Banca & Finanças Os bancos que estão envolvidos no escândalo de lavagem de dinheiro russo

Os bancos que estão envolvidos no escândalo de lavagem de dinheiro russo

Está a crescer o número de bancos envolvidos no esquema de lavagem de dinheiro russo, devido à investigação Troika Laundromat. A Bloomberg mostra quais são e o que está em causa.
Os bancos que estão envolvidos no escândalo de lavagem de dinheiro russo
Freya Ingrid Morales/Bloomberg
Negócios com Bloomberg 06 de março de 2019 às 19:34

Vários bancos europeus estarão envolvidos em alegadas operações de lavagem de dinheiro com origem na Rússia. Muita da informação disponível sobre estes possíveis envolvimentos foi avançada pela OCCRP (organização internacional que integra jornalistas e investiga esquemas de corrupção) e fornecida a vários media.

 

Este esquema de lavagem de dinheiro foi denominado Troika Laundromat pela OCCRP, uma vez que no epicentro do caso está o banco de investimento russo Troika Dialog.

Laundromat é lavandaria em inglês. A investigação centra-se na utilização de bancos nos países bálticos (alguns sucursais de grandes bancos europeus) para lavar dinheiro proveniente de atividades criminosas na Rússia. 

 

As últimas revelações da investigação Troika Laundromat têm por base uma das maiores fugas de informação no sistema bancário, pois envolvem cerca de 1,3 milhões de transações e 238 mil clientes bancários, grande parte deles de empresas de fachada com conta num banco da Lituânia, o Ukio Bank, que entretanto entrou em insolvência.

 

O Guardian, que foi um dos jornais com acesso a estes dados obtidos pelo OCCRP, adianta que o número de bancos envolvidos neste esquema tem vindo a aumentar e tal deverá continuar, uma vez que está a ser divulgada nova informação numa base diária.

 

O Credit Agricole e o Raiffeisen foram os bancos mais recentemente "apanhados" neste caso. As ações do banco austríaco chegaram a cair 15% na sessão de terça-feira, depois de o ativista anti-corrupção Bill Browder ter revelado que colocou uma ação contra o Raiffeisen, uma vez que este não detetou operações de lavagem de dinheiro proveniente de atividade criminal na Rússia.

 

Browder, um dos fundadores do Hermitage Fund, tem nos últimos anos denunciado vários casos de lavagem de dinheiro, interpondo ações legais contra diversos bancos. O seu advogado, Sergei Magnitsky, morreu numa cadeia russa depois de ter revelado uma fraude de 230 milhões de dólares que penalizou o fisco russo. 

 

Nesta altura decorrem investigações judiciais sobre este escândalo  nos países bálticos, nos Estados Unidos, Reino Unido e vários países do Norte da Europa. Em cima está a listagem de bancos que estão a ser relacionados com este escândalo de lavagem de dinheiro russo. As estimativas do FMI apontam para que as operações de lavagem de dinheiro abranjam montantes que correspondem a 2 a 5% do PIB mundial por ano (ou um máximo de 2 biliões de dólares).




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