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"Um iPhone pertence ao seu bolso, não à estrada”, diz CEO da Porsche

A Porsche não pretende entrar na corrida das marcas de luxo que se aliam a tecnológicas para desenvolver veículos de condução autónoma, disse o CEO Oliver Blume em entrevista a um jornal alemão.

Bloomberg
01 de Fevereiro de 2016 às 13:27

O CEO da Porsche, Oliver Blume, disse ao jornal alemão Westfalen-Blatt que a empresa não pretende aliar-se a gigantes da tecnologia para desenvolver carros autónomos, contrariamente a marcas como a BMW ou Mercedes, que têm vindo a integrar gradualmente o conceito nos seus veículos.

A título de exemplo, a BMW, a Audi e a Daimler - detentora da marca Mercedes – chegaram a acordo em Agosto do ano passado para adquirir o negócio de mapas da Nokia, ultrapassando as rivais tecnológicas na obtenção do serviço de localização, parte fundamental para o desenvolvimento de carros que conduzam sozinhos.

Blume acredita que os clientes da Porsche não querem abdicar do prazer de conduzir e assumir total controlo do veículo. "Uma pessoa quer conduzir um Porsche por si próprio", disse o CEO ao Westfalen-Blatt e citado pela Reuters. "Um iPhone pertence ao seu bolso, não à estrada", concluiu.

Segundo a agência Reuters, o Boston Consulting Group estima que a penetração no mercado de veículos com características autónomas (como, por exemplo, o estacionamento automático) ascenda aos 13% em 2025, representando um mercado de cerca de 42 mil milhões de dólares (cerca de 39 mil milhões de euros).

Apesar de não planear investir na autonomia dos seus veículos, a Porsche planeia oferecer versões híbridas de todos os seus modelos no futuro próximo, numa altura em que luta para diminuir as emissões poluentes em toda a sua frota.

O CEO adiantou que um híbrido plug-in do modelo 911 chegará ao mercado até 2018.

A marca pondera ainda gastar cerca de mil milhões de euros para produzir o "Mission E", o primeiro modelo totalmente eléctrico da marca.

Esta decisão, escreve a Reuters, reflecte o compromisso da casa-mãe, a Volkswagem em aumentar a oferta de modelos eléctricos, numa altura em que lida com as consequências do escândalo da manipulação de emissões.

A estimativa é que o Mission E chegue ao mercado até ao final da década.

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