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Lucros da banca chinesa continuam a recuperar para níveis pré-pandemia

Os maiores bancos da China continuam a ver os lucros crescer, a recuperar daquele que foi o maior tombo no espaço de uma década. A subida da procura por créditos e ainda a melhoria da qualidade dos ativos sustentam o crescimento dos lucros.

Reuters
Cátia Rocha catiarocha@negocios.pt 30 de Agosto de 2021 às 11:39
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Apresentadas as contas do Industrial & Commercial Bank of China, do China Construction Bank Corp, do Bank of Communications e ainda do Bank of China, fica traçado um retrato de subida de lucros nos maiores "players" da banca do país. As maiores instituições financeiras dão sinais de que estão a recuperar daquela que foi a maior queda nos lucros no período de uma década, devido à pandemia.

Feitas as contas, os lucros dos principais bancos subiram entre 9,9% e 15% face aos resultados do primeiro semestre de 2020. Além da subida dos lucros, impulsionada pelos aumentos de créditos, a banca chinesa reportou também uma descida nos rácios de NPL (non-performing loan). Há já três trimestres que este rácio está a recuar.

O Industrial & Commercial Bank of China (ICBC) foi o primeiro a revelar as contas do semestre, na passada sexta-feira. O maior banco, a contabilizar por número de ativos, viu os lucros crescer quase 10%, para 163,5 mil milhões de yuans (cerca de 21,4 mil milhões de euros), contra os 148,8 mil milhões de yuan reportados há um ano.

Já o China Construction Bank, que também apresentou contas na semana passada, viu os lucros crescer cerca de 11% para 153,3 mil milhões de yuan (cerca de 20 mil milhões de euros), contra os 137,6 do primeiro semestre de 2020.

O Bank of Communications reportou lucros de 42,02 mil milhões de yuan (5,05 mil milhões de euros), uma subida de 15% face aos resultados da primeira metade do ano passado, quando contabilizou 42 mil milhões de yuan.

O Bank of China, que já apresentou resultados esta segunda-feira, registou uma subida de quase 12% nos lucros, que subiram dos 100,9 mil milhões de yuans para os 112,8 mil milhões.

Por fim, o Agricultural Bank of China viu os lucros aumentar para 122,3 mil milhões de yuan (cerca de 16 mil milhões de euros), uma subida de mais de 12% contra o resultado líquido de há um ano.

Perante este cenário, os analistas ouvidos pela agência Bloomberg apontam para um regresso aos níveis pré-pandemia. "Os lucros dos bancos já regressaram de forma maioritária ao nível pré-pandemia", indica Zhang Shuaishuai, analista da China International Capital Corp à agência. "Para a segunda metade do ano, a rentabilidade deverá manter-se estável mas é preciso ter atenção aos riscos de crédito em algumas regiões e setores, como é o caso do imobiliário".

Este setor em específico tem levantado preocupações, numa altura em que algumas das maiores empresas estão a ver a dívida aumentar significativamente. O grupo Evergrande, o segundo maior no mercado chinês pelo número de vendas, viu a dívida crescer para 1,95 biliões de yuan, o equivalente a 301 mil milhões de dólares.
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