-democrata, Rui Rio, tem também a "aspiração" de "relançarem um novo ciclo de governo de rotativismo, de alternância sem alternativa" para o país.

"Por isso temos visto o PSD tão disponível para viabilizar um Governo do PS e os seus Orçamentos", concluiu o membro da comissão política do Comité Central do PCP e líder parlamentar comunista.

João Oliveira está a substituir o secretário-geral do PCP até ao início da próxima semana, enquanto Jerónimo de Sousa está a recuperar de uma cirurgia de urgência à carótida interna esquerda a que foi submetido em 13 de janeiro.

A campanha eleitoral da CDU começou por ser dividida com João Ferreira e o partido previa que o antigo eurodeputado comunista assumisse por inteiro a agenda do secretário-geral, enquanto João Oliveira prosseguiria com a campanha pelo distrito de Évora, por onde volta a ser cabeça de lista.

No entanto, João Ferreira contraiu a covid-19 no início da semana e teve de abandonar a 'volta' da CDU.

Nas legislativas de 2019, a Coligação Democrática Unitária (CDU) - que integra o PCP, o Partdo Ecologista "Os Verdes" (PEV) e a Associação Intervenção Democrática - elegeu 12 deputados (10 do PCP e dois do PEV) e obteve 6,33% dos votos, ou seja, 332.473 votos (de um total de 5.251.064 votantes), menos 113.507 do que em 2015, de acordo com o Ministério da Administração Interna.



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