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Fernando Ulrich entra na nova administração do CaixaBank

Fernando Ulrich vai acumular o cargo de "chairman" do BPI com o de administrador do CaixaBank.

Fernando Ulrich
Rafaela Burd Relvas rafaelarelvas@negocios.pt 18 de Setembro de 2020 às 10:28
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Fernando Ulrich, atual "chairman" do BPI, foi proposto para integrar o futuro conselho de administração do CaixaBank (que detém a totalidade do BPI), após a aprovação do projeto de fusão entre esta instituição e o Bankia. A decisão foi divulgada esta sexta-feira, 18 de setembro, em comunicado conjunto emitido pelo CaixaBank e o Bankia.

O conselho de administração proposto para a entidade resultante da fusão é composto por 15 membros, tendo ainda de ser sujeito à aprovação da assembleia geral de acionistas. A maioria dos nomes propostos pertence à atual administração do CaixaBank, enquanto quatro vêm do Bankia. Será ainda proposto um nome pela BFA Tenedora de Acciones e Fernando Ulrich junta-se como "diretor externo".

Este conselho de administração é proposto depois de o CaixaBank e o Bankia terem aprovado o acordo de fusão entre as duas instituições, que irá criar o maior banco de Espanha. A operação deverá estar concluída no primeiro trimestre do próximo ano e implica a absorção do Bankia por parte do CaixaBank. Na prática, os acionistas do Bankia vão receber 0,68 ações do CaixaBank por cada ação que detêm.

Fernando Ulrich é o atual presidente do conselho de administração do BPI, cargo que não irá deixar e que irá acumular com o de administrador do CaixaBank, segundo apurou o Negócios.

Hoje com 67 anos, Fernando Ulrich foi presidente executivo do BPI entre 2004 e 2017. Nesse ano, com a tomada de controlo pelo CaixaBank, deixou o cargo, passando a "chairman".

Poupanças de 700 milhões por ano

As duas instituições vão avançar com uma reestruturação calculada em 2.400 milhões de euros, que permitirá poupanças de custos de cerca de 700 milhões de euros por ano, ao mesmo tempo que deverão ser geradas novas receitas de 290 milhões de euros por ano. A maioria deste último montante será proveniente dos produtos de poupança e a restante parte da venda de seguros.

Feitas as contas, o CaixaBank espera aumentar os lucros por ação em 28% em 2022, enquanto para os acionistas do Bankia o aumento esperado é de 69%.

Os dois bancos apontam, ainda, para rácios de capital de 11,3% em 2021, já que os custos da reestruturação terão impacto sobre este indicador. Partem de um rácio de 12,3%.

Concluída a operação, o Estado espanhol passa de uma posição de 61,8% no Bankia para cerca de 14% na nova entidade, cujo principal acionista será a Fundação La Caixa, que fica com cerca de 30%.
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