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Lucros do Santander Portugal encolhem para menos de metade no semestre

O Santander Portugal fechou a primeira metade do ano com lucros de 81,4 milhões de euros, uma quebra de 52,9% em termos homólogos. O crédito em moratória ascendia a 6,1 mil milhões de euros, 14% do crédito total.

Pedro Castro Almeida, presidente executivo do Santander em Portugal.
Tiago Petinga/Lusa
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O Santander Portugal obteve 81,4 milhões de euros de lucro nos primeiros seis meses deste ano, menos 52,9% do que na primeira metade de 2020, informou esta quarta-feira a instituição financeira.

"No primeiro semestre do ano, o resultado líquido ascendeu a 81,4 milhões de euros (-52,9%), impactado pela constituição, no primeiro trimestre, de uma provisão no valor de 164,5 milhões de euros (líquida de impostos), para fazer face ao processo de reestruturação do banco", refere o banco num comunicado. 

Ao longo deste período, a margem financeira ascendeu a 383,4 milhões de euros, o que representa uma diminuição de 4% face ao período homólogo, "evolução que é atribuível essencialmente à redução dos spreads de crédito".

Já as comissões líquidas aumentaram 10,9% totalizando 203,1 milhões de euros, no final do semestre. "As evoluções positivas mais significativas registam-se em comissões de contas, com a oferta de contas pacote com um amplo leque de serviços associados, em meios de pagamento, e em fundos e seguros, aqui refletindo a diversificação de recursos de clientes e o foco estratégico em seguros autónomos", explica o Santander. 

Por outro lado, os custos operacionais recuaram 1,2%, em comparação com o mesmo período do ano passado. Os custos com 1,6% nos custos com pessoal. 

"Os resultados do primeiro semestre de 2021 continuam a refletir a situação de pandemia e os respetivos efeitos sobre a atividade económica em geral", afirma Pedro Castro e Almeida no comunicado enviado pelo banco. 

Menos 28% de moratórias
As moratórias abrangiam "cerca de 43 mil clientes", com um montante global de 6,1 mil milhões de euros de crédito, o que corresponde a 14% da carteira total. O banco nota que este valor representa uma redução de 28% face ao montante registado no final de 2020, o que decorre do vencimento da moratória privada, no final de março.

Já as linhas de crédtio com garantia do Estado ascendiam a 1,6 mil milhões de euros, abrangendo "cerca de 14 mil clientes".

O total de crédito a clientes subiu 3% face ao primeiro semestre do ano passado, cifrando-se em 43,4 mil milhões de euros. Os recursos de clientes, por seu turno, subiram 5,9%, para 45,6 mil milhões de euros, uma "evolução determinada pelo aumento de 4,0% em depósitos e de 15,6% em recursos fora de balanço".

O banco indica ainda que o rácio de eficiência situou-se em 39,7% (4,0 pontos percentuais abaixo do valor alcançado em junho de 2020), enquanto o rácio CET1 (fully implemented) foi de 21,8%, um acréscimo de 2,1 pontos percentuais em relação a junho de 2020.

(Notícia atualizada com mais informação.)
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