Banca & Finanças PSD vai pedir auditoria ao Novo Banco que abranja pós-resolução

PSD vai pedir auditoria ao Novo Banco que abranja pós-resolução

António Leitão Amaro, deputado do PSD, diz que vai dar entrada "nos próximos dias" o pedido para uma auditoria independente que analise não só a resolução mas também a venda e gestão do Novo Banco. 
PSD vai pedir auditoria ao Novo Banco que abranja pós-resolução
Miguel Baltazar/Negócios
Rita Atalaia 21 de março de 2019 às 19:54

O PSD vai pedir a realização de uma auditoria independente à venda e gestão do Novo Banco e não apenas à resolução. O partido apoia assim a posição do Presidente da República, que insistiu numa análise mais abrangente por haver "dinheiro dos contribuintes direta e indiretamente envolvido".

 

"Vai dar entrada nos próximos dias um pedido do PSD sobre o que aconteceu depois da resolução", afirmou António Leitão Amaro, deputado do PSD, durante uma audição ao presidente do Novo Banco, António Ramalho, depois de o banco ter dito que vai pedir mais 1.149 milhões de euros ao Fundo de Resolução.

 

Será uma "auditoria independentemente em relação aquilo que é dúbio", diz ainda o deputado social-democrata durante a comissão de Orçamento e Finanças, realçando que há auditorias sobre o que aconteceu antes da resolução e agora uma decisão do tribunal sobre este processo, mas que não uma análise à venda e à gestão. 

António Ramalho diz estar "desejoso de uma auditoria que esclareça de uma forma muito clara e precisa tudo o que se passa do ponto de vista da organização e gestão do banco".

 

Também o Presidente da República insistiu que deve haver uma auditoria às contas do Novo Banco que abranja o período após a resolução do BES porque "há dinheiro dos contribuintes direta e indiretamente envolvido".

"A minha opinião mantém-se. Isto é, há dinheiro dos contribuintes direta e indiretamente envolvido - diretamente envolvido através da Caixa Geral de Depósitos (CGD), indiretamente envolvido através de financiamentos que vão aumentar a dívida pública do Estado -, importa apurar o que se passou", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa. 

 

Já o Governo excluiu esta hipótese, esclarecendo que a auditoria vai abranger o período pré-resolução do banco. "Nós temos de ir à raiz do problema: a auditoria que foi ordenada pelo Governo será em tudo idêntica à da Caixa Geral de Depósitos e sobre a fase anterior à resolução", afirmou o primeiro-ministro.

 

(Noticia atualizada às 20:03)




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