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Novo Banco no "sprint" final para vender sucursal em Espanha até março

A venda das operações do banco português em Espanha dura há mais de meio ano, com a aparente falta de interessados na compra a agudizar-se com a pandemia. Agora, o Novo Banco quer vender até ao final do primeiro trimestre.

O Novo Banco, liderado por António Ramalho, ainda pode pedir perto de 900 milhões de euros, no âmbito do mecanismo de capital contingente.
João Miguel Rodrigues
Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 08 de Janeiro de 2021 às 10:21
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O Novo Banco quer ter a venda da sucursal espanhola resolvida até março deste ano, de acordo com a edição de hoje do El Confidencial. 

Contudo, a falta de interessados na compra tem atrasado esta operação, cujo prazo inicial expirava a 31 de dezembro, mas que foi agora prolongado por mais três meses. O processo de venda está em vigor há mais de meio ano e já terá custado uma demissão. 

Carlos Carrasco, na prática, o número três do banco em Espanha atrás de Antonio Taquenho (diretor geral) e Jorge Cabranes (diretor geral adjunto), sairá do banco a 30 de janeiro, depois de oito meses à procura de compradores para as operações espanholas, mas sem sucesso.

O fundo que gere o banco, Lone Star, ainda não decidiu se vai vender o banco todo de uma vez ou tentar uma venda segmentada das operações. 

Em dezembro, a gestora de ativos espanhola do Novo Banco, a Novo Activos Financieros España (NAFE), foi vendida à Trea Asset Management, por perto de 13 milhões de euros.

No final de maio do ano passado, o mesmo jornal espanhol avançou que os norte-americanos do Lone Star decidiram pôr à venda a operação do Novo Banco em Espanha, que engloba os negócios de banca institucional, empresarial, privada e de retalho, que nessa altura tinha um volume total de cerca de 6.000 milhões de euros.

Mas a falta de interessados fez cair a pique o valor de uma possível venda. Em junho, já o Expansión dava conta que a venda, a acontecer, seria por uma verba inferior aos 100 milhões de euros. De acordo com o jornal, que citava fontes do Deutsche Bank, o negócio atraiu inicialmente um número limitado de interessados.
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