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Sabadell pondera opções de casamento, mas pode preferir continuar solteiro

O Banco Sabadell está a pesar as opções existentes, por entre a consolidação que se verifica no setor em Espanha.

Reuters
Carla Pedro cpedro@negocios.pt 09 de Setembro de 2020 às 01:05
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O Banco Sabadell está a explorar opções estratégicas, numa altura em que a consolidação no setor em Espanha e noutros mercados europeus acelera, refere a Bloomberg citando fontes próximas do processo.

 

O banco sediado em Alicante tem estado a trabalhar com a assessoria do Goldman Sachs Group nos últimos meses, sublinharam as mesmas fontes, que pediram anonimato.

 

As opções em cima da mesa incluem uma venda ou uma fusão, a alienação de ativos ou a compra de um concorrente mais pequeno, referiram.

 

A instituição financeira espanhola procura, sobretudo, negócios que lhe permitam poupar custos e reduzir a sua exposição aos empréstimos concedidos a pequenas e médias empresas, apontam as fontes que falaram com a Bloomberg.

 

Não há ainda quaisquer decisões e o Sabadell poderá acabar por não avançar com qualquer acordo. As ações do banco já caem mais de 60% no acumulado deste ano, com a atual capitalização bolsista a ascender a 2,2 mil milhões de euros.

 

Recorde-se que o governador do Banco de Espanha, Pablo Hernández de Cós, defendeu a 1 de setembro que há margem para mais consolidação a nível nacional, no setor da banca, sem o risco de se incorrer numa situação de oligopólio. "O nível de concorrência é elevado porque surgiram concorrentes, alguns de fora do perímetro bancário", sublinhou, citado pelo Expansión.

 

Também o El Economista se debruçou esta terça-feira sobre o Sabadell, destacando o facto de o banco catalão ter ficado sem noivo depois de dois anos de rumores de uma possível integração com o Bankia.

 

No passado dia 3, o CaixaBank (dono do BPI) e o Bankia confirmaram estar em conversações com vista a uma possível fusão, o que retirou o Bankia da mira do Sabadell.

 

"O Bankia tinha três ofertas em cima da mesa: CaixaBank, Sabadell e BBVA. Escolheu a primeira – uma decisão que, para os analistas, deixa o Sabadell [comandado por Josep Oliu] em apuros, já que apresenta um dos piores rácios de rendibilidade da grande banca espanhola", salienta o El Economista num trabalho intitulado "Baile do BBVA e Sabadell à vista? As opções do banco catalão para continuar solteiro".

 

Agora, refere a mesma publicação, "as apostas apontam como favorita a união do Sabadell com o BBVA, mas será o melhor momento para a entidade liderada por Carlos Torres?". É que, explica o jornal espanhol, a atual crise pandémica não torna esta solução simples.

 

"É certo que tanto o Santander como o BBVA poderia realizar uma OPA sobre o banco de origem catalã. Mas esta opção também já existia antes da covid-19 e não se concretizou", frisa.

 

Apesar da insistência dos supervisores para que haja fusões transnacionais, há duas realidades que se complicam, refere o El Economista. "Por um lado, a legislação continua a ser diferente nos vários países. Por outro lado, a união bancária continua sem se concretizar devido à inexistência do seu aspeto mais importante, a criação de um Fundo de Garantia de Depósitos comum".

 

"Além disso, uma das chaves para motivar uma integração é gerar sinergias. E a união do Sabadell com uma entidade europeia criaria poucas duplicidades e, por conseguinte, pouca margem para cortes – que é o que se traduz em poupança".

 

O anúncio das negociações entre o CaixaBank e o Bankia levou as ações do setor a ganharem terreno nas bolsas do Velho Continente na semana passada, dado que reacendeu as expectativas de mais fusões na Europa, destaca a Bloomberg.

 

Um desses negócios está nas mãos do italiano Intesa Sanpaolo, que está a preparar-se para comprar o seu conterrâneo Banche Italiane SpA.

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