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Sindicatos dos bancários chegam a acordo com BCP para atualização salarial

O Sindicato Nacional dos Quadros e Técnicos Bancários (SNQTB), o Sindicato dos Bancários do Norte (SBN) e o Sindicato Independente da Banca (SIB) chegaram a acordo com o BCP para uma atualização salarial, de acordo com um comunicado.

João Cortesão
Lusa 31 de Julho de 2020 às 18:24
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Este acordo, no âmbito do processo de revisão do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) do banco inclui "a atualização de 0,3% da tabela salarial, das pensões de reforma e das pensões de sobrevivência; a atualização de 0,8% das diuturnidades que passam a ter um valor unitário de 41,63 euros; a atualização de 1,04% do subsídio de refeição, passando a ter o valor diário de 9,75 euros; a atualização de 6,67% do subsídio de nascimento, que passa para 800 euros e a atualização de 0,8% das demais cláusulas com expressão pecuniária", de acordo com a mesma nota.

Estas cláusulas incluem "subsídio de trabalhador-estudante, seguro de acidentes pessoais, indemnização por morte em viagem/resultante de acidente de trabalho, subsídio infantil, subsídio trimestral de estudo e valor máximo do crédito à habitação", de acordo com as estruturas sindicais.

Esta revisão terá efeitos retroativos desde 01 de janeiro deste ano, com exceção de ajudas de custo e remuneração do trabalho suplementar, resultando num "aumento superior ao valor da inflação de 2019", de acordo com os sindicatos.

Este processo "foi iniciado pelos sindicatos em novembro de 2019, com a apresentação de uma proposta global e fundamentada, a qual era referente à revisão salarial e ao restante clausulado" deste ACT, segundo o mesmo comunicado.

Apesar da pandemia, as negociações foram retomadas em maio, "por iniciativa e persistência dos sindicatos", lê-se na mesma nota, sendo que, "no desenvolvimento das mesmas, foi dada prioridade à negociação da atualização para 2020 da tabela salarial, das pensões de reforma, das pensões de sobrevivência e das cláusulas de expressão pecuniária", de acordo com os sindicatos.

As estruturas recordaram que o grupo BCP "não procedeu à atualização das diuturnidades e outras cláusulas de expressão pecuniária em 2019 e, apesar dos sindicatos não se terem oposto a que o BCP aplicasse aos seus associados a atualização que definiu para 2019 (para que estes não fossem lesados ou discriminados) o processo negocial não foi, na altura, dado como terminado e os sindicatos sempre insistiram para que essa situação fosse devidamente corrigida e compensada em 2020".
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