Hospitais de Coimbra já perderam mais de 400 camas

A reforma está em marcha no Centro Hospitalar Universitário de Coimbra (CHUC) desde Março de 2012 e quem o dirige diz que tem sido possível “vencer os obstáculos”.
Marlene Carriço 29 de Novembro de 2013 às 19:59

Em pouco mais de um ano e meio de reforma, o CHUC perdeu 427 camas, por via da reorganização dos serviços, que passaram de 70 para 40, fruto das fusões e concentrações, no âmbito da reforma hospitalar.

 

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Os dados foram divulgados esta tarde pelo presidente do conselho de administração, Martins Nunes, que momentos antes fez um bom balanço dos ajustamentos que têm vindo a ser feitos. “Estamo-nos a defender muito bem da crise. Temos conseguido vencer os obstáculos”, reiterou, na conferência "A austeridade cura? A austeridade mata?", na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.

 

No caso do CHUC, cujos proveitos caíram 15,8%, o ajustamento “foi muito grande” e assentou na “redução de camas”, no “aumento da eficiência” e na diminuição de “custos com salários, horas extraordinárias e outras medidas”. Mas tudo isso foi feito sem despedir ninguém. “Há menos 500 pessoas mas que saíram para a reforma ou foram transferidas”, garantiu Martins Nunes.

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O administrador frisou ainda que a reforma “não significa só fusões, concentrações e encerramentos". "Também houve criações", disse Martins Nunes, referindo, por exemplo, que o fecho de algumas áreas de psiquiatria foi compensada com a criação dos CHUC Contra a Violência. 

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