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Presidenciais: Ainda o voto de Cotrim, uma nova sondagem e uma declaração de amor

Ao décimo dia na estrada falou-se de SNS e da lei laboral. Uma nova sondagem veio colocar Ventura na dianteira, seguido de perto por Seguro.

João Cotrim de Figueiredo desdobrou-se em esforços para desfazer a polémica depois de admitir votar em Ventura na segunda volta.
João Cotrim de Figueiredo desdobrou-se em esforços para desfazer a polémica depois de admitir votar em Ventura na segunda volta. Paulo Novais/Lusa
20:48

“Um momento bastante infeliz” e de “falta de clareza” associado a “um dia difícil”. João Cotrim de Figueiredo desdobrou-se em esforços para desfazer a nuvem que se abateu sobre a sua campanha depois das declarações sobre não excluir nenhum candidato numa segunda volta, nem André Ventura. Com as redes sociais ao rubro também com as acusações de assédio sexual por parte de uma antiga assessora, o candidato presidencial apoiado pela IL voltou a estar na berlinda, num dia em que foi conhecida mais uma sondagem, do jornal , que - não refletindo ainda os últimos acontecimentos - o posiciona em terceiro lugar nas intenções de voto, com 19%, logo atrás de Ventura (24%) e Seguro (23%).

Luís Marques Mendes, o candidato apoiado pela AD, falou em desilusão para os eleitores e Gouveia e Melo sublinhou um comportamento político que revela instabilidade. Também Ventura se posicionou para retirar dividendos, criticando o candidato liberal por ter depois recuado num eventual apoio à sua candidatura. À esquerda, Catarina Martins, apoiada pelo BE, acusou Cotrim de defraudar as expectativas de quem votou antecipadamente.

O pacote laboral foi outro protagonista, num dia de campanha marcado por uma manifestação convocada pela CGTP que trouxe milhares de pessoas para a rua em Lisboa. A discussão das alterações à lei laboral foi adiada para depois das presidenciais e será já o novo inquilino de Belém que terá de decidir o que fazer com o diploma. Catarina Martins e António Filipe, apoiado pela CDU, marcaram presença e Jorge Pinto reiterou as muitas críticas do Livre ao pacote laboral, contra o qual a CGTP apresentou um abaixo-assinado com mais de 190 mil assinaturas.

Os problemas no SNS, tema recorrente na campanha, voltaram também a marcar o dia, com António José Seguro, apoiado pelo PS, a contrariar a ideia do primeiro-ministro de que os problemas na saúde são perceções, considerando que “a situação é mesmo real” e que só com o “contacto direto” os políticos percebem as dificuldades.

Marques Mendes também se juntou às críticas, pedindo ao Ministério da Saúde “maior sensibilidade” em relação “às questões menos boas que foram acontecendo” e considerou que já não se trata de política, mas de uma questão “humana e social”. Já Gouveia e Melo considerou que o Governo ultrapassou os prazos para resolver os problemas, enquanto Ventura afirmou que o primeiro-ministro é “o maior sem noção do país”.

E afinal que donativos recebe o Chega? Ventura, que em dezembro, ainda na pré-campanha, tinha dito que iria divulgar a lista de donativos à sua candidatura fê-lo ontem, revelando que tinha recebido 675 euros, um valor muito abaixo dos 100 mil euros previstos no orçamento de campanha, o quarto mais alto entre os vários candidatos, num valor total de 900 mil euros. O nome dos 17 doadores não foi divulgado por uma questão de “proteção de dados pessoais”.

Com o dia de ir às urnas cada vez mais perto, os candidatos a Belém desdobraram-se em manifestações, arruadas, encontros um pouco por todo o país. E em Leiria, num almoço com empresários, Marques Mendes recebeu até uma inesperada declaração de amor da sua mulher, Sofia, que subiu ao púlpito para deixar uma mensagem ao marido: “Todos os dias consegues surpreender com a tua generosidade e sentido de missão.” “Amo-te”, declarou em frente a todos os convidados.

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