Interrupção do Banif teria "impactos necessariamente graves" na Madeira e Açores
Carlos Costa começou a sua intervenção na comissão de inquérito a sublinhar que o Banif, apesar de ter uma quota reduzida no continente, tinha uma importância nas ilhas que justificou a sua intervenção a 20 de Dezembro de 2015.
"O Banif tinha um papel singular no financiamento da economia dos dois arquipélagos, razão pela qual a interrupção dos serviços teria impactos necessariamente graves nessas regiões", avançou o governador do Banco de Portugal na audição desta terça-feira, 5 de Abril, na comissão de inquérito ao banco fundado por Horácio Roque.
Segundo Carlos Costa, o banco tinha uma quota de mercado de 45% nos depósitos e de 28% nos créditos concedidos. Assim, apesar de ser o sétimo maior grupo financeiro português, tinha uma "importância sistémica", na lógica do Banco de Portugal.
Daí que tenha sido alvo de uma intervenção estatal a 20 de Dezembro de 2015, com venda ao Santander Totta e injecção estatal de 2.255 milhões de euros.
Uma liquidação teria "um maior custo", assegurou Carlos Costa.