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Goldman Sachs avança para novo despedimento de centenas de pessoas

O gigante financeiro costuma fazer rondas anuais de despedimentos, tendo abrandado o ritmo das saídas durante a pandemia. O corte agora anunciado deve-se aos resultados fracos.

O Goldman Sachs foi, entre os gigantes de Wall Street, o que mais gastou para reter talento. Ao todo, a instituição desembolsou 18 mil milhões de dólares em 2021, um aumento de 30% face a 2020. Se não fossem estes custos, a despesa do banco teria diminuído 9%, em termos homólogos, de acordo com as contas da Bloomberg Intelligence.

Para este ano, o CFO do banco, Denis Coleman, garantiu durante a conferência com analistas 'que iremos continuar a criar um ambiente de trabalho competitivo', ainda que não espere 'um aumento dos custos operacionais sobre esta matéria, nos próximos tempos.
Brendan McDermid /Reuters
Marta Velho martavelho@negocios.pt 12 de Setembro de 2022 às 17:32
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O Goldman Sachs vai avançar para uma nova ronda de despedimentos, estando previsto um corte de centenas de pessoas, a começar já neste mês. A notícia foi inicialmente avançada pelo New York Times e confirmada depois pela Bloomberg, citando fontes próximas do processo.

A redução nos seus recursos humanos tem sido um procedimento habitual do gigante financeiro, que - todos os anos - aproveita a altura das apresentações de resultados para avançar com reestruturações e deixar cair alguns dos seus funcionários com as piores avaliações. No entanto, desde a crise pandémica que os despedimentos estavam praticamente em "stand-by".

Agora, no seguimento de números abaixo do esperado - os analistas esperam que os lucros do Goldman Sachs caiam 40% este ano - e após mudanças na liderança do banco, o emagrecimento de pessoal estará de volta, esperando-se contudo que saiam menos pessoas do que em rondas anteriores.

No final do primeiro semestre, a empresa - uma das maiores financeiras do mundo - teria um total de 47 mil funcionários.

Desde o início do ano que as suas ações já caíram em bolsa mais de 10%, estando neste momento a valer 15% menos do que há um ano.
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