Deutsche Bank força o encerramento do Guggenheim em Berlim

O principal mecenas do museu de arte contemporânea não vai renovar o contrato de financiamento ao museu em Berlim, o que resultará no seu encerramento ao fim de mais de 14 anos em actividade.
Hugo Paula 06 de Fevereiro de 2012 às 21:28

O museu que foi inaugurado em 1997 deixa para trás mais de 57 exposições e 1,8 milhões de visitantes, segundo o jornal espanhol “Cinco Días”. O museu é um dos espaços culturais mais importantes da capital alemã, mas o contrato de financiamento que tem com o banco alemão não será renovado.

A partir do próximo ano, o espaço dedicado ao museu vai passar a hospedar um centro destinado a um fórum “dedicado a intensificar o diálogo entre os negócios e a política”, terão dito fontes do Deutsche Bank ao “Cinco Días”.

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A decisão de encerrar o museu é atribuída ao actual CEO do banco, Joseph Ackermann, que vai abandonar a liderança do banco em Maio deste ano. Apesar de obrigar ao encerramento do museu, que dependia de um modelo de financiamento privado e público, o banco que detém uma colecção de 56 mil obras de arte vai manter o acordo com o museu, segundo a agência Lusa.

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