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Gigante francês investe 27 milhões na “adega do futuro” em Peso da Régua

A Granvinhos, maior produtor e exportador de vinho do Porto, que pertence ao grupo La Martiniquaise, emprega 350 pessoas e fechou 2025 com uma faturação de 110 milhões de euros.

Nova adega da Granvinhos em Peso da Régua (foto de outubro de 2024, ainda em construção)
Nova adega da Granvinhos em Peso da Régua (foto de outubro de 2024, ainda em construção) D.R.
17:17

Detido pela gigante francesa La Martiniquaise, o grupo Granvinhos, denominação do anteriormente apelidado de Gran Cruz, decidiu construir uma nova e moderna adega no Douro, que começou por estar orçamentada em 20 milhões de euros.

Aquela que classifica como “adega do futuro”, situada em Peso da Régua, tem inauguração marcada para 26 de junho, num investimento que ascendeu a 27 milhões de euros, tendo contado com um apoio de 5,3 milhões do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

Apresentando-se como “líder nos mercados dos vinhos do Porto e da Madeira e na exportação de Douro”, o grupo detido por franceses sublinha que a oficialmente chamada de Adega do Cedro “é o maior investimento alguma vez realizado pela Granvinhos até à data, representando mais um passo forte na consolidação da sua aposta contínua na transição climática e tecnológica dentro do setor vitivinícola”.

O resultado é uma adega que “surge como o centro de vinificação mais moderno do país, incorporando inovação em todas as fases do processo produtivo e proporcionando significativos ganhos qualitativos e ambientais”, afiança o grupo Granvinhos, em comunicado.

“A Adega do Cedro desempenha uma dupla função de vinificação de vinhos do Porto e do Douro. Com uma capacidade instalada para processar oito mil toneladas de uvas, integra um conjunto de inovações tecnológicas que permitem maximizar o potencial qualitativo das uvas provenientes de cerca de 800 viticultores, distribuídos por oito concelhos da Região Demarcada do Douro, que nos confiam a sua produção”, explica Jorge Dias, diretor-geral do grupo Granvinhos.

Entre as inovações da nova adega, a Granvinhos destaca “os elevados níveis de automatização e integração dos processos, que aumentam a segurança e reduzem a dependência de mão de obra; a reutilização de 50% das águas residuais, contribuindo para uma significativa redução do consumo de água; uma central de energia fotovoltaica; e a utilização de equipamentos eficientes, que permitem reduzir até 40% as necessidades energéticas da adega”.

O projeto, assinado pelo arquiteto Alexandre Burmester, foi recentemente galardoado com o Prémio Nacional de Agricultura na categoria “Inovação de Processo”.

O grupo Granvinhos é um conglomerado composto por oito sociedades que operam em Portugal nos setores dos vinhos do Porto, do Douro, Verdes, de Lisboa e da Madeira, assim como no enoturismo, e que consolidam no grupo francês La Martiniquaise Bardinet, detido pela família Cayard.

Com um efetivo de 350 colaboradores, o grupo Gravinhos fechou o exercício de 2025 com um volume de negócios consolidado de “aproximadamente 110 milhões de euros em 2025, dos quais mais de 75% resultam da exportação”.

“A permanente política de reinvestimento na melhoria dos processos produtivos e em aquisições estratégicas, reflete o nosso compromisso na sustentabilidade do sector vitivinícola português e na sua afirmação nos mercados internacionais”, frisa Jorge Dias.

Foi “nesta perspetiva” que o grupo Granvinhos apresentou uma candidatura ao PRR, no âmbito das Agendas Mobilizadoras, e que concebeu e construiu a “adega do futuro” na Quinta do Cedro, através da sua subsidiária Vale de S. Martinho.

A Granvinhos lidera o Consórcio da Agenda Vine & Wine Portugal, criado em 2022 no âmbito do PRR, com o objetivo de promover a transição energética e climática, bem como a inovação digital ao longo de toda a cadeia de valor da fileira da vinha e do vinho, ao qual aderiram 46 entidades — incluindo 18 empresas do setor vitivinícola, 18 empresas tecnológicas, 7 ENESII e 3 associações — com representatividade nacional, mobilizando um investimento global de 86 milhões de euros.

“Este investimento permitiu impulsionar o desenvolvimento de mais de 40 novos produtos, serviços e processos mais eficientes e sustentáveis, promovendo uma maior utilização de energias renováveis, a redução do consumo de água e a diminuição das emissões de gases com efeito de estufa, em linha com os objetivos de acelerar a transição energética, ecológica e digital do setor”, refere a Granvinhos, garantindo que esta Agenda se encontra atualmente “com uma taxa de execução acima dos 90%”.

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