Governo manda LNEC avaliar infraestruturas rodoviárias e ferroviárias. Quer resultados em menos de um ano

Na sequência das sucessivas tempestades que têm assolado o território nacional, o Ministério das Infraestruturas determinou a realização de uma "avaliação técnica rigorosa, completa e célere" das estradas e linhas férreas.
Efeitos do mau tempo em Arruda dos Vinhos
António Pedro Santos / Lusa - EPA
Paulo Moutinho 12:37

O Governo, através de um despacho do gabinete do Ministério das Infraestruturas e da Habitação, mandou o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) avançar com uma avaliação técnica independente às principais infraestruturas rodoviárias e ferroviárias na sequência das sucessivas tempestades que têm assolado o país.

"Considerando a necessidade premente de, em face das ocorrências extraordinárias registadas e impactos sentidos ao nível das infraestruturas rodoviárias e ferroviárias nacionais, se realizar uma avaliação técnica rigorosa, completa, célere e independente, para aquilatar das condições estruturais, de segurança e de operacionalidade das várias infraestruturas, independentemente de estas apresentarem ou não sinais visíveis de patologias", refere o despacho.

PUB

Essa avaliação é pedida ao LNEC com "caráter prioritário e urgente" que fica "mandatado para, na medida do necessário, recorrer à aquisição de serviços externos, designadamente a nível internacional", diz.

"Num prazo de 30 dias úteis, contado a partir da data da assinatura do presente despacho, o LNEC deve apresentar ao Governo os critérios de seleção dos pontos críticos das infraestruturas a avaliar", sendo que o Executivo espera resultados em menos de um ano.

O "relatório final da auditoria deve ser disponibilizado" num prazo "não superior a um ano", embora deva "apresentar ao Governo relatórios mensais sobre o progresso dos trabalhos de avaliação técnica independente, até à apresentação do relatório final".

PUB

Este pedido ao LNEC, que já tinha sido, de resto, antecipado pelo ministro da pasta, Miguel Pinto Luz, é feito após as "cheias, inundações e aluimentos de terras em diversas zonas vulneráveis do território nacional, com impacto tangível em infraestruturas rodoviárias e ferroviárias nacionais, que, em alguns casos, determinou a interdição dessas mesmas infraestruturas".

É o que se está a verificar na zona de Coimbra, com o rebentamento dos diques do rio Mondego a derrubarem um talude que acabou por levar à derrocada de um troço da principal autoestrada do país, a A1.

PUB

Cabe ao LNEC fazer a análise "à condição e estado de conservação dos pontos críticos das infraestruturas", mas também "analisar a resiliência, operacionalidade e condições de utilização das infraestruturas onde se integram os pontos críticos", apontando "o respetivo grau de risco nas condições de segurança de utilização das infraestruturas pelos utentes".

Por fim, o despacho encarrega o LNEC de "propor medidas de diagnóstico, corretivas, estruturais, regulamentares ou outras consideradas adequadas para assegurar o funcionamento, resiliência e a segurança para a utilização das infraestruturas onde se integram os pontos críticos, incluindo eventuais medidas provisórias de aplicação imediata".

(Notícia atualizada às 12h55 com mais informação)

PUB

Saber mais sobre...
Saber mais Transporte ferroviário
Pub
Pub
Pub