Banca & Finanças Elisa Ferreira já tem substituta na supervisão dos bancos no BdP

Elisa Ferreira já tem substituta na supervisão dos bancos no BdP

Ana Paula Serra vai substituir Elisa Ferreira na supervisão dos bancos, sempre que a vice-governadora esteja ausente. A decisão foi anunciada esta quinta-feira, numa deliberação publicada em Diário da República.
Elisa Ferreira já tem substituta na supervisão dos bancos no BdP
Miguel Baltazar
Rita Atalaia 12 de setembro de 2019 às 11:51
Ana Paula Serra vai substituir Elisa Ferreira na supervisão dos bancos no Banco de Portugal, sempre que a responsável esteja ausente. O anúncio é feito depois de Ursula von der Leyen, presidente eleita da Comissão Europeia, ter atribuído a pasta de coesão e reformas à vice-governadora. 

Foi na reunião de 3 de setembro do conselho de administração do Banco de Portugal que a decisão foi tomada. No departamento de supervisão prudencial, a "vice-governadora Elisa Maria da Costa Guimarães Ferreira [é] substituída, nas suas ausências e impedimentos, pela administradora Ana Paula de Sousa Freitas Madureira Serra", de acordo com deliberação publicada esta quinta-feira, 12 de setembro, em Diário da República

Portanto, a titular da pasta continua a ser Elisa Ferreira. Ana Paula Serra apenas a substituirá sempre que esta não estiver disponível para desempenhar as funções de supervisão no Banco de Portugal. 

Ana Paula Serra é administradora do Banco de Portugal desde setembro de 2017 e tem a pasta de recursos humanos, estatística, contabilidade e controlo e gestão de risco. Foi também membro do conselho de auditoria do regulador. 

Foi esta semana que Ursula von der Leyen, presidente eleita da Comissão Europeia, revelou as atribuições de cada um dos nomes que vai integrar o próximo órgão executivo da União Europeia. Além dos fundos estruturais, Elisa Ferreira irá também tutelar o novo mecanismo orçamental destinado a promover a convergência e competitividade no seio da Zona Euro.

Quanto ao lugar da vice-governadora, apenas se encontrará um substituto após as eleições. Tal como o Negócios avançou, o Governo não se quer antecipar ao processo e por isso não vai tomar qualquer decisão enquanto a nomeação não for confirmada, o que impede quaisquer escolhas antes das eleições legislativas.

O Parlamento Europeu só se pronuncia sobre as escolhas a 22 de outubro, com vista à tomada de posse do novo Executivo comunitário a 1 de novembro.

No que toca à substituição de Hélder Rosalino, o mandato termina em setembro e pelas regras pode ser renovado. Apesar da marcação de eleições, o Executivo mantém plenas funções até à data do sufrágio. No entanto, o Negócios sabe que o Governo não quer avançar por considerar que já estaria a nomear demasiado perto do fim da sua própria legislatura, o que não acha politicamente adequado.

(Notícia atualizada às 12:17 para esclarecer que Ana Paula Serra apenas substituirá Elisa Ferreira quando a vice-governadora não estiver presente.)



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