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Ramalho: “Espero que novo pedido ao Fundo de Resolução não se coloque”

O CEO do Novo Banco assegura que não irá recorrer a mais empréstimos públicos e que a reestruturação acabou em 2020. Sobre o chumbo parlamentar à última tranche, diz que “à banca o que é da banca, ao Estado o que é do Estado”.

Mariline Alves
Negócios jng@negocios.pt 11 de Janeiro de 2021 às 09:19
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Com o Governo ainda a tentar desbloquear o travão imposto pelo Parlamento a novas injeções no Novo Banco, no âmbito do Orçamento do Estado para 2021, António Ramalho garante que este será mesmo o último pedido de transferência de verbas ao Fundo de Resolução, que é um dos acionistas da instituição, a par do fundo americano Lone Star.

 

"O que eu garanti, desde a primeira hora, foram duas coisas: que a reestruturação seria realizada até 2020, e que a partir de 2021 o banco já não absorve capital, é ele criador de capital. O que significa que espero que essa discussão [de novo pedido ao Fundo de Resolução] não se coloque", indica o presidente executivo do Novo Banco.

 

Numa entrevista ao Eco, publicada esta segunda-feira, 11 de janeiro, o gestor sublinha que "seguramente que nunca diria nada que pudesse influenciar a decisão orçamental". "Os números dos orçamentos não são meus, nunca foram. Dos [orçamentos] anteriores e o deste ano. (…) À banca o que é da banca, ao Estado o que é do Estado", resume.

 

Quanto à hipótese de um movimento de consolidação a envolver o antigo BES, António Ramalho, que está a iniciar um novo mandato de quatro anos, começa por lembrar que "[tem] mais fusões do que qualquer outro banqueiro em Portugal" para concluir que a primeira regra de uma fusão "é nunca falar dela, é fazê-la"; e que a segunda é "perceber onde estão as vantagens competitivas de cada instituição".
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