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Produtores de frutas italianos voltam a usar cavernas para conservar alimentos

A opção pelas cavernas surge como forma de poupar nos custos de energia necessários à conservação dos frutos.

Maçãs e peras
Pedro Brutt Pacheco
Patrícia Naves patricianaves@negocios.pt 24 de Setembro de 2022 às 14:45
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Em tempos de crise, um regresso ao passado: no norte de Itália, em parte respondendo às subidas dramáticas nos preços da energia, alguns produtores de maçãs estão a usar cavernas, ou espaços esculpidos sob uma encosta, para armazenar as suas colheitas num ambiente controlado, que permita manter uma temperatura constante sem incorrer em maiores gastos.

A notícia foi avançada pela Reuters, que adianta que as maçãs são armazenadas em caixas plásticas dentro das áreas refrigeradas. "A nível de impacto ambiental, há mais vantagens e retornos", explica um dos responsáveis pelo projeto, Mauro Erlicher. Um dos maiores proveitos "é definitivamente em termos de níveis de energia, porque a partir de um teste feito no ano passado medimos uma economia de 32% de eletricidade", adianta.

As cavernas, situadas abaixo dos pomares em Predaia, na região de Trentino, foram uma iniciativa do grupo Melinda, que já criou 34 áreas de refrigeração com espaço para acolher cerca de 30.000 toneladas de maçãs – número que deve aumentar para 40.000 toneladas em breve.

À Reuters, Mauro Erlicher explicou como, enquanto as tradicionais grandes câmaras de armazenamento de refrigeração acima do solo usam um "painel sanduíche" isolado com poliuretano e chapas de metal para manter o interior fresco, nas cavernas subterrâneas as rochas funcionam como o "painel sanduíche", pelo que o método é "o mais natural possível".

Antes que as cavernas possam ser utilizadas, as rochas são arrefecidas com gás a uma profundidade de 5 a 7 metros, o que permite que depois consigam manter uma temperatura constante a rondar o 1 grau Celsius.

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