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Sem controlo, UniCredit pode suspender compra do Commerzbank

Após fracasso das negociações de alto nível entre o banco alemão e italiano, o CEO do UniCredit assume "fazer uma pausa" na tentativa de aquisição do rival, caso a OPA hostil não permita obter controlo sobre o Commerzbank.

Andrea Orcel, CEO do UniCredit.
Andrea Orcel, CEO do UniCredit. Massimo Di Vita/Getty Images
21:52

O CEO do UniCredit, Andrea Orcel, disse que irá suspender os esforços que tem levado a cabo nos últimos anos para adquirir o rival Commerzbank, caso a não permita ao banco italiano obter controlo sobre a instituição financeira alemã.

“Se não conseguirmos o controlo [do Commerzbank], faremos uma pausa e concentrar-nos-emos noutros assuntos internos”, resumiu Orcel numa entrevista à Bloomberg TV nesta terça-feira, 21 de abril, aludindo à OPA de 35 mil milhões de euros que apresentará aos acionistas do banco alemão no próximo mês.

, mas , assim como o - que mantém uma posição relevante no banco -, têm rejeitado sistematicamente a proposta de aquisição. Ainda na segunda-feira, o chanceler germânico, Friederich Merz, voltou a reiterar a posição de Berlim, opondo-se à potencial aquisição.

O CEO do UniCredit afirmou que a instituição financeira italiana - que é a com uma participação de pouco menos de 30% -, fez “tudo o que precisava de fazer” para avançar com o negócio e que a decisão cabe agora “aos 70% de acionistas além de nós [UniCredit] decidir se querem permanecer no Commerzbank”, sublinhou na mesma entrevista.

Espera-se que a OPA, anunciada no mês passado, eleve a participação do UniCredit no Commerzbank para além dos 30%. Este limiar é particularmente relevante na legislação alemã, uma vez que ultrapassar os 30% do capital obriga, em regra, ao lançamento de uma OPA sobre a totalidade do capital empresa em questão.

Duas rondas de conversações de alto nível entre Orcel e a CEO do Commerzbank, Bettina Orlopp, não foram suficientes para quebrar o impasse, levando, em vez disso, a uma que culminou esta semana. Na segunda-feira, Orcel lançou uma crítica severa à estratégia da instituição de crédito alemã e delineou propostas para melhorar o seu desempenho. Orlopp respondeu no mesmo dia, descrevendo a iniciativa de Orcel como “táticas hostis e caracterizações enganosas”, citou a agência de notícias financeiras.

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