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Crédito Agrícola reduz lucros em 27% para 94 milhões de euros até setembro

Nos primeiros nove meses do ano, o Crédito Agrícola registou um saldo negativo de 4,5 milhões nos resultados das operações financeiras. O banco justifica o prejuízo com base na "ausência de realização de mais-valias nas carteiras de aplicações financeiras bancária e seguradora e a deterioração geral do valor de mercado de ativos financeiros".

Diogo Mendo Fernandes diogofernandes@negocios.pt 24 de Novembro de 2022 às 16:05
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O Crédito Agrícola registou um lucro de 93,8 milhões nos primeiros nove meses do ano, uma redução de 27,3% face aos 129 milhões obtidos mesmo período de 2021.

O banco justifica a queda com base em "resultados, não recorrentes, obtidos nos primeiros nove meses de 2021, com ganhos líquidos com operações financeiras no valor de 56,7 milhões de euros, e com juros retroativos, referentes a 2020, no valor de 8 milhões de euros, recebidos no primeiro trimestre de 2021 no âmbito do programa financeiro do BCE - TLTRO".

A componente de operações financeiras registou uma quebra de 56,7 milhões nos primeiros nove meses do ano passado, para 4,5 milhões negativos este ano, "tendo em conta a ausência de realização de mais-valias nas carteiras de aplicações financeiras bancária e seguradora e a deterioração geral do valor de mercado de ativos financeiros".

Apesar disso, o negócio segurador, que inclui a CA Seguros e a CA Vida, registou um resultado líquido de 38,5 milhões de euros, o que representa uma subida de 318% relativamente ao mesmo período de 2021.

Já a rentabilidade de capitais próprios fixou-se em 6,3%, resultante dos "contributos positivos das principais componentes do Grupo (banca, seguros vida e não vida e gestão de ativos)".

Em termos homólogos, o produto bancário acelerou 21,2% ou 78,1 milhões de euros para 446,4 milhões de euros. Este crescimento foi impulsionado "pela evolução da margem técnica do negócio segurador que apresentou um crescimento homólogo de 48,7 milhões de euros e pelo crescimento homólogo de 28,5% nas comissões líquidas (22,9 milhões de euros), impulsionado pelo aumento da transacionalidade de clientes e pelo crescimento observado no crédito".

A margem financeira também contribuiu de forma positiva para a evolução do produto bancário, recuperando ligeiramente dos valores registados em setembro de 2021, e aumentando 6,5 milhões ou 2,7% nos primeiros nove meses deste ano. Esta evolução deveu-se "sobretudo ao aumento do volume do ativo, nomeadamente da carteira de títulos de crédito bruto, e ao aumento da taxa de juro média das aplicações financeiras".

O rácio bruto de crédito malparado (Non Performing Loans - NPL) situou-se em 5,9%, diminuindo face aos 7,2% verificados no final de 2021. A cobertura de NPL por imparidades e colaterais aumentou para 89,6%, 1,9 pontos percentuais, acima do verificado no final de 2021.

Quanto às imparidades e provisões do exercício apresentam um reforço de 23 milhões, face a uma reversão de 5,8 milhões de euros verificado nos primeiros nove meses de 2021, resultando, assim, "num acréscimo de 28,8 milhões de euros face ao período homólogo".

O banco liderado por Licínio Pina revela ainda que os "rácios CET1 e de fundos próprios totais ascendiam a 18,1% e um rácio de alavancagem de 6,4%".
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