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Em dois meses, Adalberto passou do "fica" para a saída

Em Agosto António Costa assegurou que Adalberto Campos Fernandes ficava no Governo. O ministro da Saúde sai nesta remodelação, ficando para a história uma das suas frases: "somos todos Centeno".

Alexandra Machado amachado@negocios.pt 14 de Outubro de 2018 às 12:19
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Não foi há muito tempo que António Costa garantia a permanência de Adalberto Campos Fernandes no governo. Em Agosto, em entrevista ao Expresso, deixava uma certeza: "Se alguém espera que o professor Adalberto Campos Fernandes deixe de ser ministro da Saúde para que esses problemas se resolvam por artes mágicas pode tirar o cavalinho da chuva, que ele não deixará de ser ministro".

Dois meses depois, Adalberto Campos Fernandes vai ser substituído por Marta Temido que presidiu à Administração Central do Sistema de Saúde e à Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH).

A saúde tem sido uma pasta também de grande polémica, e de várias greves. Aliás, ainda recentemente Vieira da Silva, ministro do Trabalho, assumia que era uma pasta que cria momentos de tensão no Governo. "É uma área de tensão em todos os Governos", admite dizendo ser um sector difícil.

Decorre, aliás, uma greve de enfermeiros. 

A pasta da saúde passou a ter uma mão mais férrea do ministro das Finanças, de tal modo que Adalberto Campos Fernandes, no Parlamento, acabou por dizer: "Não vale a pena ir pelo caminho de que existirá um grande cisma no Governo entre o ministro da Saúde e o ministro das Finanças. Esse é um caminho errado e completamente esgotado", disse-o em Março, reforçando com uma frase que ficou para a história: "Somos todos Centeno".

Marta Temido nasceu em Coimbra em 1974, é doutorada em Saúde Internacional pelo Instituto de Higiene e Medicina Tropical da Universidade Nova de Lisboa, detendo um mestrado em Gestão e Economia da Saúde, pela Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, e Licenciatura em Direito, pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra.

Especializada em Administração Hospitalar pela Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa, Marta Temido exercia os cargos de subdiretora do Instituto de Higiene e Medicina Tropical e de presidente não executiva do conselho de administração do Hospital da Cruz Vermelha Portuguesa.

À Lusa, o Sindicato Independente dos Médicos (SIM) manifestou a esperança de que a voz da nova ministra da Saúde seja mais audível junto do primeiro-ministro e do ministro das Finanças. Em declarações à agência Lusa, o secretário-geral do Sindicato, Roque da Cunha, lembra à nova ministra que há um grande descontentamento dos profissionais de saúde e que, no caso dos médicos, o processo negocial se encontra parado há mais de seis meses. "Esperemos que o processo negocial seja retomado", frisou Roque da Cunha.




 
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