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Administração do BPI rejeita proposta de Isabel dos Santos pelo BFA

Numa reunião que não contou com o representante da empresária angolana, o conselho de administração do banco declinou a proposta pela compra de 10% do capital do Banco de Fomento de Angola (BFA). 

Paulo Duarte/Negócios
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 27 de Janeiro de 2016 às 16:59
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A administração do Banco BPI rejeitou a proposta de compra lançada por Isabel dos Santos pelo BFA. 

 

"Informa-se que, na sua reunião de hoje, o conselho de administração analisou a proposta apresentada pela Unitel, S.A. para a compra de acções representativas de 10% do capital social e direitos de voto do Banco de Fomento Angola, S.A. e deliberou por unanimidade decliná-la", indica um comunicado emitido pelo banco esta quarta-feira.

Este é mais um passo no embate entre a gestão do BPI e o segundo maior accionista, a Santoro. O BPI está obrigado a reduzir a sua exposição a Angola, por a supervisão bancária no país não ser considerada equivalente da europeia. A administração do banco português propôs fazer uma separação entre os activos em Portugal e os activos em Angola e Moçambique – estes últimos ficavam em empresas diferentes e sem depender do BPI.

 

Isabel dos Santos sempre se mostrou contra a operação e quis negociar com o BPI a compra de uma posição de 10% que o banco tem no Banco de Fomento de Angola. A Unitel, da empresária, é minoritária e o BPI maioritário. Com essa operação, por 140 milhões de euros, o banco liderado por Fernando Ulrich deixava de ser maioritário e, assim, deixava de ser penalizado pelo facto de a supervisão angolana não ser equivalente à europeia.


Contudo, o banco anunciou que recusou essa proposta. Mário Leite Silva, representante da filha do presidente angolano, esteve presente na referida reunião mas não particpou na votação. Fonte ligada à Unitel, contactada pelo Negócios, recusa-se, para já, a comentar esta decisão da administração do BPI.

 

Esta oferta lançada pela Unitel sobre uma participação de 10% no BFA tinha motivado já uma luta com a brasileira Oi, que tem 25% daquela empresa angolana e argumenta que uma operação de compra não poderia ser decidida sem a sua autorização. Aliás, a Oi enviou cartas à liderança do BPI a explicar que considerava que o negócio proposto por Isabel dos Santos é "indevido".

 

(Notícia actualizada às 17:20 e às 17:35 com mais informação e às 17:48, corrigindo a presença de Mário Leite Silva na referida reunião)

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