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Aprovados projetos de 28 milhões para clubes de fornecedores da Autoeuropa e PSA de Mangualde

Foram aprovados 10 projetos envolvendo 36 copromotores para os clubes de fornecedores das duas maiores fábricas de produção de automóveis em Portugal. O investimento ascende a 28 milhões de euros e os incentivos totalizam 18 milhões.

João Neves, secretário de Estado Adjunto e da Economia.
Rodrigo Antunes/Lusa
Pedro Curvelo pedrocurvelo@negocios.pt 17 de Novembro de 2020 às 17:28
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O Governo aprovou 10 projetos de empresas fornecedoras, em consórcios que integram no total 36 copromotores, para os Clubes de Fornecedores da Autoeuropa e PSA de Mangualde, as duas maiores fábricas de produção de veículos no país, indicou o Ministério da Economia e Transição Digital.

A tutela assinala que encontram-se ainda em fase de análise mais 17 projetos que envolvem um investimento de cerca de 55 milhões de euros, a que corresponderá um montante de incentivo estimado em 33 milhões de euros.

"Os projetos apoiados enquadram-se na tipologia "Investigação e Desenvolvimento (SI IDT)", centrados essencialmente na investigação de novas soluções tecnológicas que permitam conceber, desenvolver e produzir novas componentes. Estes projetos de investigação são desenvolvidos em colaboração entre empresas e centros de investigação", refere em resposta por escrito ao Negócios, o secretário de Estado Adjunto e da Economia.

"A inovação apoiada passa pelo processo de transferência e valorização económica do conhecimento pelas empresas. Estes projetos visam capacitar tecnologias - produtos ou processos, que podem ou não vir a ser aceites pelo mercado, ou seja, traduzidas em inovações. Assim, será na  fase de colocação de mercado que mediremos a variável da incorporação nacional", nota João Neves, frisando que "nesta fase" não é possível ainda quantificar quer o aumento da incorporação nacional nos veículos produzidos quer o impacto em termos de substituição de importações.

Apesar de não se terem registado desistências de candidaturas devido à pandemia, o governante admite que os avisos para apoio às pequenas e médias empresas (PME) fornecedoras viram os prazos prorrogados devido à crise pandémica. Até porque, nota, verificou-se da parte das empresas a "necessidade de mais tempo para a elaboração das candidaturas na sequência dos constrangimentos provocados pela pandemia".

No entanto, recusa que tenham existido atrasos. "O lançamento dos avisos não registou atrasos face ao calendário previsto – efetivamente, estava sinalizado o lançamento de novas iniciativas para seleção de empresas nucleares em 2018, na sequência do primeiro Clube de Fornecedores [da Bosch] aprovado em 2017", defende. "Assim, em 2018 foi lançado concurso, tendo sido aprovados ainda nesse mesmo ano os 2 novos Clubes – PSA e Volkswagen. No seguimento da identificação da estratégia prosseguida por cada uma destas empresas nucleares, foram lançados avisos para apoio às PME fornecedoras, cujos prazos acabaram por ser prorrogados devido à crise pandémica".


João Neves frisa que "esta intervenção assume particular importância no âmbito da promoção das condições de qualificação da produção nacional, central para o período de retoma no pós pandemia". "Importa não apenas manter a capacidade instalada das empresas nacionais, como apostar na sua qualificação e diferenciação para aceleramento da retoma da produção em condições de maior competitividade. O futuro passa por fazer melhor o que já fazemos e conseguir aumentar o nível das nossas exportações, o que se consegue com produtos mais sofisticados – especialmente quando nos conseguimos inserir em cadeias internacionais de grandes produtores, como a PSA e a Volkswagen", reforça.

O secretário de Estado diz ainda que "face às candidaturas em processo de análise, estima-se a absorção de um valor de incentivo próximo do valor de incentivo alocado (56,4 milhões de euros)".

"A aprovação do primeiro conjunto de empresas fornecedoras das últimas duas empresas nucleares, vai permitir o desenvolvimento de novas tecnologias e inovação na produção e ainda aumentar a produtividade, a internacionalização e a captação de novos clientes para o tecido empresarial português", conclui João Neves.

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