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Ventura canta vitória e diz que "não há Governo sem o Chega", mas demite-se da liderança do partido

Num discurso em tom eufórico, André Ventura celebrou o seu resultado nas eleições presidenciais deste domingo e considerou que é claro que "não há Governo sem o Chega". Apesar destas palavras, Ventura vai submeter-se a novo sufrágio dos militantes do Chega por ter falhado os objetivos que anunciou.

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25 de Janeiro de 2021 às 00:08

Apesar de enaltecer o dia "histórico" com "quase meio milhão de votos", André Ventura assumiu que ficou aquém dos 15% e "algumas décimas atrás da candidata que representa o pior de Portugal, que representa as minorias que abusam do país". Assim, anunciou que colocará o lugar de líder do Chega à disposição.

André Ventura classificou de "histórico" o seu resultado nas eleições presidenciais deste domingo, em que ficou em terceiro lugar com pouco menos de 12%.

O líder do Chega começou por felicitar Marcelo Rebelo de Sousa pela reeleição mas desejou que o chefe de Estado faça "um segundo mandato com dignidade, com respeito por Portugal e pelos portugueses de bem [expressão que foi um dos motes da sua campanha]" e que proceda a uma "rotura com o primeiro mandato".

Num discurso eufórico, Ventura repetiu que foi "uma noite histórica" em que "a direita se reconfigurou e em que um partido anti-sistema obteve cerca de meio milhão de votos". "Esmagámos a extrema-esquerda em Portugal", clamou, frisando que "esta candidatura teve mais votos do que o João Ferreira, do PCP, a Marisa Matias, do Bloco de Esquerda, e o candidato da Iniciativa Liberal todos juntos".

Demissão para "coroação" anunciada

Ventura anunciou que irá "devolver" aos militantes do Chega a decisão se querem que continue a liderar o partido.

Isto porque, disse, "fiquei aquém dos 15% e, segundo o que os números indicam, com algumas décimas de diferença da candidata que representa o pior de Portugal".

Sublinhou ainda que derrotou João Ferreira "em todo o Alentejo". "É uma vergonha para o PCP", atirou.

"Quebrámos o mito das terras de esquerda e das terras comunistas", prosseguiu. "Mesmo nas zonas profundamente comunistas, o Chega mostrou que esse eleitorado é seu e que será seu no processo de transformar Portugal", insistiu.

"Conseguimos demonstrar que só aqui há alternativa em Portugal", exultou.

Estes resultados, considerou, são uma "mensagem para o coração da direita". "Não há segundas vias depois desta noite. Poderemos continuar a ser alvo e vítimas de todos os ataques, mas há uma coisa que ficou clara: não haverá Governo em Portugal sem nós", desafiou.

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