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BCP vai poupar 35 milhões de euros por ano com saída de até 900 trabalhadores

O banco liderado por Miguel Maya estima que o programa de reestruturação vai custar perto de 90 milhões de euros.

Miguel Baltazar
Rita Atalaia ritaatalaia@negocios.pt 26 de Julho de 2021 às 17:49
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O programa de reestruturação vai permitir ao BCP poupar perto de 35 milhões de euros por ano com a saída de até 900 colaboradores. Os números foram avançados esta segunda-feira pelo banco liderado por Miguel Maya. 

"No âmbito do atual contexto competitivo e regulamentar do setor bancário europeu, a eficiência e a rendibilidade tornam-se cruciais para salvaguardar a sustentabilidade do banco", refere o banco no comunicado enviado à CMVM.

O BCP anunciou em junho que iria arrancar com um programa de reestruturação. Um plano que, refere agora a instituição, vai levar à saída de 800 a 900 pessoas da instituição financeira, o que vai permitir uma poupança de cerca de 35 milhões de euros. 

Entre os colaboradores abrangidos pelo programa, 45% a 50% pertencem às áreas centrais e outros 50% a 55% ao atendimento presencial em sucursais. 

Isto num contexto, refere, de uma "exigência crescente de produtos e serviços oferecidos através de canais remotos, conduzindo à aceleração da transformação digital do modelo de negócio"; "simplificação de processos e introdução de tecnologias orientadas ao aumento da eficiência (crescente automação e uso de abordagens baseadas em inteligência artificial)" e "intensificação da concorrência no espaço na União Bancária por parte de bancos e de novos operadores de base tecnológica". 

Este programa, revela Miguel Maya numa conferência realizada esta segunda-feira, vai custar 90 milhões de euros. 

Em junho, o banco disse estimar "que o período de adesão ao programa de reformas e rescisões por mútuo acordo se inicie no próximo dia 16 de junho e decorra até 18 de agosto, seguindo-se, na eventualidade de ser necessário para alcançar a redução em função dos critérios específicos que considerámos, a implementação de medidas unilaterais de redução do número de trabalhadores. O final do período negocial está perspetivado para 20 de setembro".

Não adiantou, porém, quantas pessoas poderiam sair com este programa. "Não salientamos ainda as condições e o número concreto de pessoas a abranger, pois entendemos que tal só deverá ser conhecido após as reuniões a realizar com as estruturas representativas dos trabalhadores, as quais perspetivamos possam ocorrer até 16 de junho", disse. Os sindicatos chegaram a avançar que o programa podia levar à saída de até 1.000 funcionários. 
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