Hospitais de Coimbra já perderam mais de 400 camas
Em pouco mais de um ano e meio de reforma, o CHUC perdeu 427 camas, por via da reorganização dos serviços, que passaram de 70 para 40, fruto das fusões e concentrações, no âmbito da reforma hospitalar.
PUB
Os dados foram divulgados esta tarde pelo presidente do conselho de administração, Martins Nunes, que momentos antes fez um bom balanço dos ajustamentos que têm vindo a ser feitos. “Estamo-nos a defender muito bem da crise. Temos conseguido vencer os obstáculos”, reiterou, na conferência "A austeridade cura? A austeridade mata?", na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.
No caso do CHUC, cujos proveitos caíram 15,8%, o ajustamento “foi muito grande” e assentou na “redução de camas”, no “aumento da eficiência” e na diminuição de “custos com salários, horas extraordinárias e outras medidas”. Mas tudo isso foi feito sem despedir ninguém. “Há menos 500 pessoas mas que saíram para a reforma ou foram transferidas”, garantiu Martins Nunes.
PUB
O administrador frisou ainda que a reforma “não significa só fusões, concentrações e encerramentos". "Também houve criações", disse Martins Nunes, referindo, por exemplo, que o fecho de algumas áreas de psiquiatria foi compensada com a criação dos CHUC Contra a Violência.
A hipocrisia de Infantino
Um roubo pela mão do Estado
Mais lidas
O Negócios recomenda