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Montepio obtém lucros de 22 milhões graças a descida nas imparidades

O produto bancário do Montepio deslizou, mas a instituição financeira conseguiu melhorar os lucros. A descida das imparidades, a rubrica de impostos e os resultados das entidades que estão à venda deram a ajuda.

Miguel Baltazar
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 28 de Novembro de 2018 às 18:30
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O Montepio registou um crescimento de cerca de 2 milhões de euros no resultado líquido nos primeiros nove meses do ano, em relação ao mesmo período do ano passado.

O lucro da Caixa Económica Montepio Geral foi de 22,4 milhões de euros até Setembro quando tinha sido de 20,4 milhões um ano antes, segundo o comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

O resultado líquido do Montepio, presente em 324 agências em Portugal, melhorou pese embora o produto bancário da instituição presidida por Carlos Tavares tenha caído 23% entre Janeiro e Setembro, para 393,8 milhões de euros.

 

O produto da caixa económica, detida na totalidade pela associação mutualista com o mesmo nome, foi penalizado pela quebra da margem financeira e dos resultados de operações financeiras. A margem (diferença entre juros cobrados em créditos e juros pagos em depósitos) resvalou 6,3%, a que o banco chama "correcção", devido à "diminuição dos juros associados às carteiras de títulos e de crédito". Também os resultados de operações financeiras do Montepio afundaram, de 66,7 para 5,9 milhões de euros, por não beneficiarem de venda de dívida pública. 

 

Em contrapartida, as comissões líquidas do Montepio - que está em mudança de marca para Banco Montepio - subiram 3,6% para 86,9 milhões, "em resultado da revisão do preçário".

 

Em termos de custos, houve uma redução de 206,8 para 200 milhões de euros, suportada sobretudo pelo corte nos gastos gerais administrativos. O grupo conta com 3.680 trabalhadores. 

 
As três ajudas

As imparidades ajudaram à subida do lucro, sobretudo aquelas que são relativas a operações de crédito. As imparidades e provisões caíram mais de 40% para um total de 81,1 milhões de euros.

 

A rubrica de impostos ajudou, entretanto, a caixa económica. Nos primeiros nove meses de 2017, tinha consumido 18 milhões de euros. No mesmo período deste ano, a rubrica situou-se em 5,1 milhões de euros.

 

Outro impulso ao lucro veio das operações em descontinuação, que inclui sobretudo o Finibanco Angola. Renderam 7,9 milhões no ano passado, subiram aos 18,7 milhões este ano.

Montepio com 16% de exposições não produtivas

O Montepio fechou Setembro com um rácio de exposições não produtivas de 16,2%, que compara com o rácio de 16,4% de Dezembro passado. O rácio chegou a ser superior a 20% em 2015.

 

Estas exposições totalizam 2,18 mil milhões de euros, um corte de 122 milhões nos primeiros nove meses do ano, num total de 13,5 mil milhões de euros de carteira de crédito bruto.

 

O banco não dá pormenores sobre a carteira de crédito, que afundou 7,5% em relação a Setembro de 2017.

 

Já os depósitos cresceram 4,3% em termos homólogos, totalizando 12,4 mil milhões de euros. O rácio de transformação de depósitos em créditos é de 100,3%.

 

O rácio que mede o peso dos melhores fundos próprios, o CET 1, ficou em 13,4%, uma melhoria face a 13,2%, em Dezembro.



(Notícia actualizada com mais informações pelas 19.05)
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