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Governo desmente “cabalmente” que tenha encaminhado investidor chinês para o Montepio

O gabinete do primeiro-ministro desmente que tenha sido a ponte de ligação entre o investidor chinês e o Montepio.

António Pedro Santos/Lusa
Negócios jng@negocios.pt 06 de Abril de 2018 às 10:58
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"Desmente-se formal e cabalmente a manchete de hoje do diário Público, conforme esclarecimento já ontem prestado ao respectivo jornal", pode ler-se na nota enviada pelo gabinete do primeiro-ministro.


Em causa está a notícia do jornal, que cita palavras de António Tomás Correia numa reunião. De acordo com a acta dessa reunião o presidente da Associação Mutualista disse que a CEFC (China Energy Company Limited) foi apresentada pelo gabinete de António Costa que "encaminhou" para António Tomás Correia "uma proposta" chinesa para "encetar conversações" com o objectivo de "desenvolver parcerias nas áreas dos seguros e da banca".

Recorde-se que o Montepio assinou uma parceria estratégica com o grupo privado chinês em Setembro, com este entendimento a estender-se a diversos sectores, que não foram especificados na altura. O acordo não inclui o investimento na Caixa Económica Montepio Geral.

Mais tarde, em Novembro, o grupo chinês anunciou a compra de uma posição maioritária da Montepio Seguros. Um negócio que precisa ainda da autorização do regulador, a Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF).

O negócio em cima da mesa diz respeito à passagem de 60% da Montepio Seguros para os chineses da CEFC, através de um aumento de capital.

No entanto, surgiram notícias em Fevereiro a darem conta que a entrada da CEFC China Energy poderia estar em risco. Segundo o jornal Público, as contas da "holding" que agrega os activos segurados do grupo mutualistas estão a dificultar a negociação. O jornal Eco diz que a prioridade da empresa chinesa é agora a compra da Partex. Notícias publicadas quando não há novidades por parte das autoridades que têm de aprovar a transacção. Na altura, a associação desdramatiza e diz que não há quaisquer problemas.

Em reacção, os chineses da CEFC garantiram em Fevereiro que mantêm o interesse na compra de 60% do capital da Montepio Seguros, afirmando que a empresa está "fortemente empenhada em todo o processo".

 

 

 

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