Ulrich: BPI vai continuar a reforçar provisões em Angola
O BFA reforçou as provisões em Angola e vai continuar a reforçar devido ao impacto da queda do preço do petróleo na economia do país e também por causa da desvalorização a moeda local. Situação traz "grandes desafios para Angola", avisou Fernando Ulrich.
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O Banco de Fomento Angola (BFA) "reforçou as provisões para crédito quando houve a primeira desvalorização cambial, reforçámos agora e vamos reforçar ainda mais", revelou Fernando Ulrich, presidente do BPI, que controla a maioria do capital do banco angolano.
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As provisões destinam-se a "absorver o impacto da desvalorização do petróleo" e também a desvalorização do kwanza decidida pelas autoridades de Luanda devido à queda do preço do crude, principal fonte de receitas da economia angolana, explicou o banqueiro.
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Ulrich alertou que esta situação "traz desafios fortes para Angola", razão pela qual o BFA reforçou as suas provisões.
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O BFA representou 57% do lucro obtido pelo Banco BPI no ano passado. O banco português recebeu um contributo de 135,7 milhões de euros do BFA em 2015, uma apropriação 16% superior ao contributo recebido um ano antes.
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"É o melhor de sempre, ex-áqueo com 2008. A diferença é que, em 2008, o BPI apropriou-se de 100% e, em 2015, de 50,1%", comentou o banqueiro na conferência de imprensa de apresentação de resultados do banco.
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A ligação entre o BPI e o BFA encontra-se, neste momento, numa altura delicada: o banco português, como tem 50,1% do banco angolano, é penalizado pela nova forma de contabilização da exposição a Angola, já que a Europa considera que a supervisão naquele país africano não é considerada equivalente.
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O BPI propôs uma separação total entre os activos africanos (Angola e Moçambique) do negócio nacional mas a segunda maior accionista do banco, Isabel dos Santos, mostrou-se contra, avançando com uma proposta em que ela passaria a ter a maioria do capital no BFA. Esta quarta-feira, a administração do banco português declinou esta proposta.
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