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Espanha garante que venda do Popular não custará um euro aos contribuintes

Se houver prejuízos no futuro ou "buracos" a tapar, será o Santander - que comprou activos e passivos do Popular por um euro - a assumir a responsabilidade, assegurou Luis de Guindos.

Costa diz que saída do holandês 'é uma questão de tempo'  e admite apoiar De Guindos - Em entrevista ao El País, António Costa não pede mais a demissão, afirma que a saída de Dijsselbloem do Eurogrupo 'é uma questão de tempo' (no máximo, concluirá o segundo mandato, em Janeiro de 2018) e admite apoiar Luis de Guindos, caso o ministro espanhol avance. O  Público fala em 'cortina de fumo': nota que o Madrid quer Guindos na vice-presidência do BCE e escreve que o Governo português ainda não recusou definitivamente a ideia de enviar Centeno para o Eurogrupo. Está à espera de evoluções na frente externa, designadamente do novo governo holandês e das eleições alemãs (Setembro).
Paulo Zacarias Gomes paulozgomes@negocios.pt 12 de Junho de 2017 às 18:38
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O ministro espanhol da Economia defendeu esta segunda-feira, 12 de Junho, a decisão de vender por um euro o Banco Popular ao Santander no âmbito da medida de resolução decretada na semana passada, considerando que se tratou de uma operação "aberta e neutral", sem custos para os contribuintes.

Luis de Guindos, que se mostrou satisfeito com a decisão do Mecanismo Único de Resolução, acrescentou que houve cinco interessados no processo e que do processo de leilão saiu vencedor o Santander, cuja oferta ficou acima da "avaliação independente feita ao Banco Popular."

"As medidas adoptadas não comprometem um único euro de recursos próprios" nem custou ou custará um único euro de dinheiros públicos e quaisquer perdas futuras serão assumidas pelo comprador Santander, asseverou o ministro.

A queda do Popular desencadeou-se no início da semana passada, conta o El Confidencial, quando o banco esgotou em apenas dois dias toda a liquidez de emergência dada pelo mecanismo de liquidez europeu, ficando sem activos que garantissem a obtenção de mais financiamento. O Expansión diz que foram disponibilizados, em três dias, mais de 3.000 milhões de euros. 

Embora a solução europeia já estivesse a ser trabalhada há algum tempo, a situação de queda iminente foi decretada às 11 da noite de terça-feira passada e durante a madrugada fechou-se a operação com o Santander, que permitiu que as agências do Popular reabrissem na manhã seguinte.

Nos dias anteriores à resolução, segundo o jornal Expansión, várias contas da Segurança Social e de alguns serviços de comunidades autonómicas sofreram retiradas massivas de dinheiro, que se juntaram à fuga de depósitos de clientes individuais.

Se o banco entrasse em insolvência, referiu De Guindos, os depósitos não protegidos pelo fundo de garantia seriam chamados a responder pelas perdas, estimadas em 8.200 milhões de euros numa auditoria interna.

O ministro criticou ainda o presidente do Popular antes da resolução, Emilio Saracho, por nunca ter apresentado um plano de recapitalização da instituição. E, segundo o CincoDias, um organismo dependente do ministério de Guindos já pediu explicações à PwC, auditora do Popular, pelo visto em que aprovou a demonstração financeira de 2016 e a sua reformulação.

Já a CNMV, o regulador dos mercados, deverá investigar se houve alguma irregularidade no processo de aumento de capital da instituição, ocorrido no ano passado. 

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