Antigo executivo da Google nomeado diretor-geral da BBC após polémica com Trump
Matt Brittin, um antigo dirigente da Google, foi nomeado diretor-geral da BBC, para suceder a Tim Davie, que se demitiu devido a uma reportagem sobre Donald Trump, anunciou esta quarta-feira a estação pública britânica.
Brittin, de 57 anos, é "um gestor excecional que possui as competências necessárias para guiar a organização através das inúmeras mudanças que se verificam no mercado dos meios de comunicação", afirmou o presidente do Conselho de Administração da BBC, Samir Shah, citado num comunicado.
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Além de "larga experiência" de Brittin na liderança de "uma organização complexa e de grande visibilidade em processos de transformação", Shah sublinhou as suas "competências para enfrentar as mudanças em curso no mercado dos media e nos comportamentos do público".
"Matt traz uma paixão pela BBC, um profundo entendimento dos desafios que enfrenta, e uma clara determinação em preservar a sua independência e o seu papel como um dos maiores ativos nacionais do Reino Unido", acrescentou.
O cargo de diretor-geral corresponde ao de presidente executivo da BBC, sendo responsável pela liderança criativa, editorial e operacional da organização, tanto no Reino Unido como internacionalmente.
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Matt Brittin, que foi presidente da Google para a Europa, Médio Oriente e África, será o 18.º homem a ocupar este cargo, assumindo funções a partir de 18 de maio.
Até lá, o novo diretor-geral vai cumprir um processo de integração com reuniões de trabalho para se familiarizar com as atividades da empresa.
A passagem de testemunho ocorre num momento crítico da BBC, pois decorre uma revisão do modelo de financiamento, atualmente garantido por uma taxa do audiovisual.
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Em declarações incluídas no comunicado, Matt Brittin reconheceu que o momento "é de risco, mas também de oportunidade" para continuar a ser relevante enquanto serviço público.
"Mais do que nunca, precisamos de uma BBC forte, que sirva todos num mundo complexo e em rápida mudança. É uma instituição extraordinária, com mais de 100 anos de inovação em narrativa, tecnologia e criatividade", declarou.
O diretor-geral da BBC demissionário, Tim Davie, e a diretora de informação, Deborah Turness, demitiram-se em novembro devido a acusações de parcialidade devido à edição de um discurso proferido por Trump em 06 de janeiro de 2021, antes de uma multidão de apoiantes invadir o Capitólio, em Washington.
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O programa juntou três excertos de duas partes distintas do discurso, proferidas com quase uma hora de intervalo, dando a entender tratar-se de uma única sequência na qual Trump apelava aos seus apoiantes para marcharem com ele e "lutarem com unhas e dentes".
Entre as partes cortadas estava um trecho em que o republicano apelava à manifestação pacífica.
Apesar de a BBC ter reconhecido o erro e pedido desculpa, Trump fez uma queixa para pedir uma indemnização de até 10 mil milhões de dólares (8,6 mil milhões de euros).
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Na semana passada, a BBC solicitou formalmente a um tribunal de Miami a anulação do processo, alegando que Trump não tem fundamento para a sua reclamação por difamação e que o tribunal de Florida carece de "jurisdição" sobre a emissora britânica.
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